quarta-feira, 16 de maio de 2018

Tu, minha poesia mais perfeita.

Não canso de gritar que te amo...
Deixo minha alma livre pra rezar teu nome,
Te confessar minha necessidade de ti,
Te contar todos os meus sonhos e desejos,
Me desnudar te contando meus segredos
Que agora também são teus... te amo.
Dou-me a ti por te fazer parte essencial de mim.
Meu pedaço mais completo e mais perfeito.
Onde eu for ou estiver, tu estarás comigo
Ditando meus pensamentos, me fazendo teu
Como se nada mais eu precisasse ser...
Te fiz e te faço meu mais perfeito mundo,
Sem precisar nunca ir além que ser todo teu,
Me vestir de ti, te tomar os teus sorrisos,
Para sorrirmos juntos na mesma alegria.
Te fizeste minha história mais completa,
Minha poesia perfeita em que os versos
Se fizeram infinitos com esse tanto amor
Que te dou, sem medo de ser feliz. Te amo.

José João
13/05/2.021

Porque a saudade dói tanto?

As vezes me pergunto porque a saudade dói tanto?!
Porque ela não se faz de apenas saudade?!
Tem que se fazer também dor? Sufocar a alma,
Fazer o silêncio gritar com palavras mudas
O que só a alma pode ouvir, sentir e chorar?
Fazer o tempo se arrastar lento como se assim
Fizesse a dor doer mais, fazer o soluço calar
A voz como se nada mais fosse preciso dizer,
Como se apenas chorar fosse preciso, fosse o grito
Da alma que se contorce desesperada, em convulsão
Como se viver se fizesse tão difícil?
Porque a saudade sempre traz a angustia
De não se saber onde ir, ou ficar, ou correr,
Ou chorar, gritar, sufucar-se com o vazio
Que fica dentro do peito, da alma e da gente?
As vezes nem se sabe se é saudade ou se é dor,
Se é carência ou se é a solidão, que como arestas
Afiadas sangra a alma. Ah! Se não fosse o sangue
Da alma, o pranto, o que seria de quem sente
Essa dor que chamam de  saudade?

José João
15/05/2.018


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Pelo teu perdão

Perdoa, te diria... se a voz me permitisse,
Diz-me o que fazer para teu perdão conseguir,
Se queres, ajoelho aos teus pés e, sem orgulho,
Te farei bem mais do que possas me pedir

E se ainda for pouco os muitos e os tantos
E se te contenta perdoar-me pelos prantos
Se por copiosos me faltarem, terás meu sangue
E ainda, como lágrimas, terás triste o meu canto

Que queres que te diga? Que te faça? Diz agora
Que este agora farei, se quiseres, para sempre
E atento estarei por toda vida a contentar-te
Que ti farei de oração sempre pronto a rezar-te

Se ainda o que pedires te for pouco a perdoar-me,
Te imploro que imagines o que mais possas querer
Por impossível que pareça, jamais me trará rancor
Se pedires meu coração, se te contenta, eu te dou

Se me fecharem os olhos por tamanha perda vital
Ainda assim, pega-o com carinho e nele presta atenção
Que com certeza logo haverás de me dar o teu perdão
Ao vê-lo tão contente, saltitando alegre em tua mão

José João
07/05/2.018
(reedição)

Essa saudade que sinto!

Ontem estive sonhando com nós dois,
Com tudo que fomos, os momentos que vivemos,
Até os detalhes se fizeram história,  se fizeram vivos,
Se fizeram lágrimas que até agora choro triste.
Me perdi nos sonhos, me perdi no tempo,
Me perdi de ti. As lembranças, em fragmentos,
Me vêm de longe, de horizontes que vimos juntos,
De beijos que não tivemos tempo de trocar,
De palavras que não dissemos, de caricias
Que não fizemos... é o que mais dói em mim,
Lembar o que não fizemos, porque tudo que fizemos
Ficou como saudade, as vezes triste de sentir,
Outras vezes ela me vem em sutis sorrisos,
Ainda assim alegram a alma que não cansa
De chamar teu nome como se fosse oração
Que se reza no silêncio de um sentimento
Que se fez eterno, que faz da saudade...
Mesmo essa saudade que as vezes dói tanto, 
Um terno motivo de viver.

José João
07/05/2.018

sábado, 28 de abril de 2018

As vezes nem é saudade.. é mesmo dor.

As vezes me vem uma saudade descabida,
Prantos, angustias que não não sei dizer...
Só sei sentir. Um vazio me chega aos gritos,
Como se a dor tivesse voz e se repetisse
Em desvairado eco que vai gritando ao tempo
O que não queria ouvir nem dizer, e vai...
Como se fosse minha alma contando segredos
Que não pode mais guardar, num desesperado
Contar ao mundo a tristeza que sente e chora.
Num vagar, entre o nada e a solidão, vão os sonhos,
Se perdendo, se fazendo pedaços de momentos
Que não se apagaram,  que o tempo não conseguiu 
Fazer esquecer e, mesmo incompletos, trazem
Prantos, tantos que o chorar se  faz viver
Como se viver fosse apenas estar em qualquer lugar.
As vezes essa saudade vem fingido ser saudade,
Mas na verdade... é apenas dor que sinto.

José João
28/04/2.018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Amar... amar eternamente

Quero viver o encantamento de amar sempre,
Sem medo de lágrimas, de dores, de angustias...
Quero apenas amar como sei amar, todo e pleno,
Amo tanto que amo até a saudade do que vivi,
Amo a saudade dos beijos que  dei um dia...
Dos beijos que ainda não dei, quero apenas amar.
Chorar, se for preciso, para contar algum adeus
Que foi dito, por lembrar um olhar que foi trocado.
Quero apenas amar. Que minha alma chore
Em prantos com gosto de saudade, com gosto
De sonhos, mesmo não vividos... mas que tenham
Sido feitos por tanto amar. Amar é ser eterno
Por alguns momentos, é fazer de sempre
Um simples eu te amo. Amar... que venham
As lágrimas, os prantos, não importa...
Ser feliz é tão difícil que se hei de chorar
A vida toda por alguns momentos felizes...
Que seja... depois dos prantos amo outra vez.

José João
19/04/2.018


Desculpa por te amar assim

Desculpa se não consigo calar, se tenho que gritar
Ao mundo que te amo, que sou teu, todo e sempre.
Desculpa se te deixo ocupar todos os meus pensamentos,
Todas as minhas horas. Desculpa se todos os meus
Sonhos são teus, se todos os meus sorrisos são pra ti,
Querida, desculpa se nas orações que rezo só sei
Chamar teu nome, (que ainda nem sei) desculpa... 
Se te canso por tanto sem que nem saibas quem sou.
Dizer te amo!! Não consigo calar, meu coração
Pulsa na ansiedade de te, minha alma se agita toda,
Se faz criança alegre só em pensar um teu sorriso
Dado pra ela. Ah! Querida! Talvez não saibas ainda
Como te levo comigo, te levo dentro de mim,
Numa adoração infinda que só os amantes invisíveis,
Aqueles que amam apenas com a alma, são capazes...
Porque te faço meu caminho e minha chegada,
Te faço meus sonhos e minha maior verdade,
Porque te faço luz, te faço horizonte e... acredite,
Te faço o pedaço mais completo de mim, tudo...
Porque te amo como tu me permites que te ame
Por vezes até chorando essa falta de ti.
Sem saber onde estás ou ... quem és.

José João
19/04/2.018


Amar...as vezes dói tanto!!

Há quem diga que amar é viver eternamente o momento
Que se ama, como se esse eternamente fosse para sempre.
Que amar é fazer sonhos verdadeiros, que o mundo é nosso.
Como se nada mais precisasse para se viver, mas... amar...
Também é uma dor anunciada para não se sabe quando,
É saber-se que ela pode estar bem ali, entre as palavras
Que não deveriam ser ditas, ou de momentos que não
Deveriam ser vividos. Ah! Esse amar que tantos falam!
Que  tantos, talvez por nunca terem amado, juram 
Que é a beleza do existir entre os mais ternos instantes.
Mas nem sempre amar é ternura, nem sempre amar
É fazer-se completo, intenso, repleto de belos sonhos,
Não raro, amar é triste, deixa vazios na alma, na vida,
Faz que se fique sem razão, perdido entre viver e chorar
E a angustia se faz muito maior que a eternidade
Do momemto que se viveu e a solidão grita bem alto,
Dentro da gente: Você está só. Há quem, por isso,
Tenha medo de amar, mas eu ... não, e nem poderia.
Como poderia ter medo de amar se chorar é uma poesia
Que se escreve com a alma e saudade é uma terna canção
Que só se ouve no silêncio de um adeus?

José João
19/04/2.018




segunda-feira, 9 de abril de 2018

Coisas da solidão

As vezes penso que a solidão é um lugar...
Cheio de nada...de onde quase não se pode sair.
Outras vezes, penso que é um caminho que leva
A lugares distantes, um caminho sem marcas,
Por não ter chão, sem margens para não ter paradas,
Em que ir ou vir é o mesmo que estar...outras vezes,
Penso que a solidão é uma história que ningém sabe contar
Porque pra ela as palavras são tão poucas, sem sentido...
Só com lágrimas se conta, porque só elas dizem 
O que a alma sente e quer dizer. Ah! Essa solidão!
Parece ser dona do tempo! As horas se arrastam lentas,
As noites se alongam e o alvor do dia fica distante,
Como se não quisesse chegar, como se ela, a solidão,
Tivesse medo do dia, como se não fosse sempre a mesma.
As vezes, quando a saudade se faz de verdadeira oração,
Quando se busca, mesmo só, mesmo na solidão,
Momentos que se viveu, ainda que seja a saudade
Mais dor que lembranças, mesmo assim, a solidão
Fica menor, e se pode, pelo menos, fingir um sorriso
Que não se tem mais.

José João
09/04/2.018

sábado, 31 de março de 2018

Talvez eu não tenha sido tanto

Talvez eu não tenha sido tanto, mas eu, eu apenas
Sei amar, não sei mais que isso. Talvez eu devesse
Ter sido mais corpo que alma, ter dado mais carne
Que sentimentos. Mas só sei ser completo, 
Todo e intenso, sempre me permiti ser assim,
Nem ser muito, nem ser pouco, ser apenas 
A medida certa para que os momentos não deixassem
Vazios e nem fossem transbordados pelos sentimentos.
Nunca me entreguei sem que a alma fosse primeiro,
Sem que ela se abrisse na plenitude de uma entrega,
Sempre limpei a mim e a ela para outros recomeços,
Nunca me permiti me entregar se, pelo menos houvesse,
Em mim, outro sentimento, que não fosse amar.
Algumas vezes fui até além de mim, sonhei sonhos
Que nem eram meus mas os fiz meus por amar,
Me permiti olhar a vida com outros olhos 
Para que se pudesse a dois, ver a beleza do amor.
Me permiti até ouvir palavras que, como açoites,
Me  feriram tanto que as lágrimas ficaram
Mais tristes do que sempre se fizeram. Ouvi palavras
Que não deviam ser ditas, isso porque talvez...
Tenha me perdido no caminho, a vida não me deu mapas
Assim não pude ser tanto, fui apenas...homem.


José João
31/03/2.018


Ah! Esses meus sonhos

Ah! Meus sonhos! Se perdem por aí, alguns
Ainda dentro de mim, outros perdidos no tempo,
Crescidos em sentimentos, em vontades, esses sonhos!!
Me dou todo, me dou inteiro a sonha-los, me entrego...
Mas se vão como fossem nuvens perdidas, indo...
Desfalecendo sem deixar histórias, deixando apenas
Tristezas, lembranças doídas e a mudez nos lábios,
Que, baixinho, murmuram rezas e nomes num silencioso
Clamor que ninguém escuta. Lágrimas se fazem orações,
Caem pelo rosto escrevendo hostórias que se vão
Ao tempo, contando agora apenas angustias e saudade,
Uma saudade que, tão doída, sufoca até a alma...
Que em mortal desespero grita, alucinada, louca,
Um nome que aprendeu sorrindo e, agora, chorando
Em silenciosa voz reticente, molha em prantos
Cada letra, como se cada uma delas fosse uma dor
Que nao quer passar,  que vai se fazer de sempre...
Ah! Esses meus sonhos!!

José João
30/03/2.018



sábado, 24 de março de 2018

Que os amanhãs sejam como hoje

Não perguntem se ainda tenho lágrimas para chorar...
Nem quando vou derrama-las... estão guardadas
E não sei se vou chora-las por alegria, por saudade,
Ou tristezas, agora não importa. Deixo para depois,
Para os amanhãs. Já chorei tanto que aprendi
A fazer do pranto, poesias, as vezes completas...
Outras vezes inacabadas, mas sempre verdadeiras,
Contando o que sinto ou, quem sabe, apenas
Fingindo sentir o que sinto, pra ninguém perceber.
Amar sem medo de chorar, sem medo de dizer
Ao tempo que tudo é "eterno enquanto dura",
A eternidade é feita de momentos e todos eles
Nos fazem um pedaço dela, um olhar, um beijo,
Um eu te amo se eternizam em nós, ficam em nós
Para sempre, como se fosse preciso pra se viver.
Não sei como serão os amanhãs mas, por mim,
Eles seriam sempre hoje, nessa sensação de ser
O que não sei se fui um dia. Que os amanhãs
Imitem o hoje, que o hoje seja o que  é agora,
Assim, os momentos continuam vivos...
inteiros como se fossem uma vida. Que o amanhãs
Me sejam como hoje.

José João
24/03/2.018

segunda-feira, 12 de março de 2018

Saiba esperar

Não te apresses à procura da felicidade,
 Ela chegará um dia e, quando perceberes,
Talvez até já estejas feliz. Não corre 
Desesperadamente ao que talvez nem seja pra te,
Ou se for, pode ser tão passageiro que não terá
Valido a pena tua pressa. Acalma teu coração
Que a solidão não é eterna, nem a tristeza infinita,
Desesperar é matar um pouco de te a cada dia
E quando a felicidade bater em tua porta
Podes não estar completo para recebe-la,
Aí então ela não será plena como mereces.
Deixa que o tempo amadureça tua espera
Assim estarás preparando teu coração
Para um infinito de emoções que jamais
Ousarias pedir ou esperar um dia. não corre,
Não se desespere, pois se queres chegar
Em algum lugar vai sempre entre o vagar
E a pressa, poi, se errares o caminho terás sempre
As marcas de teus pés pra fazer voltar,
Mas estás no caminho certo, não custarás
Tanto a chegar. Por isso nao te desesperes,
Acalma teu coração e sente o prazer de esperar,
Saber esperar... é também um maneira
De saber ser feliz.

José João
15/01/1.999
publicado a primeira vez em:
12/03/2.018
(soube esperar)

domingo, 4 de março de 2018

A angustia de não saber

Não quero falar dos meus dias na poesia,
Nem os de muito longe, nem mesmo de ontem,
Vem uma saudade que insiste em ficar,
E se aqui falasse dos meus dias, a poesia
Seria escrita em lágrimas, talvez em prantos,
As palavras se perderiam entre sussuros
E doloridos gemidos, reticitentes e estridentes
Gritos do silêncio que me tomam e calam a voz.
Me perco no tempo entre os momentos que vivi,
Outros que apenas sonhei e nunca se fizeram
Verdade, esses deixaram uma saudade maior...
Afinal o que seriam agora se tivessem existido?
Talvez nem seja saudade, seja a angustia
De não ter respostas. Será que esses momentos
Espantariam tristezas, angustias, aflições e dores? 
Será que não me permitiriam sentir essa inquietude
Que me deixa sem espaço para ir... nem vir,
Apenas ficar aqui, dentro de mim?
Ou será que fariam a saudade ser mais doída
E a tristeza ainda mais triste?

José João
04/03/2.018

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Minha saudade é ...

Talvez esse silêncio que escuto, toda sua beleza,
É porque fala de ti, me diz coisas que não sei
Dizer, fala pra minha alma o que queria ouvir,
Fala de ti, fala de nós, do que fomos, sentimos,
E depois fica um silêncio triste, sem voz, perdido
Dentro de mim como se não precisasse mais ouvi-lo.
Um vazio, desses que faz chorar ser pouco, me toma,
Me inivade sem pecisar pedir, e um vagar sem rumo,
Sem estradas, sem caminhos, me leva pra dentro
De uma saudade tão difícil de sentir, de dizer...
Porque vem cheia de tantos momentos vividos
Que lembra-los, sem que o pranto grite em meus
Olhos, é impossível. Toda essa falta de ti.
Todo esse silêncio gritando teu nome ao tempo,
Toda essa tua ausência tomando todos os espaços,
Me fazem que seja triste a saudade que sinto...
Tanto, que agora sei como dize-la no meu silêncio, 
Minha saudade, mesmo triste, é a beleza 
De te ter sempre dentro de mim, todas as horas,
E o martírio que tua ausência me traz.

José João
12/02/2.018

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Alguém quer dividir comigo?

Ontem brinquei de brincar com o mundo,
Fiz caminhos que não queria percorrer...
Deixei para os tantos amanhãs coisas minhas,
Coisas que poderiam ter sido feitas...
Deixei beijos para depois, sorrisos, abraços,
Até alguns eu te amo, deixei para depois,
Me fazia dono do tempo... não contava dias,
Nem horas, tudo podia esperar, hoje, vejo triste,
Como me enganei! O tempo passava, ia embora
Sem que eu percebesse e deixava que ele fosse
Como se pudesse um dia pará-lo por acha-lo meu.
Quantas coisas deixei de dar, de receber, de trocar...
E hoje me vejo assim, caminhando sozinho
Por estradas que não sei, pedindo sorrisos,
Um olhar, restos de beijos, pedaços de abraços
Que talvez tenham ficado por aí. E entre prantos,
Cabisbaixo, voz reticente, pergunto murmurando
Num quase silêncio: Alguém quer dividir 
Minha vida comigo?

José João
08/02/2,016

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Quem sabe?

Antes, lá atrás de mim mesmo, meu universo era só eu.
Corria sozinho dentro dos sonhos que sonhava...
Brincava de chorar sentindo uma solidão só minha,
Corria dentro das horas, e elas sempre tristes
Me faziam fingir sorrisos que não sabia sorrir.
Tudo tão vago, tão vazio, que até a esperança
Se escondia atrás do tempo que não queria passar,
Como se quisesse aumentar meu desespero
De ser só. Minha história, quase nenhuma,
Se escrevia entre pedaços de poesias soltas,
Em versos inacabados, sem rimas e sem razões,
Mas um dia, um anjo, desses que brincam de encantar,
De brincar com alma da gente, de faze-la criança.
Não sei se caiu do céu ou se desceu pela escada
Da minha tanta vontade, apareceu sorridente,
E fazendo cocegas carinhosas na alma fê-la sorrir
E tanto, que até as lágrimas gritavam eufóricas
Nos olhos silenciosas palavras alegres e vivas.
Mas de repente, não sei, se foi um ponto final
No meio da história ou se foram reticências
Para ela continuar, mas é uma saudade...
Gostosa de sentir, quem sabe seja só até...
Amanhã?!

José João
03/02/2.018

domingo, 21 de janeiro de 2018

Ainda hoje

Já caminhei por estradas vazias, perdido no nada,
Até mesmo perdido de mim, estradas sem margens,
Chão de pedras, cheio de solidão, suspiros tristes,
Passos reticentes, e a tristeza, como fosse poeira
A levantar-se soprada pela dor, sufocava a voz,
O grito, que a alma queria que a vida ouvisse.
Estradas frias, sem rastros, vazias de sentimentos
Onde os ontens sucumbiam num atroz esquecimento,
Os sonhos que foram sonhados se esvaziavam
Do pensamento e os sonhos novos não se criavam.
Caminhei por estradas assim, teimando na loucura
De sonhar que a vida era apenas um espaço meu, 
Levava comigo pedaços de saudades, de momentos,
De palavras soltas que as vezes ouvir doía tanto!
Mas tinha a estrada para seguir, mesmo sozinho...
Ainda hoje a estrada é a mesma mas a dor é bem maior,
O tempo já não é só meu, está ficando tão pesado!
O pranto ficou mas fácil, a solidão... morbidamente
Mais zelosa comigo...  a estrada continua a mesma,
Meus passos é que estão mais velhos, e a vida
Mais difícil de sonhar! Ainda mais quando se sonha
Sozinho.

José João
21/01/2.018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

As duas faces da minha solidão

As vezes eu tenho medo da solidão e corro...
E chegando a lugar nenhum, lá está ela, braços abertos,
Alguma coisa de ternura em seu silêncio, e meu medo
Fica incoerente. Vou lá dentro de mim, ela permite,
Trago sonhos, viajo nas asas do tempo me levando
A momentos vividos, como se o passado fosse
Um lugar de onde vim trazendo saudades do que vivi,
E, o hoje, se faz um lugar cheio de dores e de medos.
Ela, a solidão, me ensinou a me ouvir, a me dizer
Verdades de mim mesmo sem medo de chorar...
E se choro, e se soluço minhas palavras mudas,
E se me entrego ao pranto, ela guarda segredo...
Não deixa que me achem ridículo e chora comigo.
Mas as vezes ela dói tanto! Chega a machucar
A alma da gente! tanto que os olhos se cansam
De chorar, se cansam de olhar, se cansam de gritar,
E a alma, que sem isso não é alma, se perde, e ...
Perdida, dentro da dor que sente, sem que os olhos
Por ela chorem... se entrega a dizer blasfêmias
Que não cabem nos versos que ela escreve sozinha.

José João
18/01/2.018

sábado, 13 de janeiro de 2018

Sonhando contigo

As vezes preciso ficar só, dentro da solidão,
Parece que no seu silêncio ouço o divino cantar
Dos anjos cantando canções com teu nome,
E no meu mais perfeito sentir, entre lágrimas,
Te dou meu pranto como confissão do que sinto.
Nesse momento não existe distância, nem tempo,
Estás dentro de minha alma, como se dela
Fosses dona, e num prazeroso quase dormir
Faço que seja vida esse sonhar que me permites.
Ah! Quanta saudade! Quantos desencontros!
Essa ilusão de estar perto, de que não te perdi,
De que apenas ainda não te encontrei. Estou aqui...
De olhos fechados, imaginando caminhos 
Que possam me levar a te ou te trazer a mim...
Nesses meus sonhos, colho flores para te dar
Quando chegares, fico escolhendo palavras
Bonitas... mas eu sei... quando te encontrar
Minha voz se perderá em soluços reticentes,
Mas verás meus olhos te dizerem: bem vinda
E meu coração pulsando alegre, gritando:
Te amo...sei que entenderás.

José João
13/01/2.018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Saudade, minha companheira!.

Ora, saudade, porque calas? Diz o que queres!
Queres lágrimas? Diz. Agora, coitadas, tão poucas!
Ontem chorei todas elas fingindo escrever poemas
Gritando em silencioso soluço com palavras roucas

Refiz histórias, brinquei sozinho de escrever versos
Fui muito, muito além das lágrimas, chorei prantos
Que molharam poesias, molharam até o silêncio
Se fizeram nada, poesias rotas sem nenhum encanto

Agora me vens cobrando que chore! Me olha saudade,
O que vês? Tem nos meus olhos tristezas para chorar?
Trouxeste contigo algum rosto ou sonho para eu lembar?

Não?!! Porque então vieste? Vieste apenas me visitar!
Ora quem diria!!! Vieste sem trazer nada do que vivi?
- Sim, te gosto tanto que não sei mais viver sem ti

José João
12/01/2.018


À espera de um amanhã

Deixo que meus pensamentos te busquem
Por lugares onde nunca fui, invento sonhos
Pra sonhar contigo e, neles, me entrego todo
E pleno ao prazer de sonhar um momento 
Que nunca vivi... e vivo, nesse viver incoerente,
O prazer de me sentir teu... e corro e... grito...
E explodo o silêncio em pedaços como se fossem  
Palavras que minha alma deixa voar ao tempo,
Indo sem rumo, como se seguisse o cheiro
Do teu pensamento que, juro, pela minha carência,
Estar pensando em mim. Essa tua ausência
As vezes me faz brincar com Deus lhe contando
Histórias de nós dois e Ele ri, dizendo: Sei tudo,
Só não sei dessa história que estás contando...
Aproveito e digo, pois é... estou inventando
Para lhe dar uma ideia do que preciso.
Ele me olha nos olhos, segura minhas mãos
E diz: Espera,  - me dá uma palmadinha
Nas costas e vai sorrindo. Ah! Esse meu Deus!
Por isso sempre espero os amanhãs ansiosamente. 

José João
12/01/2.018


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Meu circo, minha vida

Pendurado num tênue fio de esperança solto
No tempo, como se fosse um trapézio seguro
No nada, dou cambalhotas sobre as angustias,
Pulo em saltos mortais para fugir da solidão,
Até faço malabares com lágrimas! Dos sorrisos,
Faço como bolhas de sabão, lindas e frágeis
Que qualquer tristeza faz que se percam.
Caminho sobre as mais altas montanhas
Feitas com o medo dos amanhãs, em cordas
Soltas, bambas, feitas de saudades, segurando
Sonhos que se balançam e quase caem
Das alturas dentro do vazio que me fiz.
As vezes sou palhaço, sorrio as gargalhadas
Imitando alguém que realmente chora,
Até finjo serem minhas as lágrimas choradas!
E até talvez fossem, não fosse eu um fingidor!
Assim, como trapezista, malabarista e palhaço
Vou fazendo da vida um eterno brincar,
Contando minhas verdades e mentiras
Mentirosas em poesias que ninguém lê,
São escritas com lágrimas que nem mesmo 
Eu sei escrever.

José João
11/01/2.018


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Quando a chuva chora comigo

Chove, e tanto! Como se a chuva, como se o tempo,
Soubessem o tamanho da minha dor e chorassem
Essa dor tão doída e só minha. Meus olhos também
Choram, lágrimas tristes e frias por tanta carência,
Minha alma grita a dor que sente, e uma saudade
Dentro de mim, com uma angustia maior que o mundo
Me toma, me invade, mata o sonhos,  eu uma vontade
De gritar, te amo, vem de dentro da alma, mas um soluço 
Me cala a voz, emudece meu desejo e... tua ausência
Me toma de mim, me deixa dentro desse vazio
Triste, sem sonhos, fingindo com sorrisos falsos
Que no meu mundo existem ainda histórias de amor.
Rezo orações que invento, em todas elas, teu nome
É a Ave Maria que sei rezar, no fim de cada oração
É só teu nome que sei dizer, escrever em meu rosto
Com as lágrimas que choro... chorando com a chuva
Que chora lá fora.

José João
10/01/2.017

sábado, 6 de janeiro de 2018

Preciso de um sonho

Preciso de um sonho. Todos os meus se foram,
Foram embora por caminhos que não sei,
Buscando quem nunca vi e nem sei se existe.
Com eles só não foram os soluços e lágrimas, 
Porque não sabem voar, mas até tentaram...
Os soluços, como arremedo de voz, coitados
Não se fizeram eco para ir ao vento gritando
Minhas angustias. As lágrimas, como loucas
Suicidas, saltavam dos olhos como desesperados
Gritos da alma que morriam sufocados
No silêncio denso do tempo que insistia
Em não passar. Preciso de um sonho, desses
Que ficam dentro da gente como se fossem
Acontecer a qualquer hora, desses sonhos
Que parecem com esperança, que se espera
Para amanhã, para logo mas...nunca vem


José João
06/01/2.017

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Perdas, ausências e vazios

As vezes fico parado no tempo olhando o nada
E sem nada fazer, fico a esmo, perdido no vazio,
Até me veem versos, mas não os escrevo,
Seriam tão tristes que não haveriam lágrimas
Que os chorassem. Ouço dizerem: eu sofro.
Me calo no meu silêncio mais mudo. Sofrer...
Sabem o que é isso? Sentir a dor da perda
Dentro da gente? Forte, queimando até a alma?
Uma dor tão doída, mas tanto, que faz viver
Ser mais difícil que morrer, faz chorar ser
Tão puco! Faz que o pranto se faça ridículo
Por não traduzir o que verdadeiramente
Se chora. Os versos se comprimem dentro
Da poesia como se esta também não tivesse
Espaço, nem razão, nem sentido de existir.
Os pensamentos voam perdidos, os sonhos
Se esvaziam e a ausência, vaidosamente cruel,
Faz que o silêncio, insista em mostrar o que é
Realmente, perda, saudade, solidão e dor

José João
02/01/2.018

domingo, 31 de dezembro de 2017

Como ave de arribação

Não sei onde estou, se perdido dentro de mim,
Ou de uma tristeza que não sei de onde vem,
Ouvindo o silêncio sussurrar uma canção
Que só eu escuto, que só eu sei sentir e chorar.
Deixo o pensamento solto buscar momentos
Que nem lembro mais, buscar sorrisos, palavras
Que esqueci de dizer, e uma ansiedade me toma,
Me faz querer ir, mesmo sem saber pra onde
Pois em qualquer lugar estarei comigo mesmo,
Com a mesma saudade, as mesmas lágrimas,
Os mesmos sonhos caducos, perdidos no tempo.
As lembranças povoam meus pensamentos
Como aves de arribação, voam pra bem longe,
Para além de horizontes desconhecidos e vão
Num triste e cansado valsar, esperando chegar
Em algum lugar onde ser feliz seja possível.

José João
31/12/2.017

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Tua saudade me beija a vida.

As lágrimas sempre calam minha voz
Quando quero gritar teu nome, te chamar no tempo,
Te trazer em sonhos, de dentro da alma, de mim
Para minha saudade, que como vida, se faz tua,
Toda e plena, na existência única de tua presença
Como se o tempo tivesse parado pra nós dois.
Um silêncio santificado toma todo o espaço
Num divino respeito aos nossos sentimentos
Que se eternizaram dentro de mim, ficaram
Como pedaços essenciais da própria vida.
Canto, em silêncio, canções com teu nome,
E sorrisos se espalham entre as lembranças
Que veem com as lágrimas brincando de amar,
Sim, de amar outra vez as mesmas coisas,
Os detalhes, que se fizeram histórias completas,
A rotina dos beijos que ainda dormiam nos lábios
Nas manhãs quando o bom dia se fazia luz.
As lágrimas sempre calam minha voz quando
Tua saudade me beija a vida.


José João
29/12/2.017


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Assim é mais fácil viver.

... e lá vou eu, indo a lugar nenhum, mas indo...
Levando comigo a saudade que deixaste...
A angustia de tua ausência no vazio de mim...
Levando sonhos mortos que não vale mais
Serem sonhados. Levo poesias que ainda não
Escrevi, algumas inacabadas e nunca mais
Serão poesias completas, só pedaços de mim
Escritos no tempo, que levo cuidadosamente
Como relíquias do que nem a esperança
Me permite mais ser, ou até mesmo sonhar.
E tu, não sei com vais, quais caminhos...
Quais marcas eu tenha deixado, se as deixei.
Em mim ocupas minha alma toda e plena,
Eu em ti, não sei, se me fiz teu vazio, tua falta,
É triste não saber o que se deixou no outro...
Se somos sonhos que ainda querem sonhar,
Se somos um tanto faz, um... já passou...
Por isso me preocupo em apenas amar...
Assim é mais fácil... dizer te amo,
Sem me preocupar que ouças, é melhor,
É viver sem a pretensão de viver.

José João
28/12/2.017

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Minha doce loucura

Que tua saudade seja infinda prece a ser rezada
E cada lágrima, uma pedra do rosário, uma oração,
Me darei todo, a alma ajoelhada a contemplar-te
Como se fosse divina minha loucura de amar-te

Me farei pecado, ser for preciso, para louvar-te,
Rezarei ladainhas que inventei com o teu nome
Até salmos criei, como pecador eu sei que errei
Deus há de perdoar-me sabendo o quanto amei

Me fiz devoto, servo... e só a te hei de entregar
Todos os sonhos, até os que ainda vou sonhar
E se for ainda pouco essa minha tanta devoção
Escrevo teu nome em cada lágrima que chorar

Te levarei carregada no colo do pensamento
Como fosses frágil flor inocente, adormecida
Mas que teu perfume, divino a envolver-me,
Faz que me seja perfumada a própria vida.

José João
25/12/2.017

domingo, 24 de dezembro de 2017

Sempre tenho o que esperar no Natal.

Ah! É Natal! Os corações batem forte, tudo é festa,
Os olhos sorriem, contam as alegrias que a alma sente,
O mundo de cada um se ilumina com sua própria luz,
Os sentimentos pulam, gritam, na algazarra do sentir
A alegria do ser, do amar, do se entregar, de ser Natal.
Alguns se entregam na mais perfeita e alegre solidão,
Aquela que é sentida a dois, entre sorrisos, suspiros
E promessas da eternidade dos momentos vividos.
(A solidão é divinamente bela quando é sentida a dois)
As estrelas fazem festa, a estrela cadente voa livre
Como flecha de luz a perder-se na imaginação 
De cada um. Quem está sozinho, em triste solidão,
Olha para o céu, vê a estrela cadente a ir-se longe,
Não se sabe pra onde, jura que seja um trenó
E chora em pedidos, quer sejam para a estrela
Quer sejam para aquele velhinho que, para alguns,
Só dá mesmo a esperança como presente.
Sento na beira do Natal, olho o céu, olho o tempo
E já espero o outro natal com o mesmo pedido.
Assim, sempre tenho alguma coisa para esperar.

José João
25/12/2.017


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Vida...é essa saudade de ti.

Quando chegas dentro de mim, meu coração grita,
Pula dentro do peito, alucinado, sorri para o tempo,
Fica criança outra vez. E eu!? Escrevo palavras
Que nem conheço, Escrevo sons que nunca ouvi...
Quando vens, meus olhos brilham e ... então choro,
Mas não é um chorar triste. É para que possa pintar, 
Com lágrimas, as cores que invento para deixar 
Tua saudade alegre, e ela fica risonha cheia de ti,
E, dentro da alma, se aconchega tão carinhosa,
Que sento na beira do tempo passivo para fazê-la
Dormir e nunca mais ir. Ah! Quando me chegas!
Em desespero, correm ao tempo, as tristezas, 
As angustias, até a solidão, parecendo louca,
Corre com os braços levantados, cabelo esvoaçado,
Tropeçando no tempo levando o silêncio nas costas,
Indo pra-não-sei-onde. Como é bom se estás aqui!
Com essa saudade alegre, colorida com cores
Que as lágrimas me permitiram inventar.
Te deixo dentro de mim, nessa tua saudade,
Que bem poderia ser chamada de ... vida.

José João
22/12/2.017

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Soneto de uma noite triste

É noite, os sonhos correm em louca agonia
E escondem-se na sua pecaminosa nudez 
Ela, toda nua, se entrega promiscua ao tempo
Que a faz amante e lhe acaricia passando lento

A solidão, por ciúme ou despeito, quem sabe?
Se prende no nada, sufocando, gritando calada
Que a noite é sua, e se espalha num vasto querer
E estar nessa noite é o mesmo que não viver

A lua, aparvalhada, olhando sem dizer nada
Se põe desenhando imagens no chão da rua
E eu, sentado, grito as dores dessa vida crua

Essa vida em que amar, é não viver, é chorar,
É o mesmo que ir sem ter lugar para chegar
Ou ficar e nunca mais ter pra onde poder voltar

José João
18/12/2.017

domingo, 17 de dezembro de 2017

Hoje

Hoje estou tão triste! Num desses dias
Que se precisa ajoelhar, chorar e falar com Deus.
A dor é tanta e não sei porque, é uma saudade!
De quem não sei, mas é uma saudade tão doída,
Mais que qualquer outra saudade já sentida.
Um nada ser! Um vazio que espanta os sonhos,
Que nem os pensamentos encontram caminhos,
Se perderam como fossem fumaça levada 
Pela brisa e esvaindo-se, sumindo no tempo
Antes de chegar em qualquer lugar. Lamentos,
São os gritos da alma que chora em silêncio.
Hoje é um dos dias que precisava falar com Deus,
Deitar em seu ombro amigo, senti-lo enxugar
Os prantos, contar os pecados que são segredos.
Contar dos adeus que ouvi e até hoje doem,
(E hoje mais que sempre). Ah! Que dia!!
Caminhei comigo mesmo, me dizendo coisas
Que só sei dizer se a solidão estiver comigo,
Inventei cantos, inventei sonhos, inventei beijos,
Inventei até um, eu te amo, sem ter a quem dizer,
Só não conseguir inventar um sorriso...
Pra mentir pra mim mesmo,

José João
17/12/2.017


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

... te procurando

Sou este que aqui veio apenas te buscar
Corri entre vidas tentando te encontrar
Cruzei estradas entre mares e sozinho
Vim e não te encontro em meu caminho

Caminhei pelo tempo, entre horizontes,
Percorri tardes do tamanho de uma vida,
Cruzei imensos desertos de solidão
Até caminhos que não tinham chão

Percorri rotas por entre estrelas perdidas
Chorava teu nome em versos que fazia
Nas noites tristes, caladas por tão vazias

Sou quem no mundo te busca sem se cansar
Que vai sem medo sonhando te encontrar.
Quem sabe me diga a vida onde tu possas estar!


José João
14/12/2.017

Eu, sem saber de mim.

  Já me escrevi como mentiras, como verdades,
Como histórias de dores que senti e chorei,
Já me escrevi em versos de angustias fingidas, 
De sonhos que não sonhei. Já fingi até ser eu mesmo!
Brinquei de sorrir bebendo prantos, gargalhei
Ironizando a tristeza que tanto doía em mim...
Povoei a solidão com imagens que inventei,
Enganei o silêncio fazendo que ele me falasse
Coisas que só a alma podia ouvir, e ele, o silêncio,
Se quebrava em ecos pelo tempo, jurando que era
Minha a voz com que ele contava meus segredos.
Já perfumei versos com o cheiro de lágrimas...
Brinquei de artesão com a saudade e lhe esculpi
Em forma de poesia, sem métrica, sem rimas,
Cheia da inocência transparente dela mesma.
Ah! Já me fiz tanto... que hoje nem sei de mim!
Se sou uma dessas histórias que ninguém acredita,
Se sou uma dessas mentiras verdadeiras, irônicas,
Que a vida insiste em contar pra fazer rir...
Quem me dera eu fosse o sonho de alguém...
Que me busque, quem sabe até em desespero...
E que por mim tenha algum zelo!?

José João
14/12/2.017

domingo, 10 de dezembro de 2017

Somos dois... dentro da mesma solidão.

Não estou mais só, agora somos dois
Dentro da mesma solidão. Eu, entre meus vazios
Te esperando, tu, dentro dos meus sonhos
Que vão te buscar nem sei onde, onde nunca vi
Mas sei que estás. Talvez até penses em mim
Como se eu fosse quem precisas. É a mesma, a solidão
Onde povoamos nossas ilusões, a vontade de nós...
Quem sabe estejas a beira mar! Olhar distante,
Perdido no horizonte tentando me ver chegar!
Eu, aqui também espero, as vezes numa nuvem
Que passa lenta como se olhando pra mim, 
Outras vezes num rastro que o sol deixa
Como estrada por sobre o mar. Por vezes, te juro,
Parece que a brisa passa sussurrando teu nome...
Será que também sentes assim? Essa nossa solidão!!
Cheia de nós dois, de nossos pensamentos...
Sei que estás aí, como sabes que aqui estou...
Assim não estou mais só, agora somos dois...
Dentro da mesma solidão.

José João
10/12/2.017


sábado, 9 de dezembro de 2017

Como te cuido ainda!

Cuido de te, dentro de mim, como se fosses
Minha própria alma, como se fosses a vida que vivo,
Te cuido, dentro da minha saudade, com tanto carinho
Que sempre choro quando vens, quando te sinto
Toda e plena como se fosses a verdade  dos sonhos
Que ainda sonho contigo. Te guardo dentro de mim,
Te faço de minha única e mais perfeita história.
Grito, dentro do meu silêncio, em confissões mudas,
Toda essa minha ânsia de te. essa vontade demente
De ser eternamente teu, sem tempo, sem distâncias,
Sem medo dos amanhãs, pois sempre serás eterna
Em cada um deles, para que sempre sejas mais.
Ontem te rezei orações, hoje te senti na saudade
Para amanhã, te faço desde agora, sonhos perfeitos.
Sempre foi assim e, ainda hoje, nesse vício de ti,
Nunca fui além de ser apenas teu, num entregar-me
Sublime de fazer infinito e eterno esse sentir. Te amar
Agora é tão divino, que percebi...o quão foi pouco 
O que te amei.

José João
09/12/2.017