É como se fosse preciso engolir palavras que doeram,
Como se fosse preciso beber do pranto que se chora
Como se o silêncio de sempre fosse o silêncio de agora
É como escrever gritos sem saber palavras para tanto
Ouvir o próprio eco do silêncio indo a lugar nenhum
Como uma oração perdida, rezada a esmo e sem fé,
A poesia, pra mim, é um vicio de ser o que não se é
É o vício de mentir contando verdades que não vivi
Sonhando sonhos que um dia, por tanto sonhar, perdi
É fingir sorrindo, chorando dores que só sei sentir
A poesia é um vício, apenas um triste vício de calar,
Calar a voz como fosse preciso ouvir o silêncio falar
Fazer que os olhos, sorrindo, aprendessem, chorar
José João
11/11/2.025

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