domingo, 11 de janeiro de 2026

A saudade é eterna!

 Estou aqui a fazer-me sombra buscando poesias.
Poesias que ainda não fiz, que ficaram no tempo
Desde os idos e dos saudosos cantos que já ouvi
Desde a saudade dos amores que um dia vivi.

Dou-me a pensar as canções de matinais gorjeios
Nos trinados saudosos mesmo no alvorecer do dia
Em que o sol se fazia doce companhia das flores
Beijando-as em luz num cantar de tantos amores

E eu a pôr-me entre os madrugais já distantes
Fazendo que a poesia não tivesse que chorar
Mas cantar louvores aos amantes apaixonados
Que se perdiam num canto do mundo a procurar

Doces amores que no tempo se haviam perdido
Mesmo com as saudades que nunca se vão
Assim se fazem sonhos pela triste alma  paridos
E se entregaram, sem remorsos, às coisas do coração.

Sou grato ao exilio de fazer de mim alma sofrida
A ir em outros cantos desenhar essa doce arte
Voltar na bruma do tempo sem nunca mais chegar
Mas fazer que ouçam o que fiz por tanto amar

José João (coautor) 
11/01/2.026

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