sábado, 26 de julho de 2014

Um nome e um sonho

As vezes o tempo me vem com um olhar caduco,
Passos reticentes...como se não quisesse chegar,
Como se caminhasse lento para não espantar meu silêncio,
Trazendo sonhos antigos que quase não lembrava mais.
Me faz sentar na beira da tarde (a noite quase já vem)
E fica ali comigo me mostrando sonhos de tanto tempo,
Quase sem cor, desbotados, incompletos, as vezes pedaços
De momentos que quase já não dizem nada...
Outras vezes, fragmento quase completos que me forçam
Um sorriso entre tímido e triste. Mas ainda há velhos sonhos
Que meus olhos riem chorando como se ainda guardassem
A cor, o gosto do momento em que foram sonhados.
Uma vez o tempo me trouxe um sonho cheio de lágrimas,
Eram tantas lágrimas que até meus olhos choraram...
Ficaram parados, olhando o tempo, que sem jeito,
Dizia: Pensava que esse sonho não fizesse mais doer tanto,
Mas culpa da saudade que não ficou calada, gritou
Bem alto para a alma que o sonho tinha o nome dela...
Aí então...coitado de mim...


José João
26/07/2.014



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Essa dor poderia ser maior

Perdi meus passos para caminhar nos teus caminhos,
Me desfiz de mim, me vesti de ti...me entreguei...
Sonhei teus sonhos como se fossem meus, neles vivi,
Cheio, repleto de ti...mas sempre te querendo mais.
Me refiz em ti, te fiz meus versos...os mais perfeitos,
Pensamentos? Pra que pensar? Se tudo era você!
Desejos, momentos, vida...foste até minhas orações,
Te rezei, te bebi, me inundei com teu ser... te fiz eu
E me esqueci de mim,. te amei...tanto e tão tanto
Que perdi os medos, esqueci que o adeus existe,
Que as dores da perda doem na alma...esqueci tudo
Para, muito mais que ser teu, te fazer minha vida.
Te amei assim, cada dia mais, sem medo dos amanhãs.
Hoje, ouço apenas o eco do silêncio que deixaste,
O mudez das palavras que não dissemos, por falta de tempo,
Ou por serem poucas para nossos tão intensos momentos...
Hoje sinto falta de não te-las dito... não te-las ouvido...
Mas na verdade não reclamo dessa dor que sinto agora...
Vale a pena senti-la, dor maior seria ter te conhecido
E não ter te amado como... te amei.


José João
24/07/2.014









quarta-feira, 23 de julho de 2014

Talvez por ter te amado tanto

Não sei onde errei. Não sei. Ainda hoje o tempo 
Não me diz. Te falei com as palavras, com os olhos...
Esses então... quando te viam... gritavam risonhos
O que a alma lhes mandava dizer e eles diziam,
Se enchiam de brilho, e sorridentes sussurravam: Te amo.
Meu coração ficava repleto de ti, e ainda hoje, 
Apesar do tanto tempo, ainda pulsa confuso, sem saber
Se ainda diz: Te amo, ou se pulsa chorando essa saudade tua.
Te amei tanto que te rezei como oração...ah! como te amei!
Te amei como amam os anjos, que sabem calar na hora
Que se quer silêncio, sabem falar na hora que se quer ouvir,
Quiz ser pra ti a medida completa, nem ser muito...
Nem ser pouco, ser apenas o que querias que eu fosse.
Busquei meus sonhos, todos eles, e os dei a ti, sem reservas,
Fiz deles um história nossa, mas...cheia de ti.
Fiz dos teus momentos os meus momentos, te vivia
Como se fosse tu...minha própria vida. Como te amei!!
Não sei onde errei... mas desde aquele adeus...
Meu Deus! Tão dolorido que até hoje a alma chora...
Nunca mais pude me sentir, ou ser eu... outra vez.


José João
23/07/2.014


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Meus poemas...pedaços de mim

Acho que não sei escrever poemas bonitos...
A tristeza só se escreve com palavras tristes,
Cheias do que não se quer dizer, mas é preciso,
Meus poemas são cheios de mim, do que minha alma sente,
São cheios de lágrimas que choramos juntos, cheios de solidão,
Que nos abriga no colo como se tudo fosse vazio. 
Não sei dizer, nos poemas que choro, palavras bonitas,
Quem me ensinou escrever foram as dores de... perdas,
De adeus que nunca passaram, de saudades doídas
Que ficam guardadas na alma, cheias de sempre,
De sonhos que ficaram como páginas perdidas,
Empoeiradas, em pedaços rotos do tempo,
Fragmentos que se perdem na imensidão de lembranças
Mortas, cheias de amanhãs que nunca chegaram
E de ontens que nunca passaram, ficaram como dor,
Fazendo meus poemas trites e sem palavras bonitas.
Meus poemas pedem por favor ao passar entre sorrisos,
Entre os olhares que se encontram contando histórias
De amor. Meus poemas...não têm como serem bonitos...
São apenas pedaços de mim.


José João
21/07/2.014




sábado, 19 de julho de 2014

Te esquecer...seria uma injustiça do tempo

Acontece em mim um milagre... quando minha alma
Chama o teu nome. Meu coração dispara ao pulos,
Como criança brincando de pular nos jardins,
A saudade vem apressada, aos gritos mandando
Que os sonhos que sonhei contigo cheguem logo.
A felicidade enfeita os olhos, deixa-os brilhando,
Como fossem pedaços de prata, são lágrimas,
Que inocentes, refletem neles a alegria de te sentir,
Minha voz balbucia ternamente teu nome,
Misturado com pedaços de canções que nem sei mais,
Mas que gostavas de ouvir. Minhas mãos se alvoroçam,
Tremem como se pudessem tocar teu corpo, teu rosto,
Os lábios se enchem de desejos, carentes que estão
Dos teus beijos...fecho os olhos para te ver, 
Para te tocar com alma que dadivosa se entrega
Aos meus anseios da necessidade de ti.
Um milagre acontece em mim...quando minha alma
Te encontra entre as saudades, dentro de pensamentos
Que fazem cada momento vivido contigo uma eternidade,
Como se o tempo tivesse parado, para que a beleza
De nós dois não se perdesse no esquecimento...
Não seria justo...


José João
19/07/2.014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Eu, repleto de ti.

Metade de mim sou eu, a outra metade é você,
Da minha metade, metade é saudade, lágrimas
Que, sem pudor, minha alma chorou por ti, 
E chora ainda. Sobrou apenas um pedaço de mim,
Mas repleto de ti. Tu ficas como se fosses tudo,
Tudo que posso ser, ou que me fazes ser.
Me invadiste, me tomaste de mim, te fizeste
Minha essência, e ainda que ausente, me completas.
Sou teu nos meus sonhos de todas as noites,
Sou teu no pensamento de todos os momentos,
Sou teu nos desejos ardentes que me invadem a alma.
Meus dias, como se fossem teus, a cada hora,
Chama teu nome nos verso que a brisa suave canta.
Nas noites, o silêncio cheio de saudade te chama,
Te chama baixinho, o coração dispara te sentindo
Dentro de mim, me contando histórias de nós dois.
Uma vontade de chorar me toma, me faz tremer,
Balbucio palavras reticentes, que nem eu entendo,
Mas minha alma diz que estou dizendo: Te amo

José João
17/07/2.014








Anjos existem

Eu acredito em anjos. Eles existem,
Amei um anjo que me ensinou a amar,
Não esse amor de todos, esse amor que faz dizer:
Te amo. Mas um amor que faz dizer: Sou teu,
Que fala com os olhos, que grita com a alma,
Que faz o corpo tremer em convulsões serenas,
Divinas, cheias de uma vontade diferente...
Onde sorrir e chorar se confundem na alegria.
Amei um anjo, desses anjos que nos põem no colo,
Afagam nossa alma, que sussurram baixinho, 
O que só ela pode ouvir. Um anjo que me permitiu
Guarda-lo sempre dentro de mim. Um anjo-mulher,
Que como milagre me fez acreditar em contos de fadas,
Na maravilha de viver sonhos coloridos, de mudar o tempo,
De se viver eternamente um segundo de felicidade.
Amei um anjo que talvez tenha se perdido
No caminho do céu, e me encontrou, me ensinou...
E se foi...mas ficando para sempre dentro de mim.
Os anjos existem. O meu anjo deve estar sorrindo,
Me acariciando com as brisas das manhãs, me mandando
Beijos cor do por-do-sol, de um horizonte distante
Onde só os anjos podem chegar e morar...
Me velando o sono nos raios de luar, meu anjo...


José João
17/07/2.014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Um copiador de versos

...Me chamam poeta, dizem que sou poeta. Pobre de mim...
Eu? Poeta?! Rio-me as gargalhadas quando dizem.
As vezes chego a chorar de rir...Como posso ser poeta
Se não invento poesias? Se não conto histórias
Que nem aconteceram? Como posso ser poeta
Se conto apenas minhas verdades, exploro minhas lágrimas,
Choro rindo a dor que sinto, por medo de chorar chorando!
Eu? Poeta?! Não sei nem mentir nos versos...
As vezes finjo ser minha a dor que sinto...e choro sorrindo
Porque para chorar a minha dor não teria lágrimas.
Mas queria ser poeta, falar de lágrimas que não chorei,
De adeus que eu não disse, que foi alguém que viveu.
Como posso ser poeta se apenas conto minha história?
Desnudo sem pudor os meus momentos...
E apenas copio de minha alma o que ela sente?
Poeta imagina, cria, busca, inventa dores que nem existem,
Inventa sonhos, inventa até adeus para ter 
O prazer de chorar. Eu! Eu conto os adeus que ouvi,
As dores que ficaram. Sou um copiador de versos...
Copiador das dores que minha  alma sente.


José João
15/07/2.014

Queria escrever uma poesia de amor

Queria falar de amor, mas minha voz...minha voz
Se faz prantos chorados em soluços soltos,
Vindos da alma cheia de vazios e angustias vivas.
Queria escrever versos de amor, mas minhas mãos
Tremem num angustiante chorar, e em convulsões
Se entrelaçam, se fazem de apenas uma
Para em caricias, afagarem os olhos que choram,
Se consomem no derramar dos prantos,
Que como fontes, jorram pelo rosto que se faz de leito,
Sem margens, para que possam correr livres
E gritarem ao mundo esta tanta dor que se faz viva
E cativa de mim desde aquele adeus que até agora
Ouço em todos os momentos como grito do tempo.
Queria gritar, ao mundo até o infinito, coisas do amor,
Com palavras coloridas, alegres, risonhas, mas a voz...
Se perde desesperada dentro de um silêncio que cala
Até a alma que chora silenciosa uma oração
Como se fosse minha poesia de... amor


José João
15/07/2.014


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Saudade, muita saudade.

Quase sempre a vontade de chorar é do tamanho
Da saudade que sinto. É do tamanho do tempo,
É do tamanho da dor que me aflige a alma. 
Imagens do passado me vêm como se fossem de ontem,
Todos os momentos se fazem presentes, como sonhos
Que não se quer deixar de sonhar. As recordações
Chegam vivas, pulsantes, sussurrantes, falando apenas
Com o pensamento, no silêncio de uma vontade 
Que deixa até a alma confusa, chorando sem cerimônia,
Sem pudor de se desnudar ao tempo, e nua, molhada
Dos pranto que ela mesma chora por tanta...saudade,
Se deixa ficar como se cada lágrima fosse um pedaço
Das verdades vividas quando os momentos vividos
Se faziam mais prazerosos que o mais belo dos sonhos.
Hoje, apenas as imagens ficam presas dentro de mim,
Misturadas com angustias, saudade e lembranças,
Doces lembranças de nós dois, teu sorriso, tua voz,
As mãos dadas passeando em jardins, teu olhar...
Se encontrando com o meu, dizendo sorridentes,
O que nossas almas sentiam...Ah! Que saudade...saudade.
Ai! Dor!!!

José João
14/07/2.014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Minhas... solidão e saudade

...Não fossem a solidão e a saudade a casa estaria
Vazia e eu sozinho. Não fossem a solidão e a saudade,
Meus versos não seriam versos, seriam apenas linhas
Sem forma, sem vida, não estariam brilhantes, molhados
Pelas lágrimas que correm de minha alma para os olhos,
Efusivas, cheias da vontade de se fazerem prantos
Contando minha história no silêncio de que preciso
Para ouvir meu coração chamar, baixinho, o teu nome.
A casa se faz repleta de tua invisível presença,
Que até ausência seria, não fosse te sentir dentro de mim,
Forte, gritando ao tempo que ainda és minha,
Enchendo meus pensamentos de ti e me fazendo sonhar
Outra vez com nós dois esquecendo que o impossível
Existe. A saudade parou o tempo, tudo ainda se faz
Vivo. Teus beijos, carícias, teu olhar dizendo inocente
De um amor que só tu sabias dar, me fazer teu,
Teu sorriso brincando de enfeitar teu rosto. Te vejo ainda.
Troco um olhar com a saudade e te encontro dentro dela,
A solidão se faz espaço para aninhar nó dois...e choro
Te buscando no tempo e te deixando dentro de mim.

José João
11/07/2.014



segunda-feira, 7 de julho de 2014

Minhas lágrimas

Vem amor, te deita dentro dos meus sonhos
E deixa a noite ir-se. Ir embora buscando a madrugada,
Toda cheia de silêncio e de mistérios, e nós dois...
Nós dois dentro dela escondidos e tu dentro de minha alma
Como se me fosses sopro de vida, pedaço completo de mim
Que ficou  vivo, sem se importar com o adeus dito,
Um adeus que não nos dissemos...apenas aconteceu.
Vem amor, me aquece a vida, pulsa em meu peito,
Povoa os sonhos que vou sonhar, todos serão teus,
Encanta essa minha saudade cheia de ti, de nós,
Dos nossos momentos que se fizeram eternos em mim.
Ah! Amor, me protege dessa solidão que sempre vem,
Dolorosa se não sonho contigo, se não te sinto perto,
Dessa tristeza que deixa as horas se arrastarem lentas,
Perdidas no vazio de um coração que grita teu nome
Em canções desesperadas, chorosas, como tristes
Acordes de um violino se despedindo da primavera,
Que vai lentamente sem querer ir, sem dizer adeus
(assim como não nos dissemos) para os acordes do violino,
Que ficam chorando com... as minhas lágrimas


José João
07/07/2.014




quinta-feira, 3 de julho de 2014

Chorar...é respirar com a alma

As vezes chorar é preciso, é como se fosse respirar
Com a alma, é como se ela gritasse as dores que sente
Em cada lágrima que derrama, é por não ter voz,
Que com prantos a alma grita, e com eles,
Com os prantos, também reza orações que cria
Pelo desespero da tristeza, da angustia que chora
Quando um adeus faz doer... mais que qualquer dor.
As vezes também, chorar é sentar-se em silêncio,
Dentro da solidão, lembrando momentos que foram
Ao tempo mas a saudade insiste em deixa-los de ontem,
Vivos dentro da gente, como se fossem preciso
Para se viver. Ah! Chorar! É como um grito divino,
Que só uma alma amante, cheia de tantos momentos
Vividos, de tantas recordações, lembranças e sonhos
Pode ajoelhar-se no tempo e ao pranto se entregar,
Fazendo de cada lágrima a conta de um rosário,
Uma Ave Maria, fazendo-as subirem ao céu, como súplicas,
Como um pedido de perdão por se ter amado tanto.


José João
03/07/2.014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Choro...e é culpa tua também

Talvez tenham sido teus olhos, divinos e brilhantes,
Ou tua voz, sussurrante como vento de outono,
Macia como o sussurrar do rio cantando inocente
Uma canção perfeita, escrita sem palavras,
Só com notas musicais desconhecidas em harmonia única
Com o cantar suave do vento nas folhas que brincam
De dançar presas em seus galhos,  só até a primavera.
Talvez tenha sido teu perfume com gosto de amor,
Ou teus carinhos cheios de ternura infinda
Deixando no corpo o gosto de mais e na alma
O desejo de que cada momento se fizesse eterno.
Na verdade não sei, não a sei se foi teu toque
De fada divina...ou de anjo, daqueles anjos
Que se ocupam de apenas ensinar a amar,
Daqueles que entram no coração da gente, e ficam,
Invadem a alma e lá habitam como se tudo
Fosse para sempre. Sei que mudaste pensamentos,
Momentos, sei que me ensinaste a sorrir, amar...
Mas também sei, que apesar de tudo, essa dor
Que sinto, essa saudade que dói até na alma
É culpa tua também.

José João
30/06/2.014

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Porquê?

O silêncio atravessa a noite como se andasse lentamente,
De um lado para outro, sem precisar pisar o chão.
A solidão caminha calada por entre as paredes,
Se faz imensa, ocupa comodamente todos os espaços
Como se fosse fantasma que se faz sombra entre as dores
Sentidas. A tristeza! Essa toma forma, fica densa,
Enche o coração de angustia, se faz tanta que não cabe
Na noite, manda o sono embora, umedece os olhos,
Brinca de fazer lágrimas, deixa o coração aos pulos,
Como se quisesse fugir do peito para lugar nenhum.
E a vida! Fica vazia, sem cor, apenas como um pedaço
Do tempo que passa sem razão de existir, sem motivo
De ser, cheia de histórias perdidas e de sonhos mortos.
As lembranças se dividem em fragmentos soltos,
Como se cada pedaço fosse uma dor, e cada dor
Um adeus, desses que não passam, que ficam sempre
Como se estivessem grudados na alma, 
Presos com a angustia que cada dia se faz mais forte
Como se tudo tivesse começado ontem...
E ficado para sempre.


José João
27/06/2.014

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A saudade que me faz viver

Não sei porque estás ainda tão dentro de mim,
Te fazes meus momentos, meus sonhos, devaneios.
Teu nome fica brincando em meus lábios
Como se fosse uma canção que não se esquece nunca.
Minha alma brinca contigo, te põe no colo e me chama
Pra dizer que não estou só, que estás comigo,
Como se eu não soubesse, não te sentisse...
As vezes estás tão perto que sinto teu perfume,
Te vejo a cor dos olhos, sinto o roçar de teu rosto,
E me toma uma sensação docemente divina,
Cheia de ti, dos teus tantos carinhos. Nessa hora
A saudade se faz dor, a tristeza se faz vida...
E a solidão, como se valsando ao som do silêncio,
Me toma, me envolve, me carrega para um vazio,
Que desde teu adeus, se escondeu dentro de mim.
Se hei de escrever nos versos que sinto, nos versos
Que minha alma fala, que até grita quando é tanta
A dor que sente. Se neles haverei de dizer um nome,
Que seja o teu, entre a beleza do amor que vivemos
E a saudade que me faz vivo agora.


José João
26/06/2.014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A dor da solidão que sinto

Andar só, foi o que sempre fiz, andar sozinho,
Até no meio da multidão, tão solitária quanto eu,
Sigo só, como se fosse sombra que ninguém vê.
(A solidão dói muito mais quando não se está só)
Ah! A Multidão! Nunca é companhia pra ninguém.
Aprendi a viver assim, lembrando os sonhos que sonhei,
E vivi, chorando os sonhos que sonhei e se foram,
Por entre as saudades de não tê-los vivido. 
Meu silêncio se faz poesia, poesia solta, a toa,
Indo sem rimas, remendando versos rotos,
Rasgados na alma por soluços que não param
De gritar a dor que a pobre alma sente.
Ando triste por aí, carregando gemidos no peito,
Tristeza no olhar, angustia na voz e sonhos mortos,
Levo alguns adeus ditos por silenciosos olhares,
De outros ainda ouço os gritos, mas todos dentro
De uma saudade tão grande que se faz dor.
Mas vou indo, só, de braços dados comigo
Como se eu fosse dois, um eu, grita em desespero
A dor da solidão que sente, o outro, junta os pedaços,
E vai sorrindo, e vai fingindo, chorando alegremente...
Com as tantas lágrimas que a tristeza faz chorar


José João
23/06/2.014



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Perguntas que a tristeza faz

Pergunta-me a tristeza desde quando e até quando
Vou derramar-me em prantos. Até quando estarei
A desmanchar-me em lágrimas, como se fossem
Gritos que a alma em silêncio grita pela dor que sente,
Que chora no silencio das madrugadas frias
Cheias de saudades, de sonhos perdidos, derramados
Nas noites molhadas de prantos que a alma chora.
Pergunta-me a tristeza, até quando vou caminhar
Sozinho, ouvindo o eco dos meus suspiros,
Como fossem lamentos gritados dentro do peito,
Cheio de angustias, silencioso como se fosse oração,
Todos os ais que o coração chora como se pulsar
Fosse um soluço da alma que triste soluça sozinha
Entre as tantas saudades que dentro dela ficam
Se fazendo pedaços perfeitos de ladainhas mudas.
Pergunta-me a tristeza, até quando as lágrimas
Se farão jorrar em meus olhos como cascatas
Correntes que murmuram tristes, a dor
Que só ela sente. Pergunta-me assim a tristeza...
Respondo com o silêncio o que ela há muito ela já sabe


José João
18/06/2.014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Uma dor chamada...solidão

As vezes gostaria de gritar para o mundo, bem alto,
O que é a dor de ser sozinho, o que é a dor da solidão,
Mas para tanto não existem palavras, não se pode
Dizer o que é o vazio, só se pode senti-lo e...as vezes
Chorar, porque nem sempre as lágrimas disponíveis
Podem falar toda a tristeza que a alma sente.
Quantas vezes me surpreendi parado no tempo,
Ombros caídos, voz amargamente reticente,
Fronte pendida sobre um colo que não existe,
Um colo que a carência cria como uma ilusão demente
E as lágrimas...as lágrimas se fizeram tão poucas
Que quase nenhuma dor foi chorada, embora sentidas
Como  farpas afiadas de tristeza sangrando a alma.
É uma vontade de ir sem ter pra onde, sem estradas,
Um ardume nos olhos (sem lágrimas para chorar),
Não existe um lugar onde a dor não chegue,
Não se faça morada dentro da gente e sem remorso.
Ah! Solidão! E ainda se faz mais forte, mais dolorida
Se não existe saudade. É uma dor que nem a poesia
Mais triste, a mais triste de todas as poesias,
Em nenhum verso diz o tamanho dessa dor...
Muitos a chamam...solidão. Que mesmo entre paredes...
Se faz do tamanho do universo,


José João
09/06/2.014

Quando meus sonhos te trazem


Minhas lágrimas não conseguem se conter
Quando meus sonhos te trazem toda e plena,
E teu rosto, como se fosse de um anjo,
Me ilumina o momento e vai buscar nós dois,
Meus olhos brilham, meu coração pulsa ,
Minhas mãos tremem, digo baixinho: Te amo,
Sinto, na incoerência dessa absurda solidão,
Tua presença entre minhas angustias e medos,
Medo que essa saudade um dia não te traga mais
E minhas noites fiquem vazias, perdidas de mim,
Sem sonhos para sonhar, cheias de lembranças mortas
E eu perdido na demência do esquecimento,
Sentindo o tempo parar no nada pela falta de ti.
Hoje vi teu rosto na pintura que minha alma fez,
Te pôs nos olhos a inocência de uma criança,
Nos lábios, a cor de um pedacinho do por-do-sol,
Rubro, entre matizes de desejos e saudade
E eu...humildemente te escrevi em versos...
Não desses versos que se lê...mas versos ...
Tão divinos que apenas a alma sente 

José João
09/06/2.014



sábado, 7 de junho de 2014

Aprendi a amar eternamente

Hoje, pedi a Deus para ter você. Acordei triste
Depois de sonhar contigo. Ouvi a solidão cantando
No silêncio de dentro de mim uma musica
Que dizia teu nome em todos os versos,
Senti uma tristeza do tamanho da saudade
Que ficava agitada lá dentro de minha alma,
Querendo ser mais que uma saudade,
Querendo sair aflita dos meus olhos como lágrimas.
Hoje pedi a Deus que te fizesse voltar...
Rezei orações novas que aprendi com teu adeus,
Rezei orações antigas, que aprendi a rezar contigo,
Até milagre pedi. Como dói a dor que sinto agora!
Como dói a falta que fazes! Como dói ser tão sozinho!
Tua ausência me faz ser tão pequeno! Sinto pena de mim.
Hoje pedi a Deus que te fizesse voltar. Mas com a voz
Terna da brisa, com a doçura de quem sabe a dor
Que comprime o coração e alma, carinhosamente disse
Que não podia te fazer voltar, que os anjos veem
Só para ensinar amar e depois se vão.
Que devia me sentir feliz, pois que aprendi a amar
Eternamente. Como só a um anjo se ama.


José João
07/06/2.014



quarta-feira, 4 de junho de 2014

A noite, sem tua saudade não é noite

Todas as noites me chegas de mansinho,
Como se viesses enfeitar meus sonhos,
Brincar de me fazer feliz, ir buscar momentos
De nós dois que ficaram perdidos no tempo,
Mas ainda dentro de mim. Todas as noites,
Como se fosses um anjo, desses anjos criança
Que gostam de brincar, assim me vens, trazendo
Coisas novas: Lágrimas que nunca foram choradas,
Saudades repletas de ti a me preencherem o vazio,
Lembranças que esqueci de lembrar se fazem novas,
Cheias de nós dois, até teu perfume a noite me traz.
Te sinto tão perto, as vezes até tão dentro de mim,
Que sinto no lugar do meu, o teu coração,
Pulsando alegre por nós dois. Não sei quem nos separou...
O destino...a vida. Não sei. Mas não permiti levassem
De mim esse desejo ardente que me faz vivo,
Os sonhos que ainda hoje se fazem ternos segredos
Guardados dentro de mim. Minhas noites...
Se não me vens  em sonhos não são noites
Mas se vens em saudade durmo feliz contigo...
Abraçado com ela.



José João
04/06/2.014




terça-feira, 3 de junho de 2014

Hoje, ainda não me vi.

Hoje apenas me senti. Ainda não me vi.
Senti o coração bater mais forte, como se chorasse,
Como se sentisse uma saudade do tamanho do mundo.
Senti os olhos arderem como se lágrimas caíssem
De dentro da alma e se fizessem pedaços de dor,
Cada uma, uma dor diferente, cada dor uma angustia.
Senti a voz reticente como se balbuciasse palavras
Desconhecidas, desconexas, sem sentido ou razão,
Palavras perdidas em gritos que nem eco sabiam fazer.
Hoje ainda não me vi. Apenas me senti.
Senti as mãos tremerem como se sentissem medo,
Ou frio, como se sentissem falta de carinhos,
Ou da ternura de um rosto para afagar, acariciar.
Senti meu olhar perdido, vendo sem nada ver,
Buscando no horizonte silhuetas que não vinham,
Que talvez tenham apenas existido nos meus sonhos.
Hoje não me vi ainda. Apenas me senti,
Perdido, passeando por dentro de uma solidão
Que se fez estrada, longa, cheia de vazios,
Onde nem os sonhos me acompanham mais


José João
03/04/2.014





Porque o agora pra mim é... sempre!!

Me perdi, já não sei o que é o agora, pensei um dia
Que fosse apenas um momento, mas pra mim...
O agora se fez desde muito, o eterno, o sempre,
O que pensei tivesse ficado para traz, perdido no tempo,
Esquecido dentro de sonhos mortos. Nunca pensei
Que o agora, fosse tudo que não se vai, que fica
Dentro da gente marcando nossos dias, nossas horas,
Fazendo que lágrimas novas chorem dores antigas,
Que se fazem de agora. E os amanhãs também se farão
Agora, porque essa dor angustiante de uma saudade
Que não sei de onde vem, vai ficar comigo e...vai indo
Hospede dos amanhãs que me virão e se farão um agora.
Estou preso no tempo e por mais que passe, que vá...
Só me restou o agora, porque a dor será a mesma
O adeus será o mesmo, a saudade será a mesma,
Porque será sempre o mesmo nome, o mesmo perfume,
O mesmo olhar, as mesmas palavras. Nada novo.
Tudo, naquele dia do adeus, ficou parado no tempo
Como se fosse agora, só não as lágrimas,
São outros os prantos que choro...agora.


José João
03/06/2.014



sábado, 31 de maio de 2014

Hoje... sofrer é mesmo sofrer.

Estradas perdidas, passos apagados pelo tempo...
Lembranças quase mortas chorando perdidas no nada,
Nesse vazio que o esquecimento faz questão de deixar,
Mas o pensamento insiste, teimoso, em buscar pedaços
De mim, dos momentos que vivi e que insistem em ficar.
Lembro dos meus segredos inocentes, meus desejos,
Meus sonhos de jovem sorrindo entre minhas verdades
E fazendo parte delas. Lembro meu silêncio escondendo
Meus segredos, minhas lágrimas brincando nos olhos
Por saudade tão criança que só durava até um outro olhar
Quando, outra vez, meus olhos brilhavam, o peito gritava
Aquela paixão que se fazia verdade, ou outro sonho.
Meus medos. Ah! meus medos! Tão grandes, tão maiores
Que eu, quase me sufocavam, me faziam calar. Medos,
Hoje rio deles, quem me dera hoje fossem os mesmos.
Ah! Como não sabia o que era sofrer! 
Hoje, meus prantos são tão reais como é a saudade,
Como é essa tristeza que pego com as mãos e ponho
Nos olhos. Hoje, sofrer é mesmo viver...ah! Sofrer


José João
31/05/2.014




Minhas poesias são cheias de mim

Não quero minhas poesias secas em versos vazios,
Quero-as cheias de mim, do que sente minha alma,
Cheias das minhas mais intimas dores, alegrias, tristezas,
Repletas de todos os sentimentos que sinto.
Que minhas poesias se façam o que diz cada momento,
Se preciso, que chorem com minhas lágrimas,
Que sorriam com meu sorriso, que não finjam nunca,
Sejam completas, do tamanho do sentimento
Que a alma sente. Que as palavras não se façam mais,
Nem se façam maiores, que as palavras não mintam,
Apenas traduzam na medida certa o momento da alma.
Se a dor for de um adeus, que a poesia grite o adeus
Do tamanho que minha alma sente, na medida certa,
Como se as palavras fossem feitas para aquele adeus.
Se for dor de solidão, que a poesia, em silêncio,
Se escreva em lágrimas, molhe os versos nos prantos 
Que a alma chora, se perca nas rimas soltas,
Em versos do tamanho que é a solidão, sem mais...
Nem menos. Se a dor for de tristeza...que a poesia
Me deixe chorar deitado em seu colo e acalente
Meu sono declamando versos que só sei sentir.


José João
31/05/2.014

Além de todas as verdades

Não há de ser nada essa dor que agora sinto,
Mais seria, se de ti,  não tivesse essa saudade
Que me faz te sentir toda ainda como verdade
Embora, aos gritos, a alma diga que eu minto

Diz ela que não me és apenas e só saudade
Que muito além de toda e qualquer verdade
És muito mais, talvez mais que a própria vida
Que sem ti, até sonhar, eu nem mais consiga

Quedo-me realmente a tão tenaz desespero,
 Ao medo que um dia a saudade vá embora
Essa saudade que a alma sente e por ti chora

Mas não com lágrimas frias cheias de tristeza
São prantos que trazem os sonhos em que estás.
E dizem baixinho: Sempre dentro de mim ficarás


José João
31/05/2.014










terça-feira, 27 de maio de 2014

A eternidade dos nossos momentos

Te amei com toda força de minha alma,
Te amei como se a vida, para ser vivida,
Não precisasse de mais nada. Só desse amor,
Que me tomava de mim e me entregava sem reservas,
Todo e pleno só pra ti. Te fiz minha essência e, amor,
Se hoje, em desespero incontido, grito tua  ausência,
É que essa dor se fez muito, mais que tudo que posso
Suportar. Hoje, repito na demência de minha solidão,
As palavras que te dizia, quando nossas almas,
Brincavam de fazer versos com o cheiro de nós dois,
Quando ela fazia nossos corações pulsarem na harmonia
De um só, quando se confundiam sentindo a mesma alegria.
E pulsavam dentro de nós como se gritassem nossos nomes,
Em sorrisos inocentes cheios da vontade que nós.
Hoje, apenas lágrimas, que saem como pedaços de mim,
Cada uma, uma história, e são tantas, cada momento
Por nós vivido, era uma história completa, infinita
E eterna, tanto que o tempo se esqueceu de nós,
E nos deixou assim, você eternamente dentro de mim,


José João
27/05/2.014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ora se não foi a sorte!

Ora, que me diga a sorte, que a mim se fez mesquinha,
Entre risos, quais meros deboches em ironia infinda
Que as tantas dores que choro agora não são minhas
E que por castigo haverei de chorar dor maior ainda

Ora que me diga o tempo contando dias contando anos
Que aquele adeus haverá de ainda ser bem mais sentido
Se diz a sorte que meus prantos por mentira são profanos
Que ela faça que não chore nenhum adeus por mim vivido

Ora, como pode a sorte, mesquinha, a mim me censurar?
Se foi ela que virou as costas... exato quando precisei
Ia indo por caminhos que o destino me mandou passar

Foi ela a mesquinha sorte que a mim me mandou voltar
É culpa dela toda essa tristeza que vêm em meu olhar
É por remorso que ela diz ser fingido esse meu chorar


José João
26/05/2.014




domingo, 25 de maio de 2014

Meus olhos não podem mais chorar

Hoje não chorei, minhas lágrimas se perderam,
Na verdade, meus olhos não podem mais chorar,
Tanto já foram os prantos derramados!
Sem lágrimas para chorar minhas dores, sem prantos,
Para, nos braços da solidão, deixar os olhos brilhantes,
Ficaram cor de tristeza, ficaram vazios, ficaram como eu.
Meus olhos não podem mais chorar, estão dementes,
Perdidos no tempo sem horizontes para buscar,
Pequenos pedaços de minha alma agora calados,
Mudos, só sabiam gritar com os prantos chorados,
Que saiam como lamentos, soluços, gritos da alma,
Hoje choro nas poesias que a alma declama triste,
Nos versos perdidos que gritam essa tanta dor,
E os olhos, mudos, perdidos pela falta de lágrimas,
Se prendem fixos no chão como envergonhados,
Por agora só saberem olhar, perderam sua essência:
Fabricar lágrimas para que a alma, pudesse livre,
Através delas contar a história dessa saudade...
Que até hoje insiste em ficar.


José João
25/05/2.014



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eu...um pedaço de ti

Me deixaste as tuas marcas, na alma, na vida,
Te deixaste ficar dentro de mim como se eu fosse teu,
Me deixaste como se a vida fosse minha própria loucura...
Te fizeste tanto... tanto te permitiste em mim, que nada,
Nada que não seja teu pode estar ou ficar comigo.
Os beijos! Que outros lábios posso beijar se nos meus
Ainda estão as marcas e o gosto dos teus?!
Adorar-te? Para isso nasci, te faço oração, imagem pura
Que meus olhos se extasiam na beleza que neles deixaste.
Que mais há além de ti? Apenas Deus, ainda assim 
A admirar-se por tanta perfeição! Orgulhoso de sua 
Perfeita e divinal criação. Ah! Como estás em mim!
Que mais posso querer, se na verdade, essa tua saudade
Me preenche, me deixa repleto desse sentimento,
Que não sei dizer, só sei sentir. Loucura? Talvez...
Doce loucura de te fazer a melhor parte de mim,
Esse pedaço completo, que me faz ser minha vida,
Apenas uma parte de ti.


José João
23/05/2.014




Brincando de viver

Aprendi a viver...sozinho, brincando com minhas dores,
Correndo com a solidão em jardins vazios, mãos dadas,
Sorrindo lágrimas, fazendo versos sem rimas e sem  histórias.
Aprendi brincar de esconde-esconde com a tristeza...
Que sempre me encontra escondido dentro do vazio de mim.
Aprendi ser só, a me ouvir, a me debruçar sobre meu ombro,
.E me falar  palavras que ninguém nunca me disse,
Aprendi a ouvir meus soluços como se fossem canções
Que o tempo canta para acalentar a dor que fica como saudade,
(A solidão permite a dor ser acalentada pela canto do tempo)
Aprendi a colorir minhas lágrimas...cor de pedra,
E como pedras se arremessam para fora de minha alma,
Furiosas, gritando blasfemas e... mais sólidas ficam,
Quando se misturam com a violência de um olhar furioso
Que por nada ver se perde na distância de uma estrada vazia
Esperando até mesmo uma sombra... que nunca vem.
Aprendi a ser só e por tanto ser, dou adeus ao nada
Para sentir...pelo menos uma saudade.


23/05/2.014







Tua ausência...minha loucura

Te busco entre meus momentos, entre meus sonhos,
Nas minhas noites de solidão silenciosa e triste,
Nas madrugadas frias, no despedir-se das estrelas...
Te busco na minha loucura de sempre ser teu...
Loucura! Sim, de caminhar nas ruas procurando teu rosto,
Entre os tantos e tão estranhos que se apressam em passar
Sem me notar, sem me ver...procurando um pedacinho de ti,
Um pedaço de olhar, o jeito de um sorriso, mas não estás.
Sigo, malfadado e triste, cabisbaixo, com cheiro de melancolia,
Com gosto de tristeza e cheio vazios, desses que fazem
A dor ser mais doída, por nos fazer apenas ...nada.
Ouço pedaços de palavras perdidas ditas pelo silêncio,
Que de dentro de mim, sai como lágrimas a gritarem perdão
Pelo tanto pecado de apenas ter sonhado... amado,
E se entregado sem medo de chorar ou de ser feliz.
Assim, mesmo entre prantos, em insana e vã procura,
Te busco entre meus sonhos, entre as horas que em sombras
Se fizeram, como se a luz caísse morta no chão do dias
Que apenas se arrastam como se fossem ...cegos


José João
23/05/2.014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Te amo com a alma


Te amo, não como te amei ontem,
Te amo como te amo hoje...mais que ontem...
E muito menos do que vou te amar amanhã...
Te amo além do tempo, além da vida, além de mim.
Vou te amar tanto, e sempre e mais...
Que meu coração haverá de gritar teu nome
Como se fosse oração a ser rezada nas manhãs,
Nas noites, nos momentos, nos dias...na vida...
Que passou a ser vivida porque existes.
Te amo, não como tantos amam por aí,
Te amo com toda  força de minha alma
Que te busca na verdade dos sonhos...
Te amo, não com esse amor que se diz com palavras,
Mas com esse amor que o coração parece
Querer sair do peito para pulsar com o teu.
Como se fosse a vida gritando para alma
Que és a essência de toda vida. Te amo assim.
Através do tempo, por cima do adeus,
Que não não nos dissemos mas existiu,
Além de nossa vontade, Te amo...te amo
Te amo até além dessa saudade que fica no peito
Gritando teu nome para que alma te lembre sempre.

         José João
                                         22/05/2.014                                  





terça-feira, 13 de maio de 2014

O que um adeus me ensinou

Aprendi tanto depois daquele adeus, um adeus
Que até meus olhos ouviram... nunca esqueceram,
E até hoje...quando lembram, choram tristes.
Aprendi com os dias de solidão, essa solidão
Que nos toma os sentidos, que faz da vida 
Apenas um viver, onde as emoções definham na alma,
Que amar é o começo feliz de uma saudade triste,
Por isso o amor não morre nunca apenas troca de nome.
Aprendi a acreditar que os olhos falam e as lágrimas 
São palavras que os homens não conseguem traduzir,
Só a alma daqueles que fizeram do amor uma oração.
Um adeus e aprendi tanto! Aprendi que sorrir
É uma maneira que a alma encontra para enganar a dor,
Por isso nem todo sorrir é um sorriso. As vezes
Sinto medo dos sorrisos, até dos meus... sozinho,
Choro com minhas lágrimas... na multidão, choro
Com meus sorrisos, por isso nem sempre...
Sorrir é estar feliz. Aprendi tudo isso com um adeus,
Que até hoje meus olhos nunca esqueceram.


José João
13/05/2.014



A dor de uma saudade

Essa dor que dói tanto não seria tão doída
Fosse uma dor por falta, por carência,
Fosse assim, haveria lugar no coração
Para buscar histórias e viver outros momentos,
Para ter sonhos novos, para sentir a ansiedade
De um encontro, dessa ansiedade que arrasta as horas,
Deixa como loucura a vontade de estar perto.
Ah! Se fosse dor de carência! Mas não é,
Apesar do coração está repleto, cheio, a transbordar,
Mas é de saudade... tão grande que nem deixa lugar
Para qualquer pensamento que não seja teu
Não há lugar nem para um sonho que não seja contigo,
Assim fica essa dor, a se fazer tudo que sinto.
Minhas lágrimas agora têm a cor da saudade,
O jeito da tristeza, o gosto de um adeus...
Meus dias se fizeram apenas pedaços de tempo,
A se arrastarem sem que saiba das horas,
Cada segundo é como se fosse um lágrima,
Que o tempo chora por pena dos meus olhos.


José joão
13/05/2.014






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Não há nada... além de ti

Me perdi na forma sutil da tristeza se fazer solidão,
E assim fiquei, parado no tempo, cercado de saudades
Que se faziam dor, e vãs, eram as tentativas de esquecer
O que há tanto já havia se feito passado, assim pensava.
Tudo voltava em fragmentos vivos, pedaços de sonhos
Cresciam no tempo, ficavam como se fossem de agora,
Verdades de ontem, que mais aumentavam a dor.
Até os olhos iam buscar imagens perdidas,
Imagens que o tempo deixou ficar, tão fortes se fizeram
Que se deixaram ficar grudadas na alma como cicatrizes
Mal saradas, que qualquer pequena lembrança pode reabrir,
Tornar outra vez dolorida ferida, como a que se abriu agora,
Por toda essa descabida saudade que sinto, e me vem,
Até ao ouvir um nome parecido com o teu,
Aí tudo começa outra vez. As lágrimas brincam nos olhos,
A voz se faz reticente, o olhar se perde no nada,
O suor escorre na fronte como se fosse copioso pranto
Que a alma chora sem ter medo de se mostrar chorando...
E tudo fica como se nada pudesse ir além de ti.

José João
09/05/2.014

Meus sonhos se calaram

 Meus sonhos se calaram, é meu remorso que grita
Castigando minha alma, cobrando todas as palavras
Que não te disse, todos os beijos que não te dei,
Os olhares que não trocamos. Se ao menos essa dor
Fosse de saudade! Talvez não doesse tanto,
Mas é por tudo que pude fazer e não fiz.
Sinto faltar dentro de mim esses pedaços de nós,
Que hoje não se fariam falta mas... apenas saudade
E não essa angustia, essa dor desvairada que consome
Os dias, pensamentos e me fazem essa vontade de chorar,
Como se todos os outros momentos se fizessem pouco,
Pequenos, por tudo que não fizemos, por minha culpa,
E isso é o que dói mais, ser o culpado da minha própira dor.
É esse remorsos que deita minha alma no nada,
Encharcada em prantos como se chorar fosse preciso
Para a vida se fazer viva, fazer o coração pulsar
Como se cada pulsar fosse um soluço ou uma lágrima.
Quem me dera toda essa dor não fosse dor,
Ou se fosse, que viesse com a saudade, assim doeria menos,
Teria você em todos os momentos, sem faltar nenhum,
Nenhuma palavra, nenhum beijo, nenhum olhar...
Nenhum pedacinho de nós dois. Não é só tua ausência
Que me maltrata, é o remorso, que faz minha saudade
Não ser completa


José João
07/05/2.014