sexta-feira, 10 de abril de 2026

Ah! Esse amor eterno!

 Quando o amor se faz de forte ventania
Como fosse tempestade mas... sem maresia
A tomar toda a alma, inunda-la de fantasia,
O coração, em êxtase, pula louco de alegria
E reza orações que até outro dia... não sabia

No tempo, feito nau vadia, navega solto
Sob um céu de brigadeiro, um tal de amor
Por milagre, com prantos, ri e sente o calor
De beijos que ainda virão, ainda nem trocou
Mas a alma eufórica jura que já sente o sabor

E um mundo, inocente, se abre como leque,
Pintado de primavera, com flores de verão
Aí as confissões se fazem de divinas rezas
Como se fosse de anjos essa doce criação
Aí, Chega a loucura, um verdadeiro furacão

Os "nãos" são desprezados, perdem a razão
Saem acanhados, sem saber nem onde ficar
Sussurram injúrias, mas qual alma vai ouvir?
O amor juntou as duas e toda atenção lhes dá,
Que mais importa a não ser esse... louco sentir?

Assim, juntas, almas e corações até se esquecem
Desse tal de amanhã, afinal, o amor não é eterno?
Na eternidade é onde se escondem todos os amantes
Nela sempre cabe mais um, é um coração materno
E quem eternizou o amor nunca mais será como antes

José João
10/04/2.026

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