quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Não sei ser doutor... só sei ser eu.

 Eu?! Não sei ser senhor, não sei ser doutor. Só sei ser eu.
Visto um terno feito de saudades, com botões de flores,
Uma camisa de primavera com uma gravata de petúnias
E vou pelo mundo... expulsando dores e criando amores

Sou quem brinca de fazer das flores bouquet de poemas
Que contam histórias desde o outono quando as folhas caem
Que vai semeando sementes nas margens dos caminhos
Que afaga a solidão e com ela vai sem nunca estar sozinho

Não sei ser senhor, nem ser doutor, escrever versos, eu sei
Desses versos cheios de lágrimas alegres, de risos soltos
Versos malucos contando coisas que eu mesmo inventei

Escrevo versos que o tempo trás, de coisas que já vivi,
De sonhos, até mesmo de sonhos que ainda não sonhei
Escrevo também eu, nos versos de dores que sozinho chorei

José João
25/02/2.026

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