Em que o pôr do sol parecia uma gravura sem matriz
E o tempo, se deitava sonolento, no quase anoitecer
Dando, à beleza do momento, um leve brilho de verniz
O dia andava lento, sem pressa, como sabendo onde ir
E eu, caminhando atento, ao cantar silencioso da tarde
Que mudava de cor mas se fazia docemente perfumada
Parecia um sonho, desses que a alma sonha acordada
Momento perfeito para sentir o gosto de uma saudade,
Para sentir o sal do pranto temperando cada sussurro
Como se esse gosto fosse a confissão de uma verdade
Os olhos fechados veem detalhes ainda não esquecidos,
O vento no rosto parece carícias um dia tanto sentidas
Aí a alma chora pelas tantas emoções um dia vividas
José João
27/01/2.025
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