sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A simplicidade das flores

Poesias... hoje? Não. É dia de conversar com as flores
Preciso que me ensinem como podem ser tão modestas!
Exalam seu perfume inebriante em humilde silêncio,
Fosse eu... gritava ao mundo, me mostrava, fazia festa.

É... aprender com as flores, como podem ser tão belas
E ficarem mudas? Paradas no mesmo lugar, sem alarde.
Pétalas luzidias, cortejadas por beija-flores e borboletas
E ficam ali passivas, como se fossem imóveis aquarelas

Tenho que aprender com as flores, tão frágeis e tão fortes!
Se podadas, não choram, ainda ficam dando seu perfume,
De tristeza, murcham, perdem a cor, vão empalidecendo
Mas não choram, em silêncio, sabem que estão morrendo

Sempre admirei as flores, conversamos, elas me ouvem
A voz sussurrante, só quando a brisa lhes instiga a falar,
Pergunto-lhes: como podem ser tão belas e tão caladas?
- Somos assim, apenas flores, porque haveríamos de gritar?

José João
13/02/2.026

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