quinta-feira, 16 de abril de 2026

Canto a todo instante.

 Canto o que me vem da alma e não importa
Se são palavras belas, ou palavras sem cor
Canto, mas só até a dor que a alma suporta
Canto pranto, saudades, o que o ela me impor

Canto a cada instante, sem nunca ser bastante
O que vem para dizer, não paro, nem emudeço
Minha alma é alegre e vive um viver constante
Não creio em destino e me pergunto: mereço?

Sei que canto, mesmo sem voz e sem talento
Mas me vem, não sei de onde, o que eu digo.
Ao que me diz a alma, fico sempre todo atento
Se dizem que o canto não contenta, eu nem ligo

A cada instante chega um canto que nem sei
E me impõe um cantar em versos e no papel
Canto escrevendo, sem métricas, canto assim
Se não gostarem, perdoem, mas canto para mim

José João
16/04/2.026

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