quarta-feira, 8 de abril de 2026

Revendo velhos guardados... chorei

 Ontem estive revendo, dentro da alma, velhos guardados,
Encontrei sonhos antigos, saudades que nem sei porque senti,
Histórias de amores mal resolvidos, sonhos já esquecidos,
Restos de dores e de prantos chorados, agora tão descabidos!

Também encontrei o que eternamente ficará dentro da alma
Como se fosse preciso estar ali, para sempre estarem vivos,
Revi sorrisos verdadeiros, até vi prantos um dia chorados
E ainda diziam que foi a alma quem os manteve guardados

Revi um olhar que disse adeus como se os olhos gritassem,
Senti o adeus mais doloroso que ninguém nunca ouviu
Tanto, que chorei, e até me pareceu com o mesmo pranto,
As cicatrizes que pareciam saradas se abriram por encanto

Foi um adeus que a alma não queria, não precisava ser dito,
E essa ausência faz que ela até hoje vague por aí incompleta,
Perdida, indo entre vazios, procurando um lugar para ficar
Mas onde vá, com ela vai a tristeza e o pranto para chorar

José João
08?04/2.026

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