sábado, 31 de maio de 2014

Hoje... sofrer é mesmo sofrer.

Estradas perdidas, passos apagados pelo tempo...
Lembranças quase mortas chorando perdidas no nada,
Nesse vazio que o esquecimento faz questão de deixar,
Mas o pensamento insiste, teimoso, em buscar pedaços
De mim, dos momentos que vivi e que insistem em ficar.
Lembro dos meus segredos inocentes, meus desejos,
Meus sonhos de jovem sorrindo entre minhas verdades
E fazendo parte delas. Lembro meu silêncio escondendo
Meus segredos, minhas lágrimas brincando nos olhos
Por saudade tão criança que só durava até um outro olhar
Quando, outra vez, meus olhos brilhavam, o peito gritava
Aquela paixão que se fazia verdade, ou outro sonho.
Meus medos. Ah! meus medos! Tão grandes, tão maiores
Que eu, quase me sufocavam, me faziam calar. Medos,
Hoje rio deles, quem me dera hoje fossem os mesmos.
Ah! Como não sabia o que era sofrer! 
Hoje, meus prantos são tão reais como é a saudade,
Como é essa tristeza que pego com as mãos e ponho
Nos olhos. Hoje, sofrer é mesmo viver...ah! Sofrer


José João
31/05/2.014




Minhas poesias são cheias de mim

Não quero minhas poesias secas em versos vazios,
Quero-as cheias de mim, do que sente minha alma,
Cheias das minhas mais intimas dores, alegrias, tristezas,
Repletas de todos os sentimentos que sinto.
Que minhas poesias se façam o que diz cada momento,
Se preciso, que chorem com minhas lágrimas,
Que sorriam com meu sorriso, que não finjam nunca,
Sejam completas, do tamanho do sentimento
Que a alma sente. Que as palavras não se façam mais,
Nem se façam maiores, que as palavras não mintam,
Apenas traduzam na medida certa o momento da alma.
Se a dor for de um adeus, que a poesia grite o adeus
Do tamanho que minha alma sente, na medida certa,
Como se as palavras fossem feitas para aquele adeus.
Se for dor de solidão, que a poesia, em silêncio,
Se escreva em lágrimas, molhe os versos nos prantos 
Que a alma chora, se perca nas rimas soltas,
Em versos do tamanho que é a solidão, sem mais...
Nem menos. Se a dor for de tristeza...que a poesia
Me deixe chorar deitado em seu colo e acalente
Meu sono declamando versos que só sei sentir.


José João
31/05/2.014

Além de todas as verdades

Não há de ser nada essa dor que agora sinto,
Mais seria, se de ti,  não tivesse essa saudade
Que me faz te sentir toda ainda como verdade
Embora, aos gritos, a alma diga que eu minto

Diz ela que não me és apenas e só saudade
Que muito além de toda e qualquer verdade
És muito mais, talvez mais que a própria vida
Que sem ti, até sonhar, eu nem mais consiga

Quedo-me realmente a tão tenaz desespero,
 Ao medo que um dia a saudade vá embora
Essa saudade que a alma sente e por ti chora

Mas não com lágrimas frias cheias de tristeza
São prantos que trazem os sonhos em que estás.
E dizem baixinho: Sempre dentro de mim ficarás


José João
31/05/2.014










terça-feira, 27 de maio de 2014

A eternidade dos nossos momentos

Te amei com toda força de minha alma,
Te amei como se a vida, para ser vivida,
Não precisasse de mais nada. Só desse amor,
Que me tomava de mim e me entregava sem reservas,
Todo e pleno só pra ti. Te fiz minha essência e, amor,
Se hoje, em desespero incontido, grito tua  ausência,
É que essa dor se fez muito, mais que tudo que posso
Suportar. Hoje, repito na demência de minha solidão,
As palavras que te dizia, quando nossas almas,
Brincavam de fazer versos com o cheiro de nós dois,
Quando ela fazia nossos corações pulsarem na harmonia
De um só, quando se confundiam sentindo a mesma alegria.
E pulsavam dentro de nós como se gritassem nossos nomes,
Em sorrisos inocentes cheios da vontade que nós.
Hoje, apenas lágrimas, que saem como pedaços de mim,
Cada uma, uma história, e são tantas, cada momento
Por nós vivido, era uma história completa, infinita
E eterna, tanto que o tempo se esqueceu de nós,
E nos deixou assim, você eternamente dentro de mim,


José João
27/05/2.014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ora se não foi a sorte!

Ora, que me diga a sorte, que a mim se fez mesquinha,
Entre risos, quais meros deboches em ironia infinda
Que as tantas dores que choro agora não são minhas
E que por castigo haverei de chorar dor maior ainda

Ora que me diga o tempo contando dias contando anos
Que aquele adeus haverá de ainda ser bem mais sentido
Se diz a sorte que meus prantos por mentira são profanos
Que ela faça que não chore nenhum adeus por mim vivido

Ora, como pode a sorte, mesquinha, a mim me censurar?
Se foi ela que virou as costas... exato quando precisei
Ia indo por caminhos que o destino me mandou passar

Foi ela a mesquinha sorte que a mim me mandou voltar
É culpa dela toda essa tristeza que vêm em meu olhar
É por remorso que ela diz ser fingido esse meu chorar


José João
26/05/2.014




domingo, 25 de maio de 2014

Meus olhos não podem mais chorar

Hoje não chorei, minhas lágrimas se perderam,
Na verdade, meus olhos não podem mais chorar,
Tanto já foram os prantos derramados!
Sem lágrimas para chorar minhas dores, sem prantos,
Para, nos braços da solidão, deixar os olhos brilhantes,
Ficaram cor de tristeza, ficaram vazios, ficaram como eu.
Meus olhos não podem mais chorar, estão dementes,
Perdidos no tempo sem horizontes para buscar,
Pequenos pedaços de minha alma agora calados,
Mudos, só sabiam gritar com os prantos chorados,
Que saiam como lamentos, soluços, gritos da alma,
Hoje choro nas poesias que a alma declama triste,
Nos versos perdidos que gritam essa tanta dor,
E os olhos, mudos, perdidos pela falta de lágrimas,
Se prendem fixos no chão como envergonhados,
Por agora só saberem olhar, perderam sua essência:
Fabricar lágrimas para que a alma, pudesse livre,
Através delas contar a história dessa saudade...
Que até hoje insiste em ficar.


José João
25/05/2.014



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eu...um pedaço de ti

Me deixaste as tuas marcas, na alma, na vida,
Te deixaste ficar dentro de mim como se eu fosse teu,
Me deixaste como se a vida fosse minha própria loucura...
Te fizeste tanto... tanto te permitiste em mim, que nada,
Nada que não seja teu pode estar ou ficar comigo.
Os beijos! Que outros lábios posso beijar se nos meus
Ainda estão as marcas e o gosto dos teus?!
Adorar-te? Para isso nasci, te faço oração, imagem pura
Que meus olhos se extasiam na beleza que neles deixaste.
Que mais há além de ti? Apenas Deus, ainda assim 
A admirar-se por tanta perfeição! Orgulhoso de sua 
Perfeita e divinal criação. Ah! Como estás em mim!
Que mais posso querer, se na verdade, essa tua saudade
Me preenche, me deixa repleto desse sentimento,
Que não sei dizer, só sei sentir. Loucura? Talvez...
Doce loucura de te fazer a melhor parte de mim,
Esse pedaço completo, que me faz ser minha vida,
Apenas uma parte de ti.


José João
23/05/2.014




Brincando de viver

Aprendi a viver...sozinho, brincando com minhas dores,
Correndo com a solidão em jardins vazios, mãos dadas,
Sorrindo lágrimas, fazendo versos sem rimas e sem  histórias.
Aprendi brincar de esconde-esconde com a tristeza...
Que sempre me encontra escondido dentro do vazio de mim.
Aprendi ser só, a me ouvir, a me debruçar sobre meu ombro,
.E me falar  palavras que ninguém nunca me disse,
Aprendi a ouvir meus soluços como se fossem canções
Que o tempo canta para acalentar a dor que fica como saudade,
(A solidão permite a dor ser acalentada pela canto do tempo)
Aprendi a colorir minhas lágrimas...cor de pedra,
E como pedras se arremessam para fora de minha alma,
Furiosas, gritando blasfemas e... mais sólidas ficam,
Quando se misturam com a violência de um olhar furioso
Que por nada ver se perde na distância de uma estrada vazia
Esperando até mesmo uma sombra... que nunca vem.
Aprendi a ser só e por tanto ser, dou adeus ao nada
Para sentir...pelo menos uma saudade.


23/05/2.014







Tua ausência...minha loucura

Te busco entre meus momentos, entre meus sonhos,
Nas minhas noites de solidão silenciosa e triste,
Nas madrugadas frias, no despedir-se das estrelas...
Te busco na minha loucura de sempre ser teu...
Loucura! Sim, de caminhar nas ruas procurando teu rosto,
Entre os tantos e tão estranhos que se apressam em passar
Sem me notar, sem me ver...procurando um pedacinho de ti,
Um pedaço de olhar, o jeito de um sorriso, mas não estás.
Sigo, malfadado e triste, cabisbaixo, com cheiro de melancolia,
Com gosto de tristeza e cheio vazios, desses que fazem
A dor ser mais doída, por nos fazer apenas ...nada.
Ouço pedaços de palavras perdidas ditas pelo silêncio,
Que de dentro de mim, sai como lágrimas a gritarem perdão
Pelo tanto pecado de apenas ter sonhado... amado,
E se entregado sem medo de chorar ou de ser feliz.
Assim, mesmo entre prantos, em insana e vã procura,
Te busco entre meus sonhos, entre as horas que em sombras
Se fizeram, como se a luz caísse morta no chão do dias
Que apenas se arrastam como se fossem ...cegos


José João
23/05/2.014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Te amo com a alma


Te amo, não como te amei ontem,
Te amo como te amo hoje...mais que ontem...
E muito menos do que vou te amar amanhã...
Te amo além do tempo, além da vida, além de mim.
Vou te amar tanto, e sempre e mais...
Que meu coração haverá de gritar teu nome
Como se fosse oração a ser rezada nas manhãs,
Nas noites, nos momentos, nos dias...na vida...
Que passou a ser vivida porque existes.
Te amo, não como tantos amam por aí,
Te amo com toda  força de minha alma
Que te busca na verdade dos sonhos...
Te amo, não com esse amor que se diz com palavras,
Mas com esse amor que o coração parece
Querer sair do peito para pulsar com o teu.
Como se fosse a vida gritando para alma
Que és a essência de toda vida. Te amo assim.
Através do tempo, por cima do adeus,
Que não não nos dissemos mas existiu,
Além de nossa vontade, Te amo...te amo
Te amo até além dessa saudade que fica no peito
Gritando teu nome para que alma te lembre sempre.

         José João
                                         22/05/2.014                                  





terça-feira, 13 de maio de 2014

O que um adeus me ensinou

Aprendi tanto depois daquele adeus, um adeus
Que até meus olhos ouviram... nunca esqueceram,
E até hoje...quando lembram, choram tristes.
Aprendi com os dias de solidão, essa solidão
Que nos toma os sentidos, que faz da vida 
Apenas um viver, onde as emoções definham na alma,
Que amar é o começo feliz de uma saudade triste,
Por isso o amor não morre nunca apenas troca de nome.
Aprendi a acreditar que os olhos falam e as lágrimas 
São palavras que os homens não conseguem traduzir,
Só a alma daqueles que fizeram do amor uma oração.
Um adeus e aprendi tanto! Aprendi que sorrir
É uma maneira que a alma encontra para enganar a dor,
Por isso nem todo sorrir é um sorriso. As vezes
Sinto medo dos sorrisos, até dos meus... sozinho,
Choro com minhas lágrimas... na multidão, choro
Com meus sorrisos, por isso nem sempre...
Sorrir é estar feliz. Aprendi tudo isso com um adeus,
Que até hoje meus olhos nunca esqueceram.


José João
13/05/2.014



A dor de uma saudade

Essa dor que dói tanto não seria tão doída
Fosse uma dor por falta, por carência,
Fosse assim, haveria lugar no coração
Para buscar histórias e viver outros momentos,
Para ter sonhos novos, para sentir a ansiedade
De um encontro, dessa ansiedade que arrasta as horas,
Deixa como loucura a vontade de estar perto.
Ah! Se fosse dor de carência! Mas não é,
Apesar do coração está repleto, cheio, a transbordar,
Mas é de saudade... tão grande que nem deixa lugar
Para qualquer pensamento que não seja teu
Não há lugar nem para um sonho que não seja contigo,
Assim fica essa dor, a se fazer tudo que sinto.
Minhas lágrimas agora têm a cor da saudade,
O jeito da tristeza, o gosto de um adeus...
Meus dias se fizeram apenas pedaços de tempo,
A se arrastarem sem que saiba das horas,
Cada segundo é como se fosse um lágrima,
Que o tempo chora por pena dos meus olhos.


José joão
13/05/2.014






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Não há nada... além de ti

Me perdi na forma sutil da tristeza se fazer solidão,
E assim fiquei, parado no tempo, cercado de saudades
Que se faziam dor, e vãs, eram as tentativas de esquecer
O que há tanto já havia se feito passado, assim pensava.
Tudo voltava em fragmentos vivos, pedaços de sonhos
Cresciam no tempo, ficavam como se fossem de agora,
Verdades de ontem, que mais aumentavam a dor.
Até os olhos iam buscar imagens perdidas,
Imagens que o tempo deixou ficar, tão fortes se fizeram
Que se deixaram ficar grudadas na alma como cicatrizes
Mal saradas, que qualquer pequena lembrança pode reabrir,
Tornar outra vez dolorida ferida, como a que se abriu agora,
Por toda essa descabida saudade que sinto, e me vem,
Até ao ouvir um nome parecido com o teu,
Aí tudo começa outra vez. As lágrimas brincam nos olhos,
A voz se faz reticente, o olhar se perde no nada,
O suor escorre na fronte como se fosse copioso pranto
Que a alma chora sem ter medo de se mostrar chorando...
E tudo fica como se nada pudesse ir além de ti.

José João
09/05/2.014

Meus sonhos se calaram

 Meus sonhos se calaram, é meu remorso que grita
Castigando minha alma, cobrando todas as palavras
Que não te disse, todos os beijos que não te dei,
Os olhares que não trocamos. Se ao menos essa dor
Fosse de saudade! Talvez não doesse tanto,
Mas é por tudo que pude fazer e não fiz.
Sinto faltar dentro de mim esses pedaços de nós,
Que hoje não se fariam falta mas... apenas saudade
E não essa angustia, essa dor desvairada que consome
Os dias, pensamentos e me fazem essa vontade de chorar,
Como se todos os outros momentos se fizessem pouco,
Pequenos, por tudo que não fizemos, por minha culpa,
E isso é o que dói mais, ser o culpado da minha própira dor.
É esse remorsos que deita minha alma no nada,
Encharcada em prantos como se chorar fosse preciso
Para a vida se fazer viva, fazer o coração pulsar
Como se cada pulsar fosse um soluço ou uma lágrima.
Quem me dera toda essa dor não fosse dor,
Ou se fosse, que viesse com a saudade, assim doeria menos,
Teria você em todos os momentos, sem faltar nenhum,
Nenhuma palavra, nenhum beijo, nenhum olhar...
Nenhum pedacinho de nós dois. Não é só tua ausência
Que me maltrata, é o remorso, que faz minha saudade
Não ser completa


José João
07/05/2.014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Não disseram que o depois doía tanto

Estou triste, meus sonhos caíram ao chão como pétalas
De flores mortas, indo ao tempo, rolando no nada
Como se nunca tivessem sido sonhos verdadeiros,
Caíram como caem as folhas no outono...e se vão...
Rotas, secas, como se nunca tivessem sido verdes,
Assim se fizeram os tantos sonhos que não pedi
Para sonhar, mas me foram dados, e não sei porque.
Talvez não tenha entendido o que é amar...o amor,
Talvez não tenha entendido o que é se entregar...
Não me disseram a afinidade entre o amor e a dor,
Mas...e se tivessem dito? Será que eu acreditaria?
E quem poderia dizer que sofreria? As vezes, viver,
Sofrer são tão parecidos! Só não sabia que era tanto,
Mas tão tanto, que nem fingindo se esconde a dor,
As horas se arrastam lentas, as lágrimas se enchem
De vontades, se tornam vaidosas, donas dos olhos,
Não escolhem hora pra se mostrarem ao mundo,
Em qualquer lugar elas pulam ao tempo gritando
Saudades, fazendo caminhos de angustia no rosto,
Deixando a tristeza brilhando com os prantos
Que até a alma chora.


José João
05/05/2.014


Como são poucas as palavras!!

Eu queria saber inventar palavras, para fazer poesias
Que dissessem tudo que preciso dizer, com palavras
Que essas palavras de agora não conseguem contar.
Palavras que possam dizer de todo esse amor,
Que possam contar sem medo de errar, que vivo
Por ter esse sentir dentro da alma e de mim.
Queria saber inventar palavras, assim como invento
Os sonhos que sonho contigo, sem poder contar para o mundo,
Porque  as palavras de agora, tão pouco elas podem dizer.
Como falar de tudo que está dentro de mim (pra ti)
Se a maior quantidade que as palavras podem dizer:
É infinito...como falar desse sempre, desse para sempre
Que não se pode medir porque a palavra para dizer isso
É apenas eternamente, tão pouco para o tanto que sinto.
Ah! Se eu soubesse inventar palavras! Talvez meus versos
Fossem completos, talvez entendessem esse tudo que sinto,
Essa loucura que chamam de amor, mas é tão pouco para dizer
Esse tamanho...esse tamanho, esse infinito, esse eterno...
Esse...esse...como são poucas as palavras!
Como são pequenas as palavras!... para o tamanho
Do que sinto.


José João
05/05/2.014

domingo, 4 de maio de 2014

Solidão

Estou só. A solidão me grita como  louca,
O silêncio ouve minha alma soluçando triste
A sensação de se sentir sozinho, a carência,
De pelo menos um sonho para sonhar... dói tanto,
Que nenhum pranto consegue aplacar essa dor.
Corro desesperado no tempo, a alma se ajoelha e chora,
E aos prantos pede que pelo menos um pedaço,
Um pedacinho de ti, seja trazido pela madrugada,
Que vem chegando com o perfume do alvorecer do dia
Que parece ser o teu. Ouço o tempo se arrastar na noite,
Lento, como se não quisesse ir, como se preferisse me ver
Curvado sob o peso da dor que tua ausência faz.
Todas as esperanças foram embora, ficaram perdidas
Em estradas vazias por onde passei. Ah! louco destino!
Escrito por um poeta triste, em que sua rima mais perfeita
Rimava versos inacabados de amor, com versos completos,
Repletos, cheios de dor. Assim, enfeito minhas noites,
Pinto o silêncio com a cor da saudade, faço a solidão declamar
Poemas vazios com palavras soltas, deixo a alma vestir-se
Em pedaços de sonhos sem forma e de lembranças rotas.


José João
04/05/2.014



sábado, 3 de maio de 2014

As marcas de um adeus

O espelho me mostra as marcas do tempo em meu rosto,
Marcas que não se pode esconder da alma.
O olhar cansado, as pálpebras caídas, olheiras, 
Sobrancelhas e cabelos grisalhos, já quase nuvens,
Sorrisos escondidos nos lábios reticentes,
O tempo a franzir a testa com rugas como se fossem 
Cicatrizes contando histórias, contando lembranças.
Senti saudade de mim, do sorriso aberto da esperança
Viva que me fazia ir, sem medo, buscar sonhos,
Muitos se fizeram verdades vivas, outros só ficaram
Mesmo sonhos, uns até hoje ainda vivem em mim,
Outros já foram esquecidos, ficaram perdidos no tempo.
Que bom, o espelho só mostra o rosto, não mostra a alma,
Assim meus segredos ficam guardados, minhas lágrimas,
E muitas vezes convulsivos prantos, ficam guardados,
Escondidos, como segredos de minha vida... meus segredos.
Ah! Esse rosto que desaprendeu sorrir! Esse olhar perdido
Como se buscasse no nada o que não pode mais encontrar,
Esses suspiros doloridos como se chorassem saudade,
Essas mãos tremulas, postas em oração, pedindo contritas,
Que aquele adeus um dia ouvido, se fizesse esquecido,
Não contrastasse com o velho rosto, esse adeus tão doloroso
Que parece ter  sido dito ontem.


José João
03/04/2.







as 014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Uma história e um segredo

Te vejo sempre, minha alma manda o pensamento
Ir lá atrás, no tempo, em busca de ti, de nós.
Os tantos momentos ficaram presos na memória
E se fazem lembranças vivas como se tudo tivesse sido ontem.
Teu olhar doce, meigo, teu jeito terno de me dizer te amo,
A maciez de teu corpo, o perfume que até hoje me enebria.
Nossos segredos continuam nossos, ternamente serenos,
Guardados dentro de minha alma como relíquia da vida,
Sussurros, suspiros, tudo ainda guardado dentro de mim
A se fazerem orações de amor rezadas no meu silêncio.
Tudo ainda está tão vivo! Meus momentos tão cheios de ti,
Ficam gritando teu nome e a saudade de nós me toma...todo
Até a poesia  brincava com as quatro letras de teu nome,
E ele enchia os versos de encantos, da ternura que se fazia
Viva dentro do poema que por si só, já se fazia teu.
Uma tarde, um olhar, um adeus e tudo ficou vazio,
Os momentos se fizeram sonhos perdidos, lembranças
Presas na alma, uma saudade para sempre...uma história,
Guardada no tempo, um segredo e nele... minha vida.


José joão
30/04/2,014




quarta-feira, 30 de abril de 2014

As lembranças que ficaram.

Já rezei orações, orações cheias de mim, das dores que sinto,
Das saudades que choro, das angustias que invadem a alma,
Enfim, orações cheias de mim. Já cantei cantos de notas tristes,
Em acordes desafinados pelos soluços que me faziam a voz
Fugir entre os prantos que choravam como pássaros presos,
Em que a beleza dos trinados são apenas lamentos gritados
Que saem de dentro do peito como apenas dor.
Já cantei ladainhas, ajoelhado nos cantos do tempo, escondido
Entre os medos, entre noites vazias onde a solidão se fazia
A melhor companhia para sonhar sonhos perdidos, mortos,
Escombros de um passado que até hoje se faz presente
Quando o pensar se deixa viajar por caminhos cheios de nada,
Cheios do vazio que fazem o silêncio ser ouvido como oração
E faz a vida ser vivida sem se perceber que se vive
Porque até as lembranças se perdem no esvoaçar demente 
Do esquecimento que suga, cruelmente da alma,
Até os fragmentos do que não se queria esquecer. 
Já chorei como criança perdida na noite de chuva  fria,
Caminhando sozinha no escuro sem saber onde chegar,
Ouvindo apenas o próprio soluço falando baixinho
Como se contasse um segredo para a alma. Um segredo
Que nem ela quer ouvir pela tanta dor de um adeus
Que faz do viver apenas uma doentia vontade de chorar


José João
30/04/2.014






sexta-feira, 25 de abril de 2014

Meus tão doloridos prantos

Sufocante essa dor que sinto agora,
Como se dentro de mim, labaredas ardentes
Quisessem atirar-se ao mundo, queimando meus pedaços,
Do corpo até a alma que se queda triste a envolver-se
Num abraço da solidão que faz da vida apenas um viver.
(Para viver não é preciso ser feliz).
Meu corpo se contorce em espasmos, em convulsões
Avulsas por serem tantas, como se ele chorasse,
Por cada poro, um pedaço da dor que me toma agora.
Tudo parece correr dentro de um vazio, sem horizontes,
Toda dor parece ser sentida agora, como se fosse
Apenas hoje o dia de senti-la. Me guardo dentro de mim,
Me contorço na tentativa de me fazer menor, 
Para ela se fazer pequena, mas é de dentro de mim,
É de dentro da alma, como se ela estivesse parindo
Prantos feitos de pedra, pontiagudas farpas,
Afiadas calmamente pela angustia de há muito tempo.
Assim se faz essa dor de agora, onde lágrimas e prantos
São tão pouco para chora-las que grito em orações
Desconhecidas e nunca rezadas, perdão, pelo pecado
De ter amado tanto.


José João
25/04/2.014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Infinito... é um pedaço da saudade que sinto

O infinito está bem aqui, dentro de minha saudade,
Naquele olhar que me deste, em que a ternura
Gritava inocente a eternidade de um amor verdadeiro.
Tantas e tantas vontades, janelas que se abriam
Para o céu levando nossos sonhos, como se lá
Estivessem guardados, se fizessem nossos segredos.
Tudo se fazia tão ternamente puro, talvez tenha sido isso,
Um amor perfeito...e aqui, tudo é muito pouco para tanto.
Só não essa saudade carinhosa e doce como teu perfume
Que ainda me embriaga quando sozinho vou correndo
Pra te esperar no caminho que o sol desenha no mar,
Quando lá do horizonte parece que são teus olhos
Brincando de me fazer sentir tua presença dentro de mim.
Flutuo em meus pensamentos e entre inocente e pecador
Me deixo ficar nos sonhos que sonho contigo,
Como inocente te faço oração, te rezo em poesias
E como pecador, me deixo levar pela vontade virgem
Da mulher que um dia me fez  fazer o infinito
Apenas um pedaço da saudade que sinto agora,
Que se faz de sempre, de tanto, de tudo... até de vida.


José João
23/04/2.014




sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Estrela Azul

Dizem, que muito além do infinito, onde só os pensamentos bons podem chegar, há uma estrela. Uma estrela azul, cheia de uma luz divina, que dizem ser os olhos de Deus. Nessa Estrela Azul, tão distante de nossos olhos, mas cheia de perene felicidade, é  nela que estão todos aqueles que nos eram e continuam sendo nossos queridos e amados que Deus levou, por achar que aqui, já não era lugar para eles, mereciam estar na Estrela Azul, que dizem ser um pedacinho do céu. Lá não existe dor nem lágrimas, os sorrisos são abertos inocentes, dizem que lá a alegria é perfeita, que  cada um pode ter seu próprio por do sol e dizem que é nessa hora que eles pedem a Deus por nós, que ainda estamos aqui.
Na Estrela Azul, dizem que tudo é perfeito, as crianças se vestem de botões de flor, cheios de cores, cor da inocência misturada com a cor da alegria, cor dos olhos de Deus, dizem que lá existem essas cores, e elas, as crianças, brincam de esconde-esconde entre as estrelas que nascem no chão (de lá), que os adultos vestidos de paz, de alegria e de muito amor, se divertem as gargalhadas com as crianças que muitas vezes se parecem anjos. Na Estrela Azul, dizem que tem querubins para lustrar as estrelas, que dizem, são sempre brilhantes, para lustrar as pétalas das flores, para perfumar os beijos que estão em suspensão, por que lá, dizem, se respira só amor, ternura, só coisas dadas por Deus. Ah! Dizem também que Deus lhes permite flutuar, leves, alegres, de mãos dadas colhendo os mais alvos lírios do universo (lustrados pelos querubins) e desses lírios eles nos atiram pétalas para que possamos ter belos sonhos.
Na Estrela Azul, um pedacinho do céu como dizem, onde só se pode ir em pensamentos, todos os que  lá estão, foram colocados por quem os ama e ficou aqui, por que é o pensamento de cada um, com um amor forte e o desejo de paz no coração, pode colocar  seus entes queridos lá, na Estrela mais brilhante do universo, a Estrela Azul, dizem que ela é iluminada pelo brilho dos olhos de Deus. Se você tem alguém que acha que perdeu, coloque-o na Estrela Azul que sua dor fica menor, afinal  ela é um pedacinho do céu. Tenho muitos parentes, amigos, lá...na Estrela azul.


José João
18/04/2.014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um momento infintamente eterno

Meu coração acenava triste, um adeus que minha 
Boca se recusava em  falar, em dizer e a alma em sentir.
Os olhos gritavam alucinados, com um olhar
Pedido no nada, só as lágrimas choravam baixinho
Essa dor. As mãos tremiam, se abraçavam solenes.
E solidárias, acariciavam os olhos, enxugando as lágrimas
Que mais pareciam orações rezadas a um deus surdo,
Pedindo que o adeus não fosse ouvido, ou não fosse dito,
Se fizesse silêncio, se perdesse em palavras esquecidas.
O corpo ardia num calor febril e um suor se fazia forte
Como se ele chorasse pela dor que o peito, em soluços,
Queria, por força, gritar. As pernas pareciam dormentes,
O chão parecia abri-se em fendas, e o ar fazia-se denso,
De repente um cinzento roubou a cor do mundo...
Tudo ficou parado só se ouvia o coração pulsando
Descompassado, num pulsar triste, arrastado, choroso,
Falando em murmúrios: Não vai...por favor...não vai...
Mas a distância se fazia sempre maior, tanto para a voz
Quanto para os olhos. Só não para a alma
Que até hoje lembra esse momento...infinitamente eterno.


José João
17/04/2.014



Restos, é o que agora eu sou

Assim como folhas ao vento, vou eu no pensar
Por estradas perdidas, indo sem caminhar,
Pedaços de mim cada um uma dor
As lágrimas chorando os restos de um amor,
Como alma errante que não sabe onde vai,
Passos cansados em estradas sem chão
Procuro, carente que sou, de um sonho que seja
Onde migalhas ou perdidos restos do que me sobrou
Me lembrem que um dia eu vivi um amor.
Como sombra de mim vou indo sem ir
Por mais que caminhe que busque horizontes
Essa dor descabida fica dentro de mim.
Os meus amanhãs se vestiram de nada
Se fazem vazios dias parados por falta de ti
Onde estarão os momentos, as horas vividas
Que contigo vivi? Como triste alma errante,
Entre essas tantas dores, que foi o que me sobrou
Me fazem esse resto, resto de mim, é o que agora eu sou


José João
17/04/2.014









terça-feira, 15 de abril de 2014

Foste a poesia perfeita que vivi

Pra falar de ti eu escreveria mil poesias, ou tantas mais,
Mas como? Coitadas das palavras, tão poucas para tanto
E tão pequenas para o que és. Assim, calo em meu silêncio,
E deixo que o infinito tome conta dos meus pensamentos,
Deixo que ele corra tantos quantos horizontes possam existir,
E em cada um deles deixo um pedaço de ti, aí sim,
É uma parte do que és, mas pensando bem, ainda falta,
Talvez buscando o brilho das estrelas, de todas elas,
Possa retratar o teu olhar, não com toda aquela ternura,
Mas com o brilho, aquele brilho de olhar criança,
Que sorria em teus olhos quando falavas de amor.
A leveza de teus carinhos! Como falar dela?
Lembrando a brisa leve e perfumada das manhãs?
Mas se toda a sutileza e perfume, que a brisa vaidosa
Se orgulha de ter, foram roubadas de ti! Até o sussurro,
Quando ela, em volteios leves, balança as folhas... é tua voz,
Tu ficaste, amor, em todos os meus sentidos,
Até o tempo quedou-se à tua tão generosa  presença,
Ele se arrasta lento nas noites quando a vontade de chorar
É maior que a saudade que sinto de nós dois.


José João
15/04/2,014


Um cantinho só pra nós dois

Não pedi para te amar para sempre, era só até hoje,
Para que pudesse começar outra vez amanhã,
Começar a te amar outra vez, com um amor maior,
E assim recomeçaria a cada amanhã, um outro amor,
Sempre maior, até que um dia o infinito fosse pequeno 
Pra nós dois. Pedi assim, te amar só até hoje
E recomeçar  amanhã, mas não sei quem ouviu
Minha prece, me deram o sempre para te amar,
Até sempre, mas com o mesmo amor de todos os dias.
Por coerência me fizeram teu por todas as vidas.
Assim te fizeram parte de mim, minha melhor parte,
Juntaram nossas vidas em apenas uma, nossas almas,
Em apenas uma, e nossos corações trocaram o pulsar,
Não ficaram como os outros corações, aprenderam
Pulsar chamando nossos nomes em um só eco.
Em qualquer lugar te encontro, mas principalmente,
Naquele cantinho gostoso de estar, onde muitos choram,
Mas eu sempre fico lá contigo, só nós dois, juntinhos,
Recordando os tantos momentos só nossos,
Quem bom ter esse cantinho gostoso para estar contigo
Esse que chamam saudade, e eu chamo de nosso.


José João
15/04/2.014






As dores que o tempo deixou

Lágrimas, lagrimas de dor, de desespero, como se fosse
O tempo chorando as dores de suas feridas
Em tempestades infindas choradas pelos meus olhos
Tristemente brilhantes pelo brilho dos prantos.
Gritos, como se fosse gritos de fantasmas alucinados
Querendo, pelo menos, serem ouvidos em suas orações
Que mais parecem lamentos moribundos por tanta dor
De estarem perdidos no nada sem serem ouvidos.
Suspiros, lamentos, buscados lá dentro da alma
Que, de joelhos, chora os tantos sonhos que morreram 
Quando ainda, apenas se faziam esperanças de um dia
Serem verdades, serem histórias contadas em poemas,
Em poesias de versos completos sem medo do fim.
Tudo de repente ficou triste, como se um imenso vazio
Tivesse engolido todas as cores, todos os sons...
As palavras se fizeram pequenas, sem razão de serem ditas
Se perderam na incoerência de um mórbido silêncio
Quando um adeus foi gritado com os olhos...
Porque a voz se recusou dize-lo... tanto era a dor...


José João
15/04/2.014



Acredito em fadas, em anjos, em...

Acredito em todas as belezas que os sonhos
Podem fazer verdadeiras dentro deles,
Acredito em fadas, essas que nos fazem ficar
Criança, maravilhada e demente com o amor
Quando nos tocam com suas varinhas mágicas.
Acredito nos sininhos divinos que nos fazem ouvir
Inocentes e ternos acordes se estamos apaixonados.
Acredito no Cupido, aquele maroto sapeca com aquela
Flechinha doirada fazendo traquinagem com os corações.
Acredito nos caminhos que as estrelas deixam ficar
Para que possam ir em sonhos, nos raios de luar,
Os pensamentos de todos aqueles que choram 
Procurando um carinho, uma voz que diga: Te amo.
Acredito até em anjos, desses que chegam na gente
Sorrindo inocente, brincando de colorir os dias,
Mesmo anjos sem asas, com a ternura no olhar,
Gritando carinhos que nunca vão ser esquecidos,
Acredito nesses anjos que vêm, que ficam,
Mesmo quando se vão, ficam dentro da gente
Na saudade que se faz oração para a alma.
Esses anjos que nos ensinam a amar!

José joão
14/04/2.014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Essas coisas do coração

Desde muito o tempo me fala de ti, acho mesmo
Que desde sempre, antes de te conhecer ele já falava
Que existias, me fazia sonhar contigo, ir te buscar
Em horizontes ainda desconhecidos, não me dizia teu nome,
Nem a cor dos teus olhos, não me fazia ouvir tua voz,
Nem sentir o gosto de teus lábios, mas gritava
Para minha alma a presença da tua, talvez, até acho,
Fazia meu coração pulsar em compasso com o teu.
Desde sempre te senti, pensamentos me vinham
Como se estivesses bem aqui, pertinho, dentro de  mim.
Um dia, como se fosse uma luz passageira, brilhante,
Dessa luz que passa e fica, que nunca se vai,
Dessa luz que aquece e ilumina a alma, essa luz
Que vai indo sem deixar rastros, mas que se sabe
Vai existir para sempre, em algum lugar distante,
E num lugar perto, bem dentro da alma da gente,
Assim te fizeste, uma luz que vai e não passa,
Uma luz que vai mas fica dentro dessa incoerência bela
E divina da beleza do amar, assim ti conheci,
Essa você que nunca vi mas que ficou dentro de mim.


José João
14/04/2.014




quarta-feira, 9 de abril de 2014

É de você que preciso para viver

Preciso de você, louca e desesperadamente,
Como se fosses o respirar, o sentir, o viver, o estar,
Preciso de você como se tudo fosse apenas resto.
Não vivo sem você... sem você não existe vida,
Toda ela, até mesmo antes de te encontrar,
Já te amava, já me fazia teu com toda a intensidade
De um sentimento que não sabia poder sentir.
Preciso de você, você se fez meu tudo,
Desde o ar até os sonhos mais bonitos que sonhei,
Desde os sonhos até os momentos lindos que vivi.
Existir...o que seria não fosse essa minha talvez
Loucura, viver apenas porque estás, porque és,
De nada mais preciso que não ser precisar de ti.
Não viveria sem você, sem que estejas dentro de mim,
Fazendo pulsar esse  coração que se desespera,
Que chora alucinado se não te sentir nos momentos
Mais perfeitos dessa minha incoerente existência.
Preciso de você dentro de mim, como te sinto agora,
Viva, intensa, enchendo minha alma de ti 
Na loucura dessa saudade infinita que se faz oração
Te buscando entre os vazios que tua ausência deixou.
Preciso de você ...ou pelo menos, dessa saudade de você.
Para poder dizer que ... vivo.


José João
09/04/2.014



terça-feira, 8 de abril de 2014

As lágrimas que meus olhos não choram mais

Jurei para  minha alma, com lágrimas nos olhos,
Que não choraria mais essa tua tanta saudade,
Fiz meus olhos prometerem a mim, convictos,
Que não chorariam mais tua saudade,
Que a brisa sussurrasse teu nome em melodias,
Que o por do sol refletisse a ternura de teu olhar,
Que a noite silenciosa trouxesse todas as lembranças
Dos ternos momentos que vivemos, que trouxesse
Os sonhos mais belos que sonhamos juntos,
Que tudo isso acontecesse, mas não choraria,
Nunca mais, tua saudade. Até mesmo quando, 
No frio da madrugada, a solidão se fizesse viva
Com toda a amargura que tua ausência me faz sentir,
Ainda assim, não choraria mais tua saudade.
Fiz promessa ao tempo, percorri outros caminhos,
Preenchi os pedaços vazios de minhas noites
Com sonhos novos, até mudei as plantas do jardim
Para nas manhãs sentir outro perfume, fiz tudo isso,
E finalmente meus olhos não choram mais tua saudade,
Essa tanta dor da tua ausência, essa tanta dor,
Minha alma agora chora nas poesias que faz,
São meus versos, as lágrimas que meus olhos
Não choram mais.


José João
08/04/2.014


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Te amei assim, com um amor simples

Te amei.... com o amor do mais simples mortal,
Um amor simples como aquele que nunca acaba,
Que nasce na alma, nela se cria, cresce e nunca morre.
Te amei com aquele amor de criança, que apenas ama
E não pergunta porque. Não escolhe hora pra dizer
Te amo, sorri sem motivo, fica demente, fica ávido,
Fica satisfeito e carente. Te amei com aquele amor simples,
Que não faz perguntas, que responde com o coração,
Te amei com toda a simplicidade de te olhar te amando,
Do doar sem pedir para receber, porque o amor simples
Sabe dar de volta na hora certa, sem mais e sem menos,
Na medida exata da necessidade de cada momento.
Te amei assim. Amei teus sorrisos mais alegres,
Amei teus sorrisos tristes, te amei até nos momentos
Mais confusos, exatamente naqueles que faziam parecer
Que não me amavas mais... é preciso saber sentir,
Aprendi a te amar assim, um amor simples,
Mas cheio de mim, cheio de minha alma, cheio de ti,
Cheio de nós dois, na simplicidade de um amor simples,
Desses que não acaba nunca, está sempre vivo...
Te amei até quando me dizias: Meu amor, por favor...
Hoje não. Te amei assim, com essa simplicidade,
Como a saudade que sinto agora, tão simples...
Que dói, que faz...simplesmente... chorar.


José João
07/04/2.014

Motivos para viver...

Motivos para viver...os tive um dia, belos e solenes,
Desde o horizonte onde escrevia teu nome nas nuvens,
Nas declamações em que tu eras a poesia perfeita,
Nas paródias que fazia com o nome das flores,
Sendo o teu a harmonia mais sublime da canção
Que minha alma cantava alegre no entardecer melancólico,
Mas cheio de ti. Motivos para viver...os tive um dia e...
Muitos, teu sorriso que me fazia devanear no tempo
Buscando os mais ternos sonhos, cheios de belezas,
Cheios de nós dois, de promessas verdadeiras,
Que enchiam nossas almas da mais verde esperança
De ser feliz, e a felicidade brincava como criança
Dentro de nós, de nossas almas, cativadas por carícias
Que nossos corações não cansavam de fazer...
Motivos pra viver...os tive um dia, teu doce perfume,
Que a brisa insistia em se perfumar e ir vaidosa
Em volteios leves mentindo nos jardins que era dela
O perfume. Motivos para viver...os tive um dia...
Incontáveis por serem tantos...e hoje...tenho apenas um,
Essa saudade incontida, que me enche a alma de ti,
Nesse vazio que me cerca agora, nessa agustia de existir


José João
07/04/2.014


domingo, 6 de abril de 2014

Um adeus que se fez vida

Meus pensamentos voam ao longe, cabisbaixos e tristes,
Buscam horizontes distantes, talvez até já perdidos
Nos ontens tristonhos que me ficaram como sabor 
Da angustia, da lancinante dor que me corta a alma
Em pedaços, cada um com uma dor diferente,
Deixando-a deitada no nada ruminando a sorte vilã.
As lágrimas caem efusivas, as vezes, outras, gota-a-gota
Como se fosse essa tanta dor transformando lentamente
Meu próprio sangue em pranto, como se apenas lágrimas
Não bastassem pra chorar todas as amarguras que agora
Me vestem e se fazem vivas, cheias de dolorida saudade
Que me cobre todo fazendo que eu seja o resto de mim.
As palavras se atropelam na garganta e morrem sufocadas
Nos soluços apressados que querem se fazer voz
E gritar a dor que a alma, quase desmaiada, chora baixinho,
Como se balbuciasse orações que só ela pode ouvir.
Os prantos, levados pelo olhar de desesperada angustia,
Correm sem rumo no espaço, por não saberem
O caminho do céu, que se perdeu quando um adeus,
Mais doloroso que qualquer adeus, se fez vida
E como parte da alma, nela ficou para sempre.


José João
06/04/2.014


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Flor, Bela poesia triste.

Fica comigo, deita-te em minha alma, mas se fores,
Leva-me dentro de ti, como te deixo dentro de mim,
O teu espaço terno, cheio dos meus tantos-te-querer
Refazendo meus dias nos sonhos que deixamos ficar.
Beija-me com o gosto da primeira vez, o primeiro beijo,
E leva-o contigo que o gosto de teus lábios guardarei,
Lá dentro do melhor pedaço de mim, como se fosse
A mais perfeita troca da beleza de nossas almas,

Espera amor, deixa que o tempo se esgote lentamente,
Saboreia docemente essa minha vontade de ser tua,
Porque a vida, amor, não deixa repetir esses momentos,
A vida é como se fosse um sonho e acordamos sempre.
Na verdade, acordamos sem sabermos onde estamos
Canta, amor, os hinos que só os amantes sabem cantar
Assim me fazes Flor, Bela poesia viva... imortal


José João
03/04/2.014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma poesia vazia de mim

Queria não estar assim, entre mim e o medo de mim,
Ou talvez nem medo seja. Raiva, talvez, pela covardia
De não gritar minha dor que fica forte mas calada
Dentro do silêncio que me sufoca, me deixa inerte,
Preso em um vazio onde estar é mesmo que nada ser.
Me resumo no ácido amargo das palavras que calo,
Na afiada voz cortante dos pesadelos que a alma grita,
Cheios de dor, de amarguras, ruminando o gosto
De uma solidão que engole os momentos como engoliu
Os sonhos, os desejos, até as mentiras ilusórias
Com que enganava a alma carente de sonhos novos.
Não sei mais quem sou, até a saudade que ontem
Brincava comigo, trazendo pedaços de mim que ficaram
No tempo, trazendo fragmentos das história vivas,
Histórias que me fizeram escrever poemas com a alma,
Que me enfeitaram o corpo em rimas completas e coloridas,
Agora se fazem palavras mudas em versos moribundos,
Cansados de se fazerem pensamentos perdidos,
Desesperados,  indo ao tempo como um grito sem eco 
De uma poesia sem começo, sem fim e... vazia de mim.


José João
02/04/2.014