terça-feira, 15 de abril de 2014

As dores que o tempo deixou

Lágrimas, lagrimas de dor, de desespero, como se fosse
O tempo chorando as dores de suas feridas
Em tempestades infindas choradas pelos meus olhos
Tristemente brilhantes pelo brilho dos prantos.
Gritos, como se fosse gritos de fantasmas alucinados
Querendo, pelo menos, serem ouvidos em suas orações
Que mais parecem lamentos moribundos por tanta dor
De estarem perdidos no nada sem serem ouvidos.
Suspiros, lamentos, buscados lá dentro da alma
Que, de joelhos, chora os tantos sonhos que morreram 
Quando ainda, apenas se faziam esperanças de um dia
Serem verdades, serem histórias contadas em poemas,
Em poesias de versos completos sem medo do fim.
Tudo de repente ficou triste, como se um imenso vazio
Tivesse engolido todas as cores, todos os sons...
As palavras se fizeram pequenas, sem razão de serem ditas
Se perderam na incoerência de um mórbido silêncio
Quando um adeus foi gritado com os olhos...
Porque a voz se recusou dize-lo... tanto era a dor...


José João
15/04/2.014



Acredito em fadas, em anjos, em...

Acredito em todas as belezas que os sonhos
Podem fazer verdadeiras dentro deles,
Acredito em fadas, essas que nos fazem ficar
Criança, maravilhada e demente com o amor
Quando nos tocam com suas varinhas mágicas.
Acredito nos sininhos divinos que nos fazem ouvir
Inocentes e ternos acordes se estamos apaixonados.
Acredito no Cupido, aquele maroto sapeca com aquela
Flechinha doirada fazendo traquinagem com os corações.
Acredito nos caminhos que as estrelas deixam ficar
Para que possam ir em sonhos, nos raios de luar,
Os pensamentos de todos aqueles que choram 
Procurando um carinho, uma voz que diga: Te amo.
Acredito até em anjos, desses que chegam na gente
Sorrindo inocente, brincando de colorir os dias,
Mesmo anjos sem asas, com a ternura no olhar,
Gritando carinhos que nunca vão ser esquecidos,
Acredito nesses anjos que vêm, que ficam,
Mesmo quando se vão, ficam dentro da gente
Na saudade que se faz oração para a alma.
Esses anjos que nos ensinam a amar!

José joão
14/04/2.014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Essas coisas do coração

Desde muito o tempo me fala de ti, acho mesmo
Que desde sempre, antes de te conhecer ele já falava
Que existias, me fazia sonhar contigo, ir te buscar
Em horizontes ainda desconhecidos, não me dizia teu nome,
Nem a cor dos teus olhos, não me fazia ouvir tua voz,
Nem sentir o gosto de teus lábios, mas gritava
Para minha alma a presença da tua, talvez, até acho,
Fazia meu coração pulsar em compasso com o teu.
Desde sempre te senti, pensamentos me vinham
Como se estivesses bem aqui, pertinho, dentro de  mim.
Um dia, como se fosse uma luz passageira, brilhante,
Dessa luz que passa e fica, que nunca se vai,
Dessa luz que aquece e ilumina a alma, essa luz
Que vai indo sem deixar rastros, mas que se sabe
Vai existir para sempre, em algum lugar distante,
E num lugar perto, bem dentro da alma da gente,
Assim te fizeste, uma luz que vai e não passa,
Uma luz que vai mas fica dentro dessa incoerência bela
E divina da beleza do amar, assim ti conheci,
Essa você que nunca vi mas que ficou dentro de mim.


José João
14/04/2.014




quarta-feira, 9 de abril de 2014

É de você que preciso para viver

Preciso de você, louca e desesperadamente,
Como se fosses o respirar, o sentir, o viver, o estar,
Preciso de você como se tudo fosse apenas resto.
Não vivo sem você... sem você não existe vida,
Toda ela, até mesmo antes de te encontrar,
Já te amava, já me fazia teu com toda a intensidade
De um sentimento que não sabia poder sentir.
Preciso de você, você se fez meu tudo,
Desde o ar até os sonhos mais bonitos que sonhei,
Desde os sonhos até os momentos lindos que vivi.
Existir...o que seria não fosse essa minha talvez
Loucura, viver apenas porque estás, porque és,
De nada mais preciso que não ser precisar de ti.
Não viveria sem você, sem que estejas dentro de mim,
Fazendo pulsar esse  coração que se desespera,
Que chora alucinado se não te sentir nos momentos
Mais perfeitos dessa minha incoerente existência.
Preciso de você dentro de mim, como te sinto agora,
Viva, intensa, enchendo minha alma de ti 
Na loucura dessa saudade infinita que se faz oração
Te buscando entre os vazios que tua ausência deixou.
Preciso de você ...ou pelo menos, dessa saudade de você.
Para poder dizer que ... vivo.


José João
09/04/2.014



terça-feira, 8 de abril de 2014

As lágrimas que meus olhos não choram mais

Jurei para  minha alma, com lágrimas nos olhos,
Que não choraria mais essa tua tanta saudade,
Fiz meus olhos prometerem a mim, convictos,
Que não chorariam mais tua saudade,
Que a brisa sussurrasse teu nome em melodias,
Que o por do sol refletisse a ternura de teu olhar,
Que a noite silenciosa trouxesse todas as lembranças
Dos ternos momentos que vivemos, que trouxesse
Os sonhos mais belos que sonhamos juntos,
Que tudo isso acontecesse, mas não choraria,
Nunca mais, tua saudade. Até mesmo quando, 
No frio da madrugada, a solidão se fizesse viva
Com toda a amargura que tua ausência me faz sentir,
Ainda assim, não choraria mais tua saudade.
Fiz promessa ao tempo, percorri outros caminhos,
Preenchi os pedaços vazios de minhas noites
Com sonhos novos, até mudei as plantas do jardim
Para nas manhãs sentir outro perfume, fiz tudo isso,
E finalmente meus olhos não choram mais tua saudade,
Essa tanta dor da tua ausência, essa tanta dor,
Minha alma agora chora nas poesias que faz,
São meus versos, as lágrimas que meus olhos
Não choram mais.


José João
08/04/2.014


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Te amei assim, com um amor simples

Te amei.... com o amor do mais simples mortal,
Um amor simples como aquele que nunca acaba,
Que nasce na alma, nela se cria, cresce e nunca morre.
Te amei com aquele amor de criança, que apenas ama
E não pergunta porque. Não escolhe hora pra dizer
Te amo, sorri sem motivo, fica demente, fica ávido,
Fica satisfeito e carente. Te amei com aquele amor simples,
Que não faz perguntas, que responde com o coração,
Te amei com toda a simplicidade de te olhar te amando,
Do doar sem pedir para receber, porque o amor simples
Sabe dar de volta na hora certa, sem mais e sem menos,
Na medida exata da necessidade de cada momento.
Te amei assim. Amei teus sorrisos mais alegres,
Amei teus sorrisos tristes, te amei até nos momentos
Mais confusos, exatamente naqueles que faziam parecer
Que não me amavas mais... é preciso saber sentir,
Aprendi a te amar assim, um amor simples,
Mas cheio de mim, cheio de minha alma, cheio de ti,
Cheio de nós dois, na simplicidade de um amor simples,
Desses que não acaba nunca, está sempre vivo...
Te amei até quando me dizias: Meu amor, por favor...
Hoje não. Te amei assim, com essa simplicidade,
Como a saudade que sinto agora, tão simples...
Que dói, que faz...simplesmente... chorar.


José João
07/04/2.014

Motivos para viver...

Motivos para viver...os tive um dia, belos e solenes,
Desde o horizonte onde escrevia teu nome nas nuvens,
Nas declamações em que tu eras a poesia perfeita,
Nas paródias que fazia com o nome das flores,
Sendo o teu a harmonia mais sublime da canção
Que minha alma cantava alegre no entardecer melancólico,
Mas cheio de ti. Motivos para viver...os tive um dia e...
Muitos, teu sorriso que me fazia devanear no tempo
Buscando os mais ternos sonhos, cheios de belezas,
Cheios de nós dois, de promessas verdadeiras,
Que enchiam nossas almas da mais verde esperança
De ser feliz, e a felicidade brincava como criança
Dentro de nós, de nossas almas, cativadas por carícias
Que nossos corações não cansavam de fazer...
Motivos pra viver...os tive um dia, teu doce perfume,
Que a brisa insistia em se perfumar e ir vaidosa
Em volteios leves mentindo nos jardins que era dela
O perfume. Motivos para viver...os tive um dia...
Incontáveis por serem tantos...e hoje...tenho apenas um,
Essa saudade incontida, que me enche a alma de ti,
Nesse vazio que me cerca agora, nessa agustia de existir


José João
07/04/2.014


domingo, 6 de abril de 2014

Um adeus que se fez vida

Meus pensamentos voam ao longe, cabisbaixos e tristes,
Buscam horizontes distantes, talvez até já perdidos
Nos ontens tristonhos que me ficaram como sabor 
Da angustia, da lancinante dor que me corta a alma
Em pedaços, cada um com uma dor diferente,
Deixando-a deitada no nada ruminando a sorte vilã.
As lágrimas caem efusivas, as vezes, outras, gota-a-gota
Como se fosse essa tanta dor transformando lentamente
Meu próprio sangue em pranto, como se apenas lágrimas
Não bastassem pra chorar todas as amarguras que agora
Me vestem e se fazem vivas, cheias de dolorida saudade
Que me cobre todo fazendo que eu seja o resto de mim.
As palavras se atropelam na garganta e morrem sufocadas
Nos soluços apressados que querem se fazer voz
E gritar a dor que a alma, quase desmaiada, chora baixinho,
Como se balbuciasse orações que só ela pode ouvir.
Os prantos, levados pelo olhar de desesperada angustia,
Correm sem rumo no espaço, por não saberem
O caminho do céu, que se perdeu quando um adeus,
Mais doloroso que qualquer adeus, se fez vida
E como parte da alma, nela ficou para sempre.


José João
06/04/2.014


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Flor, Bela poesia triste.

Fica comigo, deita-te em minha alma, mas se fores,
Leva-me dentro de ti, como te deixo dentro de mim,
O teu espaço terno, cheio dos meus tantos-te-querer
Refazendo meus dias nos sonhos que deixamos ficar.
Beija-me com o gosto da primeira vez, o primeiro beijo,
E leva-o contigo que o gosto de teus lábios guardarei,
Lá dentro do melhor pedaço de mim, como se fosse
A mais perfeita troca da beleza de nossas almas,

Espera amor, deixa que o tempo se esgote lentamente,
Saboreia docemente essa minha vontade de ser tua,
Porque a vida, amor, não deixa repetir esses momentos,
A vida é como se fosse um sonho e acordamos sempre.
Na verdade, acordamos sem sabermos onde estamos
Canta, amor, os hinos que só os amantes sabem cantar
Assim me fazes Flor, Bela poesia viva... imortal


José João
03/04/2.014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma poesia vazia de mim

Queria não estar assim, entre mim e o medo de mim,
Ou talvez nem medo seja. Raiva, talvez, pela covardia
De não gritar minha dor que fica forte mas calada
Dentro do silêncio que me sufoca, me deixa inerte,
Preso em um vazio onde estar é mesmo que nada ser.
Me resumo no ácido amargo das palavras que calo,
Na afiada voz cortante dos pesadelos que a alma grita,
Cheios de dor, de amarguras, ruminando o gosto
De uma solidão que engole os momentos como engoliu
Os sonhos, os desejos, até as mentiras ilusórias
Com que enganava a alma carente de sonhos novos.
Não sei mais quem sou, até a saudade que ontem
Brincava comigo, trazendo pedaços de mim que ficaram
No tempo, trazendo fragmentos das história vivas,
Histórias que me fizeram escrever poemas com a alma,
Que me enfeitaram o corpo em rimas completas e coloridas,
Agora se fazem palavras mudas em versos moribundos,
Cansados de se fazerem pensamentos perdidos,
Desesperados,  indo ao tempo como um grito sem eco 
De uma poesia sem começo, sem fim e... vazia de mim.


José João
02/04/2.014

domingo, 23 de março de 2014

Por apenas um sonho

Hoje meus olhos acordaram alegres, sorridentes,
Sorriram para a  manhã, sempre igual a todas as outras,
Mas hoje, meus olhos coloriram até o tempo,
As mesmas paisagens de sempre foram vestidas
Com outras cores. As lágrimas brilhavam felizes,
Cheias de doce alegria, desenharam até um arco-íris.
 O olhar se perdeu no horizonte, correu entre nuvens,
Se fez criança brincado de brincar
A alma se iluminou, brilhou, refletiu luzes, engoliu belezas
Que ontem nem existiam, tudo ficou belo, mágico,
Os pássaros inventaram novos acordes, mais alegres,
A brisa ficava cantando baixinho canções desconhecidas,
Mas tão belas que o tempo parava para ouvir.
Essa manhã o paraíso renasceu para enfeitar meus olhos,
A tristeza sorria alegremente abraçada com a saudade,
A solidão corria como louca buscando um lugar
Para se esconder. A angustia, toda alvoroçada,
Olhos por sair das órbitas, não encontrava onde ficar,
Gritava alucinada, correndo entre os sorrisos da manhã
Sem ter onde onde ir, isso porque nessa noite,
Talvez por vontade divina, todos os meus sonhos
Foram contigo. A noite se fez tua nos sonhos que sonhei.
E a manhã ficou assim...cheia de ti.


José João
22/03/2.013

quinta-feira, 20 de março de 2014

A saudade que te traz pra mim

Que  a saudade diga, quantas vezes minha alma
Precise ouvir, que tu estás bem aqui, dentro de mim,
Que te ouço no silêncio da noite, que te respiro
Na brisa cálida das manhãs, me visto de ti...
E brinco de ser nós dois nos sonhos que me permites
Sonhar, como se vivê-los fosse viver contigo outra vez.
Me desnudo de qualquer outro pensamento que não seja
Pensar em ti, qualquer um outro se faria intruso,
Sem razão, sem espaço, e sem idade para existir.
Que minha alma se faça cativa da saudade
Que te traz através do tempo impondo submissão
Ao esquecimento, que cabisbaixo, te deixa ficar
Como se ele nem existisse pra mim...pra nós,
Para todos os momentos que ficaram repletos
De nós dois e que até agora se fazem vivos...
Tanto, que as lágrimas caem dos olhos, em alegria,
Enganadas pela saudade que toma tua forma,
Assim, minha alma exulta teu nome, e feliz grita
Para meu coração te amar ainda mais.


José João
20/03/2.014

quarta-feira, 19 de março de 2014

Te amar é uma prece

Deixa que te ame como se o sempre fosse amanhã,
Como era antes, como te amava antes. No hoje...
Mais que ontem e no amanhã, bem mais que no hoje.
Deixa que ainda te ame assim, como se o tempo
Tivesse parado e a saudade de ti se fizesse tua presença.
Deixa que te perpetue dentro de mim, dentro de minha alma,
Que te deixará viva no prazer de te guardar, te fazer divina,
Como se tudo de mim tivesse sido feito pra ti.
Vou te rezar como oração, minha prece mais sublime,
Te pintar em versos, harmônicos, perfeitos,  cheio de voz,
Que falarão de um amor que transcende o espaço e o tempo,
Que transcende a existência até do que se pensa existir.
Vou me permitir te sonhar todas as noites, ainda que
Dentro do silêncio taciturno da solidão, que apenas 
Se fará um lugar, escondido do mundo, para te encontrar,
Sem os olhares curiosos nem da angustia, nem da tristeza,
Porque tua presença se fará tão forte que até minha alma
Se abrirá em sorrisos como se estivesses apenas brincando
De se esconder dentro da noite para que no alvor da manhã,
Com teus olhos sorrindo, me digas baixinho: Te amo.


José João
16/03/2.014





domingo, 16 de março de 2014

Eu. Um coleciona(dor) de mim

Sou um coleciona(dor) de coisas diferentes,
Coisas que ninguém quis ou quer guardar (nem eu),
Mas a vida me fez assim, guarda(dor) daquilo...
Que ninguém queria guardar, talvez por medo,
Mas a mim, a  vida nem pediu, me impôs e me fez assim.
Coleciono lágrimas, são tantas, muitas já choradas,
Outras guardadas dentro de mim, as mais valiosas,
Guardadas dentro da alma para ocasiões especiais
(As dores mais doídas). Coleciono olhares distantes,
Perdidos em horizontes onde só o pensamento pode ir,
Olhares tristes, carentes de brilho, carentes de luz...
Coleciono tristezas também...pequenas, infinitas,
Tristezas antigas, tristezas que ainda vão vir...
Ah! Sonhos!! Sou coleciona(dor) de sonhos, ilusões...
Sonhos com os quais engano a solidão, inquilina constante
De minhas noites. Ilusões com as que me engano,
Faço delas mentiras verdadeiras e engano os amanhãs.
Só não aprendi colecionar adeus... me foi dito apenas um
Mas me ensinou colecionar todas essas tantas tristezas...
A ser um álbum completo, repleto, cheio do vazio de mim 


José João
16/03/2.014








sexta-feira, 14 de março de 2014

Um tempo que não quer passar

Me fiz lágrimas na poesia que minha alma chorou,
E nela, meus olhos se fizeram saudade e deles caí...
Caí nos pés da solidão, que em solene silêncio,
Me olhou cativa, e como se eu não fosse apenas lágrimas,
Me carregou no colo e me deitou na noite 
Para esperar os sonhos coloridos que não vieram mais.
E como lágrima, na madrugada fria que chorou comigo,
Me misturei ao orvalho para beijar as flores
Na desesperada e vã tentativa de sentir teu gosto.
Me fiz dor como penitência por viver com tua ausência,
E me deixar viver com a falta de ti. Lágrimas...dor...
Até a tristeza fez morada em mim, me tomou 
Como se fosse dona das horas e não permitiu
Mais nada que não fosse soluços dementes, cansados,
Frustrados por não poderem ser o grito que os versos
Que minha alma escreveu e me fez de lágrimas,
Não puderam gritar, porque aquele adeus
Não se fez palavra de gritar...só de sentir e chorar.
Me fiz pedaço de um tempo que insiste em não passar,
Que não quer ser amanhã...que insiste em esperar,
Esperar...esperar...esperar...

José João
14/03/2.013




terça-feira, 11 de março de 2014

Nosso pé de flamboyant

Ainda lembro todos os detalhes de nós dois,
Abraços, caricias, beijos... desses lembro todos,
Até aquele que me deste sob o pé de flamboyant,
Alegre, florido, como se cada flor fosse um sorriso,
Que ele, carinhosamente, dava pra nós dois... 
Ele e a brisa conspiravam para nossa alegria
Tanto que ela lhe balançou os galhos e caíram,
Aos teus pés, como se fosses princesa, tantas flores
Que te fizeram um tapete, como se quisessem
Que não pisasses o chão. Tu sorrias como criança
Que se vê vestida de amor brincando com a felicidade.
Ah! Como lembro de nós dois! Teu olhar cheio de ternura
Correndo com o meu ansiosos para contar
Para nossas almas que elas poderiam ser só uma
Porque assim seria mais fácil ouvir nossos corações
Que também se fizeram só um. Meu amor ...
Como te amei...meus olhos agora choram, gritam
Tua ausência, imploram uma imagem tua,
Mesmo perdido no tempo...tento buscar ...
Me sento naquela raiz onde gostavas de sentar
E minhas lágrimas caindo em busca da lembrança de ti
Regam silenciosamente o pé de flamboyant
Que, desde tua partida, não se preocupou mais em florir
E assim choramos tua ausência e a saudade de ti.


José João
11/03/2.014











sexta-feira, 7 de março de 2014

Saudade, poesia do começo ao fim

-Sou, talvez, quem mais te dê lugar no coração,
 Assim como se fosses amante, dessas amantes que
 Uma vez dentro da alma, não se vai mais, nunca.
 De onde vens já nem interessa, me entreguei,
 Assim...todo, pleno, na demência da própria vida,
 Dei todos os meus sonhos, pensamentos, momentos
 E tu...sem perguntar te fizeste dona de mim, 
-Não precisava perguntar, tua alma era tão carente,
Sabia todos os teus sonhos, chorei contigo...
Não sabes, mas contigo chorei todos os adeus
Que te doeram, que te deixaram a alma triste,
Ajoelhada no tempo, como se implorasse perdão
Até por pecados não cometidos, Senti pena de ti.
Mas sabia que me verias um dia como também tua
Não é a toa que me escreves do começo ao fim
Da poesia, como se eu fosse tua única inspiração
-Sabias que me tornaria teu assim como sou agora?
-Ah! Sabia. Aqueles que amam como tu sempre me vêm...
 Uma duas, tantas vezes quanto os adeus que escutam,
 Dizem heresias as vezes, mas entendo a dor que sentem,
 Alguns, assim como tu, tentam fugir entre risos fingidos,
 Dão gargalhadas mentirosas... cheias de lágrimas...
 E me escrevem do começo ao fim da poesia. Irônico, Não é?


José João
07/03/2.014


A solidão dos meus caminhos

Meus caminhos, acho foram todos percorridos
Por tristezas, regados por lágrimas, e as marcas
Deixadas foram os passos da solidão que se fizeram
Rastros profundos como se nada mais pudesse
Por eles passar e deixar outras marcas.
Neles, o silêncio é tão atroz que até o eco 
Dos meus soluços se perdem no vazio do tempo,
Ficam mudos, parados, inertes como voz
De moribundos suspiros que desesperados
Tentam se fazer oração pedindo consolo para a alma
Que se derrama em prantos pelas tantas perdas,
E de joelhos, se parte em tantas quantas são as lágrimas
Que os olhos despudoradamente choram.
Caminhos. Meus caminhos! Onde até os horizontes
Se perdem lá no fim dos meus olhos que insistem
Em vê-los sem cor, sem beleza, e sem sol,
Como se o cinzento triste, esse cinzento cor da dor
Que veste a alma quando se faz maior que tudo,
Até da vida, que ainda assim insiste em  se dizer ...vida


José João
07/03/2.014





quinta-feira, 6 de março de 2014

Te esquecer... é o mesmo que não viver

Lembro bem dos nossos dias, noites, madrugadas,
Promessas ditas por nossas almas sorridentes e amantes
A se fazerem nossas verdades, sonhos coloridos de nós dois
A brincarem de fazer eterno nossos momentos,
A plenitude de um sentimento infinito nos deixando repletos
De nós, eu de ti, e tu de mim e nossos corações apenas um,
Pulsando por nós como se chamasse nossos nomes
Em canções cheias da beleza divina dos apaixonados.
A saudade me deixou imune às coisas do tempo,
O esquecimento se deixou ser esquecido para sempre estares
Onde meus pensamentos possam te buscar, a qualquer momento.
Te fiz meus dias para poder vive-los, te fiz vida para poder viver.
Te fiz minha única razão para não sucumbir no vazio da loucura 
Com que tua ausência se apossa de mim como fatídica dona.
Te sonho, amor, em todos os meus sonhos, e neles te faço viva
A me tomar de mim, a me invadir e me deixar cheio de ti,
Te sinto como perfume, como a essência que a vida pede
Para ser vivida, não fosse assim... eu já não seria eu. 
Tu és o meu mais perfeito sonho, o melhor pedaço de mim,
Tanto, querida, que meus olhos choram alegres
Quando minha alma lembra de ti...


José João
06/03/2.014


terça-feira, 4 de março de 2014

O tempo não faz passar a saudade

Tempo...que me faz vagar entre as horas, os dias,
Me faz recordar momentos que já julgava mortos,
Traz dores, angustias, me traz saudades que doem,
Que se deixam ficar nas noites, na insonia que me toma,
Fazendo que  não queiram passar e, sem pressa,
Se arrastam como se fossem um caminho longo e doloroso
Onde a alma se perde chorando tristes lamentos
Em murmúrios inaudíveis que nem seu próprio silêncio 
Permite ouvir. As madrugadas se fazem distantes, o alvorecer
Parece um horizonte perdido entre a bruma fria,
Lá longe, no fim de cada noite que insiste em não chegar.
Tempo e distância se confundem, se juntam, se abraçam,
Até permitem ao esquecimento fazer vagar no pensamento
Pedaços, fragmentos do que se foi, mas de repente, 
A saudade chega e tudo se faz mais completo
Para assim a dor se fazer maior, preencher os vazios
E se fazer mesmo dor, mais voraz e mais completa.
Ah! Esse tempo que se faz distância! E quanto maior
Se faz, não sei a razão, maior é a dor da saudade,
Pelo menos em mim que...nele me perdi.


José João
04/03/2.013








domingo, 2 de março de 2014

Um porto, um adeus e o horizonte

O sol vai lentamente indo embora, o céu fica colorido,
O mar caminha lento, as ondas, como lágrimas vadias,
Beijam a areia, deitam-se nela como se fosse um colo
A se fazer  inocente leito para ouvir os lamentos
Que certamente trazem de portos distantes
Onde um adeus foi dito em lágrimas, de quem partiu,
Ou ficou. Lágrimas tristes caindo no rosto,
Um olhar perdido para muito além da saudade
Que se faz promiscua, amante de quem fica
E de quem vai. Um aceno doloroso, gritando 
Com as mãos o que os soluços não permitem gritar,
O coração pulsa mais forte, uma falta de ar...
Como se uma dor que nem é dor, sufocasse até a alma,
O peito parece comprimir o coração e até o silêncio,
A distância a se fazer maior... No horizonte, o por-do-sol
Tão lindo fica triste, e tudo em volta se faz vazio,
Se faz nada. Só não a vontade de chorar, gritar,
Correr, sem ter lugar para ir, pra onde quer que se vá
A dor será sempre a mesma. Assim é o adeus
Para quem...ama.


José João
02/03/2.014



sábado, 1 de março de 2014

Aprendi a amar assim

Não tenho medo do amor e nem de amar sem limites,
Intensamente como se tudo fosse feito de emoções,
Essas emoções que nos toma e nos fazem até dementes,
Sabendo chamar apenas um nome como oração.
Não tenho medo da dor que um amor do tamanho do infinito
Possa deixar quando for dito um adeus do tamanho do mundo,
Aprendi a amar sem medo de chorar, sem medo dos fantasmas
Que a angustia faz nascer. Aprendi a atravessar oceanos
Cheios do denso vazio da tristeza, e da tempestiva solidão,
Aprendi a deixar o coração bater alegre, gritando versos
No pulsar que lhe deixa a sussurrar feliz a oração dos amantes.
A vida não é um teatro que permite ensaios. Para a vida,
As horas passam, não voltam, e tudo vai embora,
Aí o arrependimento do não ter feito, e a sensação 
Angustiante da perda. Não me importa se um dia meus olhos
Se farão fonte a derramar prantos, se minhas lembranças
Se farão sonhos cheios de dor e saudade. Não importa.
Importa apenas amar...amanhã se tiver que atravessar
Um mar de todas as dores, angustias e solidão...
O amor me ensinou a nadar. Foi assim que aprendi amar.


José João
01/03/2.013






Minha eterna poesia

As vezes a brisa me vem tão suave, tão terna,
Como se fosse tua voz a me cantar uma canção
De sublime e divina beleza, acariciando meu coração
Que pulsa pela alegria de ti ouvir e chora pela tristeza
 De tua ausência. A distância se faz no caminho do tempo,
Que continua te lavando, mas a saudade te deixa pra mim.
Como se tudo tivesse sido ontem e a canção da brisa
Continua, convidando minha alma pra sonhar.
Ah! Amor, como precisei de ti? Como preciso de ti!
Te deixo comodamente dentro de mim e me faço teu,
Assim como se fosses luz na escuridão de uma noite fria,
Por isso, amor, difícil viver sem você, e não viveria,
Não fossem os sonhos que me deixaste, o perfume
Com que me vestiste a alma, e essa lembrança viva
Que o esquecimento me permitiu guardar.
Nunca foste o antes, nem o depois, és sempre,
Como a eternidade da uma poesia que por si só se fez
Divina. Sem ter sido escrita por ninguém por tanta perfeição.


José João
01/03/2.013






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ah! Essa minha saudade de ti!

Ontem gritei teu nome... cada letra uma lágrima,
Gritei teu nome como a oração que minha alma
Precisava para rezar, e joelhada, entre soluços,
Em postura solene, rezou teu nome como se só dele
Precisasse para se fazer viva. Ontem, minha saudade
Te olhou nos olhos, te ouviu a voz, sentiu teu perfume,
Ontem minha saudade sentiu o gosto de ti,
Até a solidão, que se fazia senhora do meu tempo,
Fugiu em passos largos, quando meu sonho te trouxe
Com toda a exuberância de tua pura e divina beleza.
Te fizeste luz na minha carência de ti. Ti fizeste um sonho,
O mais perfeito, a invadir tua ausência que dentro de mim
Se fazia dor, me enchia de vazio, desse vazio que se faz
Denso, como se a vida nada mais fosse que apenas estar.
Ontem, quando minha saudade me vestiu de ti, minha alma
Se acendeu em chamas vivas, labaredas ardentes,
Trepidantes, alegres, como se a vida começasse outra vez,
Cheia de ti. Ah! Esses meus sonhos! E essa minha saudade!
Que te traz, que me faz ser teu, brincando de fazer o tempo
Não passar. Ah! Essa minha saudade de ti! Se faz que seja
Apenas ela essa minha vontade de viver.


José João
27/02/2.014







domingo, 23 de fevereiro de 2014

As mentiras dos meus sonhos

Meus sonhos! Ah! Esses meus sonhos! Ficaram mentirosos,
Enganam minha alma, se fazem ilusões cheias de coloridos,
Constroem momentos que existem só mesmo neles.
Mas talvez seja minha culpa. Permitir que a solidão,
A angustia e toda minha carência  lhes escrevam os enredos, 
Assim, talvez para enganar a dor, eles inventam histórias
Que a alma inocente se entrega, acredita e neles se deixa ficar
Até quando o tempo se cansa e grita que é tudo mentira,
Aí então o mundo se faz cheio de nada, se faz cheio de momentos
Vazios, sufocando no peito um grito que se faz soluço,
E vai ao mundo como se fossem lágrimas gritando a dor
Que os olhos choram em prantos num silêncio dolorido
Com o olhar perdido no vazio de um horizonte que perdeu a cor.
Uma saudade se faz forte, doída, como se fosse de sempre
Mas é apenas saudade que se fez pela dor da perda
De um momento que era simplesmente ilusão, mentira,
Que faz a alma ajoelhar-se no nada, pedindo que o tempo
Passe de pressa para a dor se fazer um passado distante,
Mas para o tempo, a dor é uma passageira sem pressa,
Amiga da saudade que chama a solidão, amiga da angustia,
Que espera a carência se fazer mais forte, para que os sonhos
Mentirosos, ilusórios se façam vivos e enganem a alma
Como agora fizeram com a minha.


José João
23/02/2.014





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Me ensinaram ser poeta

Não me fiz poeta. Não sou poeta porque quis ser poeta,
Sou por conta das brincadeiras que a vida apronta
Com o coração, com a alma... essa brincadeira
De saber dizer da saudade que fica dentro da gente...
De saber chorar as dores, sem medo do ridículo,
De ser amigo da solidão que tantos sentem medo,
Me fizeram poeta, me ensinaram a amar e dizer: Te amo,
Olhando  dentro dos olhos e falando com a alma,
Me ensinaram sentir o coração pulsar por uma paixão louca,
Que não diz a hora de chegar...apenas chega e fica.
Me ensinaram que amar é não ter medo de sofrer, chorar,
Que cada segundo de felicidade pode-se fazer eterno,
E se for preciso, por ele, chorar uma vida. Vale a pena.
Não me fiz poeta, me ensinaram se-lo. Me ensinaram
Ouvir o silêncio da noite e dele fazer parte,
Que a angustia da solidão faz as horas passarem lentas,
Que esperar a madrugada para ver as estrelas irem,
Como se buscassem outro mundo para brilhar
Levando nossos sonhos com elas, é ser poeta.
Me ensinaram saber chorar baixinho minhas dores...
E sorrindo, dizer que é uma dor alheia.
Não sou poeta porque quis ser...me ensinaram ser


José João
20/02/2.014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Em cada caminho um pedaço de mim.


Acho que me perdi nos caminhos por onde passei,
Fui deixando pedaços de mim. A cada caminho percorrido
Ia me fazendo restos, iam ficando sonhos, lembranças...
As saudades cresciam, as minhas saudades, e triste, hoje vejo,
Não me fiz saudade de ninguém. Outras estradas se abrem,
Mas não se fazem horizontes, se fazem só até ali, 
Onde qualquer soluço de dor alcança, não se faz um caminho
Risonho, desses caminhos onde a alma em risos brinca de brincar,
De sorrir entre os versos que a brisa declama sorrindo,
De sonhar sonhos coloridos cheios da ternura verdadeira
Da doce vontade de amar. Me deixei ficar, não vim comigo.
Me fiz escombros, voz reticente, mãos tremulas, olhar perdido,
Lembranças mortas, não me trouxe comigo. Sou outro,
Já fui uma lágrima que alguém um dia chorou por saudade,
Mas se um dia fui sonho, me fiz pesadelo, desses que ninguém
Quer sonhar, nem lembrar ao acordar. Me fiz fantasma de mim.
Um dia deixei rastros, mas ninguém quis seguir. Olhei para trás,
Ninguém, deixei rastros de lágrimas, deixei poesias soltas,
Gritando ao tempo minhas vontades, medos até meus remorsos,
Acho, sentiram medo de minhas verdades, acharam melhor
Que seguisse sozinho... até quando... não sei.


José João
20/02/2.014

Hoje, a noite chorou comigo

Madrugada, frio, chuva fina, preguiçosa, cai em suspiros
Como se o tempo estivesse com preguiça de chorar,
Ou como se lhe faltasse lágrimas, como se fossem
As últimas da noite. O silêncio insistia em querer ficar,
Mas os pingos da chuva, como lágrimas carentes
Da noite, caiam com um som abafado sobre a rua
Que já levava as minhas, que saiam aos cântaros,
Sem preguiça nem cerimônia, alucinadas chorando minha dor
E levando meus mais doces sentimentos a se afogarem
Na chuva do tempo e de lágrimas que em oceanos se faziam
Cheias do vazio de mim, sem nem mais sonhos para sonhar.
Da janela, via a noite chorosa, chorando comigo
Ao som do pulsar de um coração que embriagado de solidão
Balbuciava um nome que não sabia esquecer, que ficou
Preso na alma como cicatriz aberta para que a dor
Faça lembrar sempre que um dia um amor maior que tudo
Existiu e antes de se fazer vivo se fez saudade.
A noite lentamente ia indo embora, cabisbaixa e triste,
O dia vestiu um manto cinzento, escondeu o sol,
E a solidão, a angustiante solidão, continuou a mesma
Como se pra ela, o tempo pra mim não existisse.


José João
20/02/2.014
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Será que é mesmo loucura?

Loucura. Talvez até seja. Não te conhecer...
Buscar um nome no tempo, que sei, nem é o teu.
Te gritar em desespero perguntando ao mundo por ti,
Não ter resposta e ainda assim dizer: Te amo.
Talvez seja loucura ver teu rosto desenhado
No céu do horizonte, um rosto que faço ser o teu,
Meu olhar te busca, minhas lágrimas choram,
E minha alma se ajoelha rezando orações silenciosas
Como se um milagre pudesse acontecer.
Loucura, eu sei, te beijar nos meus sonhos,
Sentir teu perfume trazido pela brisa que nem sei
De onde vem. Sentir o vento como se fosse tuas mãos  
A acariciar meu rosto. Ouvir tua voz no sussurro do mar
Que canta uma canção  que penso ser pra mim...
Falando de um amor tão infinito quanto eterno.
Alguém errou ao nos dar apenas uma alma e nos fazer
Nascer tão distantes, onde apenas meu pensamento
Pode te encontrar e minha alma te sentir.
Sei que sabes que existo, só não sabes onde estou...
Assim como eu...mas nossas almas vivem juntas,
Apenas nossos corpos ainda não se encontraram...
Mas querida, vem logo...é preciso.


José João
17/02/2.014






sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mentindo pra minha alma

Amei, amei como se o amor fosse uma doce loucura,
Me entreguei sem pensar em prantos, adeus ou saudade.
O momento se fez infinito, eterno em cada olhar, cada beijo,
Até num simples tocar de mãos, nos passeios entre flores
Desabrochadas na primavera, perfumando nosso espaço,
Amei com toda minha alma, que se entregou, desde o começo,
Como se o tempo tivesse parado o mundo e começasse dali,
Com nós dois, parecia até que criamos o amor pra nós,
E ele se fez passivo em nossos corações e almas.
Entramos um no outro numa perfeita fusão de alma e carne
A nos fazermos apenas um. Como te amei! Como te vivi!
Me fiz teu, todo teu, me entreguei a ti servir cativo,
Vivendo teus sonhos como fossem meus, respirando teu ar
Como se precisasse respirar por nós dois, me fiz teu,
E ti fiz a plenitude de mim, ti fiz minha sofreguidão de viver.
Deixei de sonhar meus sonhos, os teus eram mais belos,
E aprendi a ti amar mais que a mim mesmo. Não fosse assim
Não saberia viver, afinal era esse amor que me fazia ser eu.
Ai, amor! Até a vida chorou quando um adeus em silêncio,
Sem tempo de ser dito, nos separou. E agora digo que vivo
Pra enganar minha alma, que te chama tanto e sempre digo a ela
Que foste só até ali, naquele horizonte que nunca vimos...
Mas que vais voltar... um dia

José João
14/02/2.014





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quero acordar contigo

Quero amanhecer entre teus braços, sorrindo,
Como se fosse criança que não sabe porque ri,
Ou como um amante que a noite, como navio de sonhos,
O levou a passear por horizontes coloridos, paraísos
Floridos, cheios de beijos, abraços, ternura e vida.
Quero amanhecer ouvindo teu respirar cheio 
Do cansaço sublime da noite, cheio da vontade
Saciada de nós dois, e tu, tranquila, num sonho inocente,
Se deixar realçar com o raio de sol que pulou a janela
Para te deixar mais bela. Quero embalar teu sono,
Acalentar teu sonho e deixa-lo vivo pra nós dois.
Quero acordar com teu perfume me chamando
Carinhosamente pra te admirar, te ver divina imagem
De mulher entre os lençóis que quase não te cobrem,
Me alucinar o desejo com essa visão santificada,
E entre pecados inocentes me entregar a te servir.
Quero o teu primeiro olhar, o teu primeiro sorriso 
Da manhã e te sussurrar baixinho: Te amo.
Mas onde estás? Já te mandei poesias, versos
Cheios de mim, já te mandei todos os meus sonhos,
Até cartas escritas com lágrimas de esperança,
Acho que o tempo não te encontrou. Mas não canso,
A espera me faz ficar mais pronto pra ti. Te amo.
E não sei quem és.


José João
10/02/2.013


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Perdi o medo

Não tenho mais medo do silêncio da noite
Nem da frieza da solidão. Não tenho mais medo da tristeza,
Nem de sonhar os sonhos vazios que ficaram e se fazem
Minhas verdades de agora, mesmo assim doloridas.
Não tenho mais medo de ir buscar, lá atrás no tempo,
A beleza dos teus olhos e os versos que pra eles escrevi.
Meu medo seria não ter o que lembrar de ti.
As vezes me surpreendo pensando em nós dois - difícil -
Porque na verdade, nos meus pensamentos, só cabe você,
E te vejo como se o tempo tivesse parado naquele olhar
Que me sorria alegre gritando com a alma um amor
Que só eu sabia, só eu sentia, só eu vivia.
Não tenho mais medo de chorar minhas lembranças,
Não tenho mais medo de ser ridículo - como dizem -
Quando choro tua saudade que sempre ficou comigo
Como se fosse um pedaço de ti me acompanhando
Pelas estradas que me deixas agora percorrer sozinho.
Não tenho mais medo de te buscar dentro de minha alma
Onde te guardei para te ter sempre perto, estar contigo, 
Te ter como se tivesses ido apenas até ali e... voltar logo,
Sorrindo, brincando de se fazer saudade.

José João
09/02/2.014





sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

...Vou te amar mais ainda

Que a noite não passe, que a saudade me marque,
Me deixe na alma essa tanta vontade de ti.
Que o amanhecer faça da noite qualquer ontem
Desde que deixe, o que contigo, nos sonhos senti

Que a solidão se deixe ficar contando suas histórias,
Que lágrimas caiam em meu rosto em doce silêncio
Não me importa se a noite lá fora nada me deixa ver
A mim, me importa, por tudo isso, não te esquecer

Que importa se é tão triste a canção que a brisa canta!
Como se a noite estivesse chorando baixinhos lamentos
Que importam solidão, saudade, lágrimas até o silêncio
Dor seria não ti sonhar, aí estariam os meus tormentos

Se o amanhã custar tanto a chegar, por culpa da noite,
Que por pedido da solidão teima em passar devagar
Se no alvor da madrugada fria meu frio aumentar
Não importa, desde que contigo possa ao menos sonhar

Se o silêncio sombrio da noite escura insistir em calar
Minha voz reticente, mas vontadosa de teu nome chamar
Se tudo se fizer vazio por essa tanta e doída ausência de ti
Vou, com toda  força de minha alma, para sempre... ti amar


José João
07/02/2.014








quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Foi apenas um sonho

Hoje fui te buscar nos meus pensamentos,
 Nos meus sonhos, e te encontrei sorrindo pra mim.
Saímos de mãos dadas, corremos contra a brisa,
Deixamos as ondas beijarem nossos pés,
Brincamos de adivinhar desejos, nossos desejos.
Andamos na direção do horizonte, passos lentos,
Nossas mãos se tocavam em carícias inocentes,
Nossos olhares se encontravam sorrindo,
O vento esvoaçando teus cabelos que insistiam
Em te acariciar a face, teu sorriso aberto, lindo,
Brincando de enfeitar teu rosto, um olhar terno,
Como se fosse um pedido, nossos lábios se roçaram
Como se procurassem o gosto de nós,
De nossas almas, depois um beijo, um sublime
Momento da entrega de nós dois. Teu corpo
Com gosto inocente, gosto de mulher, tuas mãos
Em meu rosto, um horizonte esperando nós dois
E o por do sol se fazia caminho para nossos sonhos,
E nós, como se todo o tempo do mundo fosse nosso,
Deixávamos as horas paradas,  perdidas de nós.
De repente um suspiro, um soluço, talvez,
Acordo e vejo a solidão sentada num canto
Chorando, dizendo ela, por saudade de mim. 
Não entendeu que foi um sonho... um sonho apenas


José João
05/02/2.013

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Velhos tempos que hoje me visitaram!

Hoje deixei minhas lágrimas soltas, livres
Para contarem ao tempo minha história,
Fui buscar nomes, momentos, lugares,
Deixei o pensamento fazer-se estrada
E dele me fiz passageiro, voei, voltei e me vi
Entre abraços, beijos, até os que não foram dados
Mas se fizeram vivos por terem sido vontade.
Andei por caminhos onde um dia meus passos
Deixaram marcas no chão, agora apagadas
Pelo tempo. Vi jardins onde um dia sentei para sorrir
Com as flores, agora cheios de outras histórias, 
As minhas ficaram perdidas, esquecidas,
Eram outras as flores, era outro o tempo que passou.
Meu pensamento foi buscar até sorrisos que ficaram
Presos em minha memória, guardados num cantinho
Onde hoje se fizeram história de mim ainda viva
Dentro de saudades que até já julgava mortas.
Deixei as lágrimas correrem em meu rosto
Como se fossem versos novos escrevendo poesias antigas,
Como se não tivessem mais nada pra contar,
Mas todas tão cheias de mim! Das dores dos adeus
Que ouvi, cheias de saudades das saudades que senti,
E que só hoje se fizeram lágrimas ...não sei como
Chegaram aqui... assim hoje dentro de mim!


José João
02/02/2.014