Que não gritam quando, em desespero, choram uma dor?
Não fossem os olhos nada diria, as palavras não sabem dizer,
Se perdem na dor que a alma sente e nada se pode fazer
Quem, mais que os olhos, em prantos salgados, grita em oração
Perdas, que se fazem doloridos vazios, em qualquer coração?
Só os olhos, pela dor se iluminam e falam sozinho até de solidão
E vão buscar prantos, de onde não sei, como se pedindo perdão.
Os olhos mostram para a alma qualquer alegria ou até aflição
Que mostram a beleza do viver quando algo belo vai acontecer
São os olhos que mostram a ternura da vida em qualquer renascer
Quando brilhos estranhos, em demente ternura, se põem a dizer
Que a alma se ilumine, se vista, se atente que uma luz vai chegar
São eles que, como janelas, mostram acordados o que seja viver
José João
20/02/2.026
Nenhum comentário:
Postar um comentário