Ou gritar minhas verdades? Para quê? O mundo está surdo,
Quem sabe dizer agora: Que o amor seja sempre eterno?
Que a saudade é um presente divino, dado a tantos mudos?
Quem chora uma saudade com a alma em divino pranto?
O amor se fez um brincadeira tão comum, tão sem sentido.
As palavras são tão poucas, tão sem razão... tão pequenas,
Ao amor, dele fizeram apenas um brincar sem mais encanto
Dou-me a ser do mundo, um simples contador de versos
Que fala da inocência das flores, da beleza que é a saudade,
Que faz versos para o luar, para o alvor do dia quando vem,
Com os pássaros confessando às amadas um amor de verdade
Sou quem se banha com a pureza do orvalho da madrugada,
Que brinca de escrever versos como fosse oração à sua amada
Não sei ser poeta, escrevo o que a vida manda, o que a vida diz
Quem, como eu, sabe o que é ser do mundo, um aprendiz?
José João
08/04/2.026
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