Que vai do corpo à alma. esta se prende ao pranto,
No corpo, um desespero que traz primitivas reações
Impropérios e heresias se fazem loucas emoções.
Vou a lavar-me na pureza de salgadas lágrimas
Como se essas fossem bálsamos, mas no corpo,
Um desconfortável sentir lhe faz um fugaz tremor
Que entre choro e blasfêmias grita essa tanta dor.
Que resta então? Que lhe seja o tempo o remédio
Que lhe aplaque as marcas ou que faça cicatrizes
Das feridas saradas e lhe tire da vida esse tédio
De nada, adiantaram as lágrimas, nem os prantos
Não se fizeram bálsamos, apenas choraram a dor
Só o tempo, mesmo lento, se fez cura, se fez santo.
José João
26/02/2.026
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