domingo, 8 de fevereiro de 2026

Um caderno de presente.

Um dia me deram um caderno. Sim, um caderno!
E disseram: Escreva aí seus poemas, seus momentos.
Ora mas... num caderno, escrever pedaços de mim?
Mas pensei, meus prantos nas páginas seriam eternos

Quem melhor poderia falar de mim que as lágrimas
Deixadas num papel?! Que mais bela poesia teria?
Uma lágrima bem no meio da página, apenas ela
Mostrando toda a nudez da alma em inocente poesia!

 Até tentei chorar, lágrimas novas, lágrimas do dia
Mas as que vieram não eram de saudades distantes,
Daquelas saudades doídas que se chora com a alma
Com pranto transparente, cristalino como diamantes

Então sentei, o caderno aberto em minha frente, passivo,
Voei no tempo, buscando as saudades mais antigas,
Aquelas a quem alma e coração estão sempre cativos
Lentamente... as lágrimas vieram como brilhantes vivos

Caiam dos olhos como  pedaços completos de mim
Escrevendo a poesia com um sentido triste mas... terno
Uma, duas, três... tantas que uma folha se fez pouca
Mas a poesia se fez plena. Que presente! Foi esse caderno!!

José João
08/02/2.026


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