quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Quando os natais vão passando.

 De repente era natal, de repente um outro natal 
E minha saudade a mesma, até o mesmo pranto.
As lembranças, quase nem pareciam lembranças
Se faziam como de ontem, um verdadeiro ritual

Assim, de repente, meus cabelos embranqueceram,
Meus olhos já não olhavam com nitidez o horizonte
O mesmo horizonte que as cores eu já sabia de cor.
Nem era mais alegre, o antes doce, murmurar da fonte

Desaprendi brincar de mal me quer com  margaridas,
De ver o luar arrastar-se na relva em silenciosa poesia,
De fazer pedidos para estrelas cadentes, não ouviam
Desaprendi tudo, tudo, que em outros natais eu fazia

Mas aprendi, pacientemente, esperar o que nem sei,
Caminhar sem pressa, sem nem saber aonde chegar
Aprendi olhar com as mãos, pensam que são carinhos
Enfim, aprendi muito, hoje, sei até conversar sozinho

José João
11/02/2.026

Nenhum comentário:

Postar um comentário