Uma saudade. Deixei que fosse salgar os lábios,
Ouvisse seu silêncio rezando mudo uma ladainha
Escondendo atrás do pranto uma dor que é só minha
Escrevi com lagrimas e prantos, versos perdidos
Em alguns as rimas se faziam cor no fim do verso
Em outros, as palavras se perdiam voando soltas
Nesses, elas se faziam vazias como palavras rotas
E tudo se fazia história a ser escrita sem eu saber,
Se eram verdadeiros os tantos soluços que fugiam
Dos lábios, e iam convictos de que isso fosse viver
E a saudade, que uma lágrima chorava em oração,
Se perpetuava na cicatriz ainda viva da pobre alma
Que ajoelhada, contando seus erros, pedia perdão.
José João
17/01/2.026
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