Mas como faz verdadeiras profecias sem que profeta seja?
Como podes, com apenas o tino, vagar no tempo, ir além...?
Me surpreende como vê o tempo, sem que ao futuro vejas!!
Diz com palavras cruas nas linhas, nas páginas, o que vê.
Outras vezes, com venerável requinte, escreves o que sente
Dou-me, por vezes, a pensar-te divino, da alma, ser o pavês
Em outras, invades corações com teu escrever forte e ardente
Ora, mas que pouco! Apenas um dia como se fosse um laurel!
A te, que desperta consciências, que é do saber um construtor,
Brinca de escrever o que vês, ousado, escreve até coisas do céu
Vai desde ser um provedor de sonhos, até um mágico escritor
Hora, faz sonhar, outras faz chorar, em outras desperta amor,
Fala da vida com divina sutileza embora na alma sinta o fervor,
Fala de beleza, escreves tristezas, mistura sorrisos com prantos
Mas tudo se faz tão verdade! É a magia de saber contar encantos
Embora o que escreves te faça eterno, mas continuas tua procura
Como se fosse pouco o que dizes, na pressa de ao mundo se doar
Há quem diga que tantas palavras vindas da alma é pura loucura...
Aí o escritor sorri, pega o lápis, senta na porta da tarde e vai...sonhar.
Cruz Filho
19/10/2.026

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