A divina mudez de quem não precisa falar para ser belo,
O rio, que vai deslizando lento sem paradas, apenas indo,
Tropeçando nas margens, aqui e ali, mas sempre rindo
O vento, que vai correndo como se tivesse longas pernas,
Sempre indo em frente, furando as cercas dos quintais
Se algo lhe toma a frente, para, não volta, espera para ir
Assim como rio, tropeçando nas paredes mas sempre a rir
As flores, lindas, belas e perfumadas enfeitando jardins,
Se movimentam se o vento lhes vier tira-las para dançar
Aí, matreiramente, elas o encharcam com seu perfume
E lá vai ele, vestido em roupa de gala, ao tempo perfumar
Não vejo, comtemplo a beleza muda que ninguém quer ver,
O chão, empurrando meus pés para que eu nele possa andar!
É muita humildade! A mudez daquilo que nos permite viver,
A beleza invisível do sentir encher o peito e, livre... respirar.
José João
19/01/2.026
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