quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O silêncio... nem sempre é ausência

 Sentado, na beira da tarde, fico conversando com o tempo.
Passamos horas a conversar, só nós, num gostoso silêncio
Ele traz coisas que havia esquecido, já quase perdidos
Por vezes diz o que, por mim, havia passado despercebido

As vezes, penso, me acham louco por conversar sozinho
Não sabem que o tempo, vestido de saudade, é companhia,
Também não sabem que o silêncio nem sempre é ausência
O silêncio é tão suave... tem a perfeição de uma sinfonia

Com o silêncio, escuto a alma a me contar suas histórias,
A brisa suave, a me roçar o rosto, como fosse carícias,
Sem precisar de palavras, irônicas e cheias de malícias

A mim, o silêncio, sempre quieto, não quer dizer ausência
Ele apenas emudece para que a vida  diga o que é preciso,
Nem sempre estar só, em silêncio, ouvindo a alma é carência

José João
01/01/2.025

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