terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Sou descendente de bravos. Não choravam... lutavam

  E eis-me aqui, de pena em punho e a valer-me disso.
Meus ancestrais a mim disseram: Luta, luta e luta
Nunca peça favores, mostre a força de um povo
Que desde o navio negreiro já ousava essa disputa

Falavam: entre nós também tem quem nos prenda
Mas a vocês, descendentes de guerreiros, ouçam:
Não chorem. Não peçam clemência, apenas lutem
Sejam fortes, não se dobrem nem aceitem prenda

Tenham orgulho daqueles que vieram de além-mar,
Amarrados, sofrendo dores atrozes, mas sem chorar
No desespero de quase morte havia uma esperança:
Que nossos descendentes haveriam de nos honrar

Mostrar, com vigor, onde a humanidade começou
Olhar nos olhos de qualquer um sem nenhum temor
Façam que lhes vejam fortes, altivos e não fracos
Sejam bravos, façam que lhes chamem de senhor

Cabe, caros ancestrais, dizer: Guerreiros ouvi-me.
Ouvi-me: "a vida é combate que os fracos abate, 
Que os fortes e bravos só faz exaltar"
Então, lutem. NÃO LHES PERMITIMOS CHORAR

José João da Cruz Filho
Negro e nordestino (Maranhão)
27/01/2.026

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