sábado, 21 de março de 2026

"A última flor do Lácio, inculta e bela"

Um dia, um poeta, num livre expressar-se, disse:
"A última flor do Lácio, inculta e bela". E a flor!
Se fez forte, se fez altiva e, talvez ... a mais bela,
Do vulgar passou a ser, do saber, uma larga janela 

Caminha pelo mundo brincando de fazer história,
De fazer-se quase sem tradução, tão rica lhe fizeram!
E se faz bouquet de palavras, única nessa condição
Que brinca nos dicionários por não lhe haver tradução

E a flor do Lácio, mesmo inculta mas sonora e bela
É a única que diz ao mundo o sentir de uma verdade
Que no mundo, toda alma sente, mas apenas ela
Tem a palavra única de dizer que isso é... saudade

Agora chegam, da luz da ignorância, pobres parvos,
Que, por natureza, são ignavos e indolentes seres 
Se vestem de trapos literários de uma estupidez gritante
De quem, por doutrinação, que matar uma língua pujante

Que se há de fazer ante tão grande e pesado fardo
Que tanto pesa nos ombros dos verdadeiros literatos?
Estarão em estertores aqueles que tanto nos ensinaram
E que honrosamente esse belo legado a nós deixaram?

Que a última flor do Lácio, inculta e bela, permaneça
Como luz a fazer-se em belas, ternas e doces poesias 
Que os incultos se dobrem à vontade dessa gigante
E que sucumbam os disparates desses tantos ignorantes.

José João
21/04/2.026

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