domingo, 29 de março de 2026

Poesia... uma oração santificada

 ... Se sou poeta, ainda não sei, a poesia é santificada,
Eu sou pecador, profano a poesia com palavras soltas
Nas entrelinhas escrevo ideias perdidas, sem sentido
A poesia é oração, então como orar com palavras rotas?

... Se sou poeta, não sei. Não sei eternizar a poesia,
Apenas escrevo o que sinto, sem bem saber o sentir,
Escrevo prantos e saudades misturadas com alegria
Assim, as vezes finjo. Não sei se o poeta sabe fingir.

Conto minhas dores, dores alheias em versos avulso
Por vezes me perco em rimas que não sei por onde vão
Não raro, chorando prantos e sorrindo, fico confuso
Não sei se assim a poesia está dizendo sim ou  não

Se escrevo sobre flores, não falo da beleza do perfume
Só das pétalas, como se o perfume não tivesse beleza,
Ser poeta e dizer que da flor o perfume é só queixume
Não é bem ser poeta, não é ter na alma a medida certa

Mas vou aprender, dos pássaros, já traduzo o gorjeio,
Já converso com as estrelas no silêncio da madrugada,
Aprendi cantar com a brisa para esconder meus anseios
Mas, pelo menos, sei que a poesia uma oração consagrada

José João
29/03/2.026

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