A areia cativa a banhar-se nua apagando os rastros
Brisa e ondas, em gentil dueto, cantam seus enredos
E o mar, calmo, sereno, livre, sem ser água de lastro
Quantas histórias ouvidas de saudade em cada porto!?
Prantos derramadas, olhos carentes chorando um adeus!
Quantas lágrimas choradas lhe salgando ainda mais
Assim vai o mar levando segredos dos outros e o seus
Rotas sem rumo, horizontes distantes, sonhos perdidos
E uma vela inflada pelo vento matreiro indo ao nada
Levando lembranças sem saber para onde, apenas vai
Assim vão os dois, um a saudade o outro... a estrada!
Para onde irão? Que porto, o mar deixará a vela içada?
Será que ao chegar tem-se então dado o fim de um adeus?
Corações pulsando forte, olhos cantando melodias de amor
Ou será mais distante o encontro das almas ainda separadas?
José João
11/02/2.026
Nenhum comentário:
Postar um comentário