segunda-feira, 13 de abril de 2026

A tristeza... é uma nuvem itinerante

Embora me faça chorar, nunca tive a tristeza como inimiga,
Por vezes, ela até parece prepotente, mas é apenas desespero,
É como ela sabe dizer, gritar e pedir que te olhes a ti mesmo
Ela só existe naquele momento por mais que seja o exagero

A tristeza é a febre da alma, apenas diz: alma, estás doente
E fica ali para que não esqueças e procures alguma cura,
Quem sabe um sorriso, um aperto de mão, um lembrança,
Até mesmo uma saudade alegre... a tristeza nunca dura

A não ser que endureças teu coração e a ele não permitas
Que se entregue a um terno e doce sentimento, uma paixão
A tristeza, como amiga, te diz: ama, sorri, te entrega a amar
Deixa que tua alma, diz a tristeza, se entregue, até sem razão

Ah! Essa tão bondosa tristeza! Que por vezes se faz perdão,
Em outras faz pensar, ser mais, ser melhor, ser mesmo você.
Talvez seja teu momento mais consciente e, não é constante
A tristeza é assim como fosse uma inocente nuvem itinerante

José João
13/04/2.026




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