domingo, 18 de janeiro de 2026

O deserto de quem nunca amou.

 Ontem, hoje, amanhã... tudo é igual para quem nuca amou,
Sem saudades, vazio, a alma triste sem ter o que lembrar.
Nenhum detalhe de um beijo, de um aceno de um até logo,
Triste! Sem qualquer lembrança para, pelo menos, chorar

Os dias se fazem iguais! Até as flores perdem o encanto
Tudo passa como se estar vivo fosse apenas... existir
Como pode alguém viver sem saber o que é o pranto?
Alma vazia, sem o prazer de um dia ter-se  feito sentir

Sem um sorrisos para sorrir, sem sonhos para sonhar
Largado na imensidão do tempo sem história para contar
Olhos tristes, vazios, perdidos, sem lágrimas para chorar

Viver sem nunca ter ouvido um: eu te amo, não é viver
Sem nunca ter dito um: eu te amo, é quase um morrer
É vagar no silêncio do vazio estando vivo sem saber

José João
18/01/2.026

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