Deverei entender-te. Será que de viver perdeste o encanto?
Que te faz tanto ir buscar o passado? O amanhã é bem aí
Contenta-te em ter histórias, mesmo as que te tragam pranto
Alma minha, choraste? Que dádiva, não choraste por chorar
Apraz-me, em mim derramar-se, o prazer por assim te ouvir
Atrevo-me a saber-te a história. Choraste pelo gozo de amar!
Contenta-te, alma minha. Que prazer divino é este teu sentir!!
Que chores, aos cântaros, que de rio se faça todo esse pranto
A correr nos caminhos do teu rosto se fazendo prazer a gosto
Como se o murmúrio das lágrimas se fizessem um doce canto
Dá-te, alma minha, o júbilo de poder gritar que o amor existe
Que em ti, um dia fez morada, que dele fizeste tua verdade
Grita alma minha, que o fazes eterno, vivendo essa saudade
José João
13/01/2.026
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