Nem o que sou agora. De mim sabem mais do que eu mesmo.
Mas... já não me pergunto por mim, o que interessa agora?
A mim, só importa o que ainda posso ser, o resto, vá embora
Se sonhei sonhos que não eram meus... foi apenas inocência.
Se a mim fizeram sonhar assim, é porque não fui tão atento
Por isso, tenha sido minha a culpa, a culpa do que sou eu
Choro essa dor que sinto agora mas... o pecado não foi meu.
Viajo, calmo, entre os "eus", o que sou agora, e o que antes fui,
A vida é engraçada, se faz de vida, se faz de livro, se faz de lição
E ela mesma se faz de verdade, como só ela deve e pode ser.
Daí minha razão em deixar para trás o que não me faz viver.
Vou continuar fazendo versos, fingidos ou que falem verdades,
Dos ontens, faço minhas histórias, afinal, foram eles que vivi
Nega-los! Não poderia mas, o que não sei, não faz parte de mim
A mim, me interessam os amanhãs, ainda sem dores para sentir.
José João
24/02/2.026
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