Sim. Ando de mãos dadas com a saudade ao pôr do sol,
Conversamos com as ondas, até lhes empresto o sal do pranto
Converso com a brisa, ela me responde. Porque esse espanto?!
Declamo poesias para o tempo, elas vão risonhas com o vento
Deixo que a água me beije os pés e a areia venha acaricia-los,
Que os pássaros, em leves volteios, me convidem para voar,
Que o sol, fazendo rastros sobre a água, me convide para sonhar
Por que essas coisas tão comuns causam tanto espanto? Porquê?
Converso com o silêncio, conto piadas alegres para a tristeza.
As vezes, quando chega muito perto, faço cócegas, na solidão,
Ela sai rindo... e até jura que veio brincar de esconde-esconde
Corre entre as saudades, entre sonhos e vai cantando baixinho.
Não acreditam. Dizem que minto. Esse mundo cheio de razão!!!!
José João
10/01/2.026
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