Pintadas de flores e saudades, de sonhos e douradas fantasias,
Que me leva a devaneios de ver paisagens que são só minhas
E me despertam para caminhar como se fosse divina romaria
Meu rio de prantos! Vai lento como se o tempo fosse um mar
As vezes com ondas ternas, cálidas, outras tempestuoso e bravo
Aí o rio de pranto se alvora, se faz turbulento, até a alma grita
Reza orações desconhecidas, heresias e fica assim, tão aflita
Meu rio de prantos, vai, corre pelos leitos áridos da solidão,
Segue por entre margens com pedras de tristezas, sempre indo
Pranto e lágrimas se misturam, choram dores de um só coração
Vão, sob horizontes coloridos, em profundos veios até o mar
Chegam, abraçam-se com lágrimas que há muito tempo chorei
O mar e meu rio de prantos juntam as lágrimas em um só chorar.
José João
12/003/2.026
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