domingo, 12 de abril de 2026

Só posso pagar com prantos...

 Diz-me, quanto de saudade tua alma suporta?
Quanto, de pranto podes chorar por uma vida?
Quem poderia dizer, mesmo que alma saiba?
Isso não me importa, nem qualquer dor sentida.

Que chore, aos cântaros, todo esse meu pranto,
Que de saudades transborde a alma por tantas
A mim, importa amar, sem nenhum entretanto
Que chore, por amor, as lágrimas serão santas

Assim, me entrego ao que acho um doce viver,
Amar, como se amar fosse um divinal acontecer
Chorar ao dizer, ou ao ouvir um terno: "eu te amo"
É como se fosse para a vida o mais belo renascer

Amo, amo, e amo, a mim o que importa a saudade?
Lágrimas, servem é para isso, para chorar o adeus
Se for pecado esse tanto amar e eu tiver que pagar
Pago em prantos, o que mais sei nessa vida é chorar

José João
12/04/2.026

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