Ainda mais longe, uma lembrança e uma saudade,
Aqui, bem perto, apenas um vulto entre lágrimas
E eu?! Alguém a quem um adeus tirou a liberdade.
Flutuo entre os restos de mim que sobraram e, vou
Catando pedaços de sonhos, de lembranças perdidas
Pedindo clemência em orações que alma ainda reza
Para que o sal do pranto lhe cicatrize todas as feridas.
Rabisco palavras soltas, escrevo palavras sem sentido,
Olhar pedido no tempo, como se nada tivesse para ver
E vou, entre o nada e os vazios que se fizeram paisagens
E me contam em silêncio o que agora me fizeram ser
Poesia sem versos, sem rimas, sem nada para contar
Como fosse uma folha cheia de imagens desencontradas,
Traços que se cruzam, se perdem sem nada para dizer,
De mim, só as marcas do pranto... no papel desenhadas
José João
07/02/2.026
Nenhum comentário:
Postar um comentário