Poesias ardentes, com gritos eloquentes da alma
Gritados em versos vermelhos, cor da paixão avassaladora
Que faz os corações, em divina loucura, gritarem: Amo.
Poesias assim, já escrevi, muitas, até. Versos completos
De rimas loucas, de rimas soltas, versos sem métrica
Pela liberdade da explosão de um sentimento forte
Que meu peito, que o mundo eram pouco para guarda-lo.
Versos gritados em ardorosa profusão de sentimentos
Onde desejos e beijos, iam muito além do corpo,
Iam muito além da simples vontades de apenas possuir.
Poesias que desnudavam a alma nos seus mais guardados
Segredos, inocentes, indecentes ou mesmo profanos...
Versos assim...já escrevi... e tantos! Devem estar por aí...
A contarem, hoje não sei por onde mas ainda devem
Estar vivos, a volúpia dos beijos que troquei.
Das emoções fortes que senti, até mesmo da ansiedade
Das tantas esperas que faziam as horas pararem no tempo,
As sensações mais prazerosas e angustiantes da espera
Pelo desejo da chegada e o medo do não vir.
Poesias assim, escrevi. Nem lembro quantas, mas escrevi.
Quantas vezes corri para chegar logo, e parecia tão lento!
Essa força de um sentimento que vai além de tudo,
Que cega até a alma, que nos faz crianças sonhadoras,
Nos faz gigantes, num harmonioso contracenso,
Um milagre que só o amor pode fazer.
Sentimentos assim... poesias assim...Já senti escrevi.
Se não tivesse vivido tudo isso, como hoje escreveria
Minhas poesias?
José João
31/10/2.012