domingo, 9 de novembro de 2025

A liberdade do grito e do pranto

 Quantas vezes calei a voz quando precisava gritar?
Quantas vezes o silêncio foi maior e me fiz mudo?
Com a voz presa em um nada dizer...maior que eu
Que até o tempo se fazia lento para comigo chorar

Quantas vezes ouvi calado o que não queria ouvir!!
E por tanta dor apenas chorava no silêncio de mim
O pranto não se sentia tanto para chorar tamanha dor
Então murmurava orações vazias sem nenhum pudor

Rezei heresias em ladainhas que a tristeza inventava
Cantei hinos que se faziam preces que nada diziam
As palavras soltas, sem melodia no vazio se perdiam

Mas um dia, deixei que a voz se fizesse dona de mim
Deixei que um grito rasgasse o peito num gritar insano
Assim, dei a liberdade que o grito e pranto queriam tanto

José João
10/11/2.025

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