Até o pranto se vestia elegante, apenas para chora-la,
A alma se fazia toda inocente, como se fosse um verso
Que se entrega ao tempo, puro, sem qualquer maldade
A poesia se fazia tanta que parecia uma divina oração
Dessas que se reza tão convicto, que a lágrima grita
Palavras mudas, como se a saudade fosse uma devoção
Que acalma a alma, por mais que ela esteja tão aflita
Mas, de repente, não encontrei as palavras, se foram,!!
Talvez tenham se sentido pequenas, até imperfeitas
Para aquela saudade... a poesia teria que ser perfeita
Tentei, mas nem com a perfeição de uma doce saudade,
Dessas que só a alma sente e se guarda imaculada
A poesia nunca será perfeita, essa é a triste verdade.
José João
04/01/2.025
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