Quem disse nunca deve, um dia, ter amado
O amor é como espinho, fere quem beija a flor
Para se mostrar um amante que fere por amor.
Minhas cicatrizes, ainda abertas na alma, dizem
O que foi um dia ter amado, cicatrizes profundas
Por vasto e doloroso pranto agora são banhadas
Ainda assim, eu sei, nunca serão cicatrizadas
Nos olhos úmidos, imagens nunca esquecidas
Se desenham em doloridas esculturas tristes
Como se cada lágrima fosse uma dor acontecida
O amor não é tão inocente assim como dizem
Se vai, as vezes até mesmo sem adeus, sem razão
E deixa apenas o vazio triste de tão doída solidão.
José João
06/11/2.025

Nenhum comentário:
Postar um comentário