Que me faz ir nas estrelas nas asas de um pássaro,
Fazer aviõezinhos de papel e viajar pelo horizonte
Brincar de costurar no tempo pedaços de fantasia
Sou quem pinta a primavera, sem tinta só com cores
Corro nos campos traçando caminhos para o vento,
Faço rastros em veredas desconhecidos, de pedras
E deixo que os versos, às minhas coisas fiquem atento
Junto nuvens esparsas e delas faço graciosas pontes
Que atravessam florestas, jardins chegam nas fontes
De água cristalina que brilham ao céu com diamantes
Refúgio distante, donde sonham apaixonados amantes
Converso com o tempo como me fosse velho amigo
Ouço o milagre divino do mais belo gorjeio mudo...
Riem de mim, me chamam de louco, dizem que minto
Não sabem que poesia é a arte de dar beleza ao absurdo?
José João
26/01/2.025
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