sábado, 10 de janeiro de 2026

Ridículo! Esse mundo cheio de razão!

  Não vejo o porquê de tanto espanto por coisas tão normais!
Sim. Ando de mãos dadas com a saudade ao pôr do sol,
Conversamos com as ondas, até lhes empresto o sal do pranto
Converso com a brisa, ela me responde. Porque esse espanto?!

Declamo poesias para o tempo, elas vão risonhas com o vento
Deixo que a água me beije os pés e a areia venha acaricia-los,
Que os pássaros, em leves volteios, me convidem para voar,
Que o sol, fazendo rastros sobre a água, me convide para sonhar

Por que essas coisas tão comuns causam tanto espanto? Porquê?
Converso com o silêncio, conto piadas alegres para a tristeza. 
As vezes, quando  chega muito perto, faço cócegas, na solidão,

Ela sai rindo... e até jura que veio brincar de esconde-esconde
Corre entre as saudades, entre sonhos e vai cantando baixinho.
Não acreditam. Dizem que minto. Esse mundo cheio de razão!!!!

José João
10/01/2.026

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