Dou-me ainda, a ser dos tristes, o menos triste
E ainda enfeito o pranto que choro com sorrisos
Daqueles que quase não são sorrisos, mas acalma.
Entrego-me, como o menos triste, a fazer sonhos
Pois de mim, me permito ser, uma sombra colorida
Choro minhas dores mesmo a alma gritando aflita
Ou rezando orações inventadas, por tanta desdita
Sinto por quem chora e do pranto não faz voz,
E se entrega a um vazio sem palavras para falar
Que pena! Que dor mais miserável! Dor atroz
Não é tanto assim minha tortura por ser triste
Mesmo em copioso pranto ainda sei quem sou
Consola-me, nos versos, gritar essa tanta dor.
José João
21/03/2.026
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