sábado, 14 de fevereiro de 2026

Prantos e saudades... sem segredo

 Entrego-me a devanear, sol poente e eu sozinho
A buscar-me desde meus sonhos, até minhas saudades,
Venho de além mar, visitando portos cheios de adeus,
De idas e vinhas de acenos, lágrimas e tristes verdades

De lá do horizonte, um sorriso do sol alegra o tempo
A brisa escorrega mansa, voando sobre flores e jardins,
Então, me ponho  a quase sonhar comigo e a buscar-me
Dentro de mim mesmo e fazer-me todo um só sentimento

Não esses que se explica, mas aquele que a alma sente,
Fazer-me de poesia muda que ninguém saiba declamar,
De versos escritos apenas com lágrimas, sem palavras
Que sejam versos que se completem, mesmo sem rimar

Dou-me aos braços da fé de ser eu mesmo, sem medo,
Deixar que de dentro de mim um grito espante o mundo
E se vá em pedaços como se fosse do grito um forte eco
A contar amores, prantos e saudades sem nenhum segredo.

José João
14/02/2.026

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