terça-feira, 27 de janeiro de 2026

No silêncio do entardecer.

 Caminhando no silêncio de um colorido entardecer
Em que o pôr do sol parecia uma gravura sem matriz
E o tempo, se deitava sonolento, no quase anoitecer
Dando, à beleza do momento, um leve brilho de verniz

O dia andava lento, sem pressa, como sabendo onde ir
E eu, caminhando atento, ao cantar silencioso da tarde
Que mudava de cor mas se fazia docemente perfumada
Parecia um sonho, desses que a alma sonha acordada

 Momento perfeito para sentir o gosto de uma saudade,
Para sentir o sal do pranto temperando cada sussurro
Como se esse gosto fosse a confissão de uma verdade

Os olhos fechados veem detalhes ainda não esquecidos,
O vento no rosto parece carícias um dia tanto sentidas 
Aí a alma chora pelas tantas emoções um dia vividas

José João
27/01/2.025

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