quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Meus diletos amigos

 Nem sempre estar sozinho é a ausência de alguém,
Aprendi. Busquei companhias que falassem em silêncio,
Que estivessem a meu lado como verdadeiros amigos
E sempre prontos para, a cada momento, estar comigo

Consegui! Hoje tenho grandes amizades e companhias.
As saudades! Nunca me deixam só, falam sem palavras,
Nunca me dizem não, sempre atentas ao que já senti,
Até fazem que me volte... belos momentos que vivi

Lágrima! Essa é demais, chega aos olhos sem que peça,
Desliza em meu rosto, suave, como fosse doce carícia,
As vezes chega aos lábios para, talvez, ouvir meu silêncio
Beijam-se, dividem o sal do pranto, sem nenhuma malícia

Os sonhos, alguns já sonhados... reescrevendo histórias,
Outros, que nunca sonhei, chegam como fossem memórias 
Guardadas na alma a me fazerem lembrar dos amanhãs
Que um dia, passado o tempo, não se façam lembranças vãs

Nunca estou só, não tenho vazios e... ainda tenho a poesia,
Essa, conversa comigo em palavras mudas, nos sentimos
Nos fazemos versos, nos escrevemos, as vezes choramos,
Mas, assim como são os amigos, as vezes também sorrimos

José João
07/01/2.026

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