O que tanto te aflige que emudeces e calas a voz?
Diz-me o porquê desse silêncio, o que te atormenta?
Por acaso, alma minha, não sabes quem somos nós?
Tu, minha essência de vida, que de imortal me fazes
Eu, teu templo, nos fazemos um, sentes dor, eu choro,
Sou, como bem sabes, teu único provedor de lágrimas,
É o meu pranto, a tua voz. Alma minha diz, te imploro.
Diz-me, preciso saber, por que estás assim tão aflita?!
Dou-me a te fazer que sejas de mim, a outra metade,
Se te entristece um qualquer sentir, me dou ao pranto,
O que quer que sintas, em mim, também será verdade.
Pobre alma minha! Cabisbaixa, até parece tão carente!
Diz-me agora, que estamos a sós, diz-me o que sentes.
- Para ti não tenho segredos, choro com o teu chorar,
Então, chora comigo essa saudade que insiste em ficar.
José João
07/03/2.006
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