domingo, 11 de novembro de 2012

Surpresa para o Poesias e poemas



SELO AGENDA DE OURO 
MELHORES BLOGS DE 2012





O Poesias e poemas hoje teve uma maravilhosa surpresa.
Foi presenteado pela poetisa NÁDIA SANTOS por um
belo selo, inesperado para mim, mas que me deixou muito
feliz. Resta-me apenas agradecer a essa pessoa tão especial
por todo seu carinho. A todos amigos e seguidores que ainda
não conhecem seu blog, GRITOS DA ALMA ,que por lá 
passem,  pois encontrarão lindas poesias. 
Muito obrigado Nádia!

José João
11/11/12


Amar é ter que guardar...


Amar é versejar a beleza mesmo em versos sem rima
É fazer copiosa fonte do mais árido e quente deserto
É brincar de conversar com as flores, faze-las sonhar...
...Até as bobagens se fazem belas num inocente contar

Amar é colorir o mundo sem tinta, esculpi-lo sem cinzel
É ver estrelas brincando, aqui mesmo, tão longe do céu
É estar entre sonhos que nem os anjos ainda sonharam
Amar... é ouvir canções que só no céu um dia cantaram

Amar é fazer a alma sorrir, voar entre os verdes, cantar
Brincar de criança, de ser gente grande, de se entregar
É a doce vontade, de entre beijos viver, e nunca parar

Amar é guardar sonhos de ontem, de hoje, para amanhã
É saber guarda-los dentro da alma e lá deixa-los ficar...
Amar! É um dia ter que busca-los para... poder chorar


José João
11/11/2.012

Sonhos... são apenas sonhos


Um dia, sonhei sonhos tão ternos, que me fiz passageiro
Do tempo, fui busca-los num mundo distante, desconhecido,
Mundo que, mesmo dentro de mim, se fazia quase sombra
Mundo que apenas pela alma carente podia ser percebido

Sonhei devaneios que a vida, nãos sei por que,  não permite,
Sonhei desejos percorrendo mares e horizontes de muito além
Mergulhei em nuvens, essas nuvens que o vento brinca de fazer
Desenhos incoerentes desenhando nelas o rosto de ninguém

Deixei que o sonho criasse um corpo, um rosto, um sorriso
Deixei que a doce criação do sonho tivesse vida e até vontades
Deixei que entrasse em mim como se sonhos fossem verdades

Mas um dia, vem a madrugada correndo, gritando eufórica
Chamando as estrelas que já vinha o dia, tinham que ir agora
Com o grito acordei, e o sonho, com as estrelas, foi embora


José João
11/11/2.012




sábado, 10 de novembro de 2012

Imagens perdidas


Os sonhos se foram naquela madrugada fria,
De lágrimas e chuva, de silêncio e de adeus.
A solidão, sentada na cama, ficou sorrindo
E a tristeza, sempre insensível, falava baixinho

A angustia, gritava aos berros que qeria entrar
E o coração, por tão assustado, só faltava parar
A alma, desesperada, procurava orações pra rezar
Mas ela e os olhos, coitados, só sabiam chorar

O tempo, apenas passageiro naquele momento,
Curioso se a dor era forte, ficava ainda mais lento
Assim como sempre, quando tudo se faz sofrimento

Fantasmas se fazem vivos nas sombras da noite
Se vestem de saudade e trazem vultos perdidos,
Imagens confusas por nossos desejos paridos


José João
10/11/2.012





quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pedaços de dor


... Me fiz em muito pedaços,
Para que cada pedaço de mim,
Converse comigo mesmo, e todos eles,
Entre silêncio e gritos, nada dizem.
Me deixei fazer em muito pedaços,
Para que, pelo menos um pedaço de mim,
Dissesse o que preciso ouvir,
Mas todos eles só me dizem angustia.
Junta-los agora não interessa,
Alguns deles se fizeram rebeldes,
Outros, verdadeiros verdugos, frios.
Todos eles me gritam cruelmente
Quando não se fazem de meu pensamento,
Tenho medo de junta-los e a dor ser bem maior,
Talvez as emendas não se façam cicatrizes,
Se façam apenas  pontos de troca
Entre as diferentes dores de cada pedaço de mim


José João
01/11/2.012

Nosso segredo

Expus todos os meus segredos.
Devassei minha vida
 E me entreguei ao mundo
Como se eu fosse dono de mim.
Contei todos os meus sonhos,
Não deixei nenhum para mim, 
Para acalentar minha  saudade
- Que também era segredo -
Não sei se dividi com outros corações
Os meus anseios, ou se apenas os contei,
Na verdade, não sei se plantei
Uma semente ou se podei uma árvore,
Mas sinto minha alma nua, como se contar
Meus segredos, fosse confessar meus pecados,
- Se é que amar é pecar -
Me desnudei e não sou mais de mim,
Entrei, sem licença, em outros corações
E talvez neles, tenha despertado sentimentos
Que não queriam despertos, talvez por medo
De senti-los. Se a poesia lhes contou
Meus segredos, e se estes também eram seus
Segredos...que bom, assim estamos juntos...
Temos um segredo só nosso.


José João
07/11/2.012


Quando é adeus



Sonhos perdidos, sonhos chorados
Tremores da alma em prantos doídos,
Caminhos marcados, caminhos sofridos,
Lágrimas, amor, dores e gemidos,
Gritos calados, no peito guardados,
Um adeus incoerente, como qualquer adeus,
Angustia demente. Tudo se confunde,
A vida, a alma, o amor, uma dor permanente,
Uma saudade constante e até inclemente.
Suspiros por prantos, orações mal rezadas,
Blasfêmias, até já foram gritadas,
Não por ofensas, nem por pecados...
Talvez por desespero. Joelhos feridos,
Braços erguidos. Olhar de demência
Pelo medo, no peito parido.
A esperança desmaia e se deita no chão
Com um olhar moribundo pedindo perdão,
E a clemência, escondida de surda se faz
E por mais que se reze, não se ouve a oração.
Calar é preciso para ouvir o silêncio.
Ah! O silêncio! O silêncio dói tanto
Quando a última palavra ouvida,
Com a dor de ser dita: É adeus.


José João
07/11/2012


Não sei se triste é o dia...


Está frio lá fora, a ameaça de chuva prendeu o vento..
As árvores apenas se mostram vivas por estarem verdes,
As flores choram, delas caem um orvalho fino,
Como se fossem suas lágrimas. O dia está triste.
O frio é marcante, é forte, é até lascivo,
Traz um marasmo preguiçoso despertando sonhos,
E trazendo recordações como se elas não fossem
Passado, como se estivessem presentes, paradas
Dentro de cada um, como parece o tempo agora.
Até o cantar dos pássaros é melancólico,
Parece saudoso, como se quisessem, com o canto, 
Traduzir a monotonia do dia.
Movimento o corpo para afugentar o frio,
Mas ao frio doloroso da saudade e da solidão
Me rendo, que ele permaneça enquanto o dia
Estiver triste, mas verdadeiramente não sei
Se triste está o dia...ou se triste sou eu.


José João
07/10/2.012

Não encontro você...


Me sentir sozinho é como brinco de viver todos os dias
É como estar entre tantos, entre todos, e não ser visto
É esconder-me tão bem, que só a solidão me encontra
Como se eu dissesse à multidão: Para você, não existo

Estar sozinho é como ouvir a beleza melodiosa do silêncio,
Num cantar mudo, me fazer buscar pensamentos perdidos,
Momentos que ficaram entre os tantos e moribundos sonhos
Que se arrastam lentos no tempo como fantasmas esquecidos...

Uma lembrança, um olhar sorridente, que parece de ontem,
Me vem em saltitante alegria, gritando que espere um pouco
Que ela está ali, que vem antes que o mundo me faça louco

Não sei se é a solidão que me encontra, ou eu que a busco
Mas sei que na multidão nada encontro, nada tenho pra ver
Teria, se entre tantos, ou se entre todos, estivesse você


José João
07/11/2.012









terça-feira, 6 de novembro de 2012

O presente que vocês me deram

Caros amigos e incentivadores, quero dividir com todos vocês 
minha  alegria. Duas poesias minhas, enviadas (títulos citados)
para  Portugal,  foram  selecionadas  para  fazerem  parte do
projeto  abaixo  citado. Não  teria  conseguido,  não  fosse o
incentivo  através  das  palavas  carinhosas, dos  comentários, 
da permissão que me dão para participar dos seus dias através 
da  poesia.  Essa  é uma  conquista que sem a participação de 
todos  vocês,  certamente,  não  teria  conseguido. Abro  meu 
coração, coloco  todos  vocês,  meus  amigos, dentro dele, e
deixo-o a vontade para ama-los sempre. OBRIGADO.
Abaixo email que vocês me permitiram receber


Exmo. Sr. José João da Cruz Filho,

Em nome da comissão da V Antologia de Poetas Lusófonos
agradeço a sua participação. Tenho o prazer de informar que 
os seus poemas "Soneto da Saudade” e "A poesia
que a tristeza escreveu” foram seleccionados para fazerem 
parte deste projecto lusófono.


  Atenciosamente,

Sandra Isabel Amaro
(Técnica Superior de Comunicação)


Folheto Edições & Design, Lda
Praça Madre Teresa de Calcutá
Lote 115, loja 1
2410-363 Leiria

domingo, 4 de novembro de 2012

Se eu fosse poeta...



Eu?! Não tenho rosto de poeta, nem jeito de poeta
Não tenho a ternura suave dos poetas, a alma linda
E triste a correr entre sonhos, saudades e desejos.
Não sei fazer as palavras ficarem meigas, doces e belas,
E coloca-las dentro dos versos, mas que fiquem soltas,
Voando e povoando a imaginação de cada um.
Não tenho nada de poeta, a não ser a vontade.
Sim. É isso, a vontade. A vontade de escrever poesias
E deixa-las correr o mundo afora assim como o vento,
E elas, sem licença, entrarem nos corações apaixonados
E deixa-los mais ainda, ou entrar nos corações de pedra
E faze-los pequenos pedaços de sentimentos completos
A chorarem o tempo que perderam sem amar.
Não tenho a paciência do poeta, que como artesão,
Lustra as letras, entrança as palavras, pinta os versos
E a eles  dá vida e à poesia dá alma.
Não tenho nada de poeta. Não sei nem dizer adeus...
Se digo. Choro e não escrevo. Não sei nem fazer poemas
Dos rastros que as lágrimas deixam em meu rosto.
Se eu fosse poeta contaria da saudade, dessa saudade
Que até hoje sinto, na verdade desde sempre.
Se eu fosse poeta ela estaria dentro dos versos...
Que não sei escrever... só sei sentir...


José João
04/11/2.012


sábado, 3 de novembro de 2012

Ninguém ouve meu grito



Entre as tantas palavras que entre nós foram ditas
Uma não pude esquecer, ficou guardada no peito,
Fez eco na alma. Que posso fazer?
Guarda-la e esperar que o tempo, me traga,
Mesmo lento, um esquecer.
Prometi a mim mesmo não chorar nenhum pranto,
Fazer da saudade acordes de uma canção,
Uma melodia que faça da dor uma terna oração,
Não qualquer oração que de joelhos se reza, 
Se grita e bem ali se perdeu,
Mas uma oração que leve para a alma
Os gritos sonoros de um desespero incontido
Que sai do peito perdido, sem rumo e aflito
Sem ter horizontes, sem ter caminhos,
Sem ter para onde ir, sem ter sequer alguém,
Que lhe possa ouvir


José João
03/11/2.012

A falta de você



Pensamentos vão e vêm e não cansam de lembrar
De momentos tão distantes que vivi sem esquecer,
Sussurros que a vida me tomou para guardar,
Recordações que até hoje me ajudam a viver.
Sigo passo a passo os caminhos onde um dia eu passei
Sinto o gosto da saudade dos amores que deixei.
Ouço agora do tempo o que eu nunca quis dizer,
Das verdades que a vida me dizia e não quis saber.
Agora minha voz tão reticente tenho medo de sofrer
Por tudo que não fiz, brincando de viver,
E hoje... o que sinto é a falta de você, mas agora
O que é que eu faço, com o tempo que passou?
Com os momentos que ficaram entre nós e o adeus
Com essa saudade que na minha alma
Comodamente se deixou ficar?


José João
03/11/2.012


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A saudade é você


Vou deixar minha saudade mais alegre, mais bonita, 
Com a cor dos teus olhos e a meiguice de teu sorriso.
Com a ternura de teu olhar cantando em silêncio
Um canção que só meu coração sabia ouvir
Essa minha saudade! Vou vesti-la com teu perfume
E deixar que voe solta entre os sonhos distantes,
E traze-los cativos, completos de todos os momentos
Que ficaram eternos nos pensamentos e coração.
Vou até deixar a saudade falar com tua voz
E ouvi-la dizer, como fazias, sussurrando baixinho:
Amo você. Vou deixar que ela tome tua forma
Até que use teu corpo. Vou deixar minha saudade
Linda. Mais bonita que todas as saudades...
Assim vou pensar que sempre estás aqui, perto.
Tão perto que ao sentir a brisa me roçar o rosto
Pensarei que são tuas mãos a acaricia-lo, assim...
Tão ternamente. Como essa saudade de você
Se fez toda... você. !!


José João
01/11/2.012




Tu, única entre tantas.


Tu, a quem procuro por cada rosto que passo.
Pequenas marcas apenas parecidas até encontro
Um sinal que tinhas, que me mostravas,  até vi
Mas o rosto dela tão diferente que nada senti

Tu, a quem as manhãs sorriam dando bom dia
Para quem as flores se abriam sorrindo perfumes
Balançando alegres nos galhos para te fazer sorrir
Tu, única entre tantas, te buscando foi que percebi

Em uma, um fio de cabelo lembrou o teu, mas logo,
Num sutil sussurro, me disse o vento quando chegou:
Vê. Não balança como o dela, teu olhar te enganou

Em outra, entre feliz e surpreso encontrei teu sorriso
Naqueles lábios haveria de ter o sabor de teu beijo
Mas o coração diz: Te enlouqueceu este teu desejo!


José João
01/10/2.012













Palavras são como o vento


Não quero falar, qualquer palavra é tão pouco,
Nada falariam, nem dos sentimentos, nem dos momentos,
Ficariam mudas e a história se perderia no vazio,
Passariam entre o esquecimento e o tempo
Assim como o vento passa fácil pelas cercas dos quintais.
Sem nunca mais voltar. Palavras são assim como o vento,
Se são faladas sem que a alma as tenha dito. Nada valem
Não quero falar se sonho contigo, se tento te esquecer,
Não quero falar se és meu martírio, meu paraíso,
Não quero falar nada disso. É mais importante o acontecer
Lembrar, lembro sem precisar ouvir nem falar
Te buscar entre minhas mais fortes recordações,
É tão fácil, basta apenas caminhar nas ruas,
Ainda tenho o vicio de em cada olhar buscar o teu.


José João
02/11/2.012








quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Relíquias


Quantos serão os anos que ainda virão?
Não sei, mas serão vividos, como foram vividos
Todos até aqui, com você dentro de mim.
O coração pulsando na beleza do silêncio,
Que em segredo, chama teu nome. E a alma
Sorrindo prazerosa pelo gosto da saudade
Que brilha nos olhos e vai, solta entre as palavras
Que não devem ser ditas, para que a beleza
Se faça para sempre, até uma outra saudade tua.
Que a imagem fique guardada entre os sorrisos
Que o coração se permitiu sorrir vendo teu rosto
Que um dia a distância insistiu em apagar,
Mas apesar das sombras que ela e o tempo
Tentaram fazer, a saudade sentindo o perfume,
Que até teus rastros deixaram,  levou o pensamento
A te encontrar nas histórias que insistiram em ficar
Guardadas como relíquias dentro da alma.


José João
01/11/2.012




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um dia amei assim


Amei um dia como nunca ninguém ama
E nem sei de onde ou como nasceu tanto amor
Tão grande que coube na alma e no coração
Sem deixar, em nenhum dos dois,
Espaço para mim mesmo. Amei como oração
Que não se reza todo dia, mas que a todo
Momento dela se precisa como abrigo.
Amei... tanto que dormia com os olhos dela
Para sonhar seus sonhos, já que os meus
Eram todos dela. Até seu perfume, em mim
Se fez fragrância viva a vestir-me o corpo,
A acompanhar-me sempre pelos caminhos
Que se faziam tantos, mas qualquer que seguisse
Me levava a ela, como se todas as estradas,
Veredas, todas as rotas ou rumos fossem
Como o arco-íris, parando sempre no mesmo lugar.


José João
31/10/2.012



Versos assim? Escrevi um dia


Poesias ardentes, com gritos eloquentes da alma
Gritados em versos vermelhos, cor da paixão avassaladora
Que faz os corações, em divina loucura, gritarem: Amo.
Poesias assim, já escrevi, muitas, até. Versos completos
De rimas loucas, de rimas soltas, versos sem métrica
Pela liberdade da explosão de um sentimento forte
Que meu peito, que o mundo eram pouco para guarda-lo.
Versos gritados em ardorosa profusão de sentimentos
Onde desejos e beijos, iam muito além do corpo,
Iam muito além da simples vontades de apenas possuir.
Poesias que desnudavam a alma nos seus mais guardados
Segredos, inocentes, indecentes ou mesmo profanos...
Versos assim...já escrevi... e tantos! Devem estar por aí...
A contarem, hoje não sei por onde mas ainda devem
Estar vivos, a volúpia dos beijos que troquei.
Das emoções fortes que senti, até mesmo da ansiedade
Das tantas esperas que faziam as horas pararem no tempo,
As sensações mais prazerosas e angustiantes da espera
Pelo desejo da chegada e o medo do não vir.
Poesias assim, escrevi. Nem lembro quantas, mas escrevi.
Quantas vezes corri para chegar logo, e parecia tão lento!
Essa força de um sentimento que vai além de tudo,
Que cega até a alma, que nos faz crianças sonhadoras,
Nos faz gigantes, num harmonioso contracenso,
Um milagre que só o amor pode fazer.
Sentimentos assim... poesias assim...Já senti  escrevi.
Se não tivesse vivido tudo isso, como hoje escreveria
Minhas poesias?


José João
31/10/2.012






terça-feira, 30 de outubro de 2012

Para viver outra vez


Voar.Voar para bem distante entre sonhos e pensamentos
Brincar entre rios e risos, entre nuvens, mares e montes
Cantar ao som do luar, brincando entre brumas e ondas.
Correr entre as histórias deixadas em outros horizontes

Buscar acordes de antigas canções presas na lembrança,
Ouvir o passado gritando na memória que tudo já se fez
E a saudade, indo lá dentro do tempo, numa vã tentativa
De trazer momentos que até a alma quer viver outra vez

Tudo passa lentamente, algumas são recordações inteiras
Outras, pedaços apenas, fragmentos que insistem em ficar
Como se lembrar fosse uma tentativa de a tudo eternizar

Todos os instantes que se fizeram vida, ficaram marcados
Nas recordações, nos sonhos, nos devaneios e até na alma
Que até hoje nos deixam os olhos, em lágrimas, molhados


José João
30/10/2.012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ah! Se o pensamento calasse...


Sigo os rastros que o sol deixa sobre o mar
Como se convidasse os olhos a buscar prantos
Como se convidasse a alma a buscar sonhos
A mim, como se convidasse buscar os encantos

Aqueles que lavaste contigo sem nenhum adeus
O gosto dos beijos, o sabor das noites de amor,
As promessas como orações a serem oradas
Dentro de nossos corações e almas apaixonadas...

Sigo os rastros que o sol deixa sobre o mar,
Sussurro palavras vazias que não sei o que dizem
Ouvindo o silêncio que ainda insiste em me falar

Coisas que não quero ouvir. Ah! se o silêncio
Calasse meu pensamento que grita tanto!
Talvez ouvisse meu pranto não como dor mas...
...como canto.


José João
29/10/2.012







domingo, 28 de outubro de 2012

Essa dor é melhor


O desespero da falta de teus beijos é o mesmo
De não encontrar água na fonte que secou
Até as lágrimas secam por tanto  lamentar
E, de sede, morre-se lentamente sem chorar

Tua ausência é como se faltasse o próprio ar
Que se fez pesado, denso, não permite respirar
Busca-se sofregamente e o peito a comprimir-se
Trazem apenas soluços que nos fazem sufocar

Mas a dor da ausência serve para consolar,
Quando forte, no peito, a saudade vai buscar,
E a nós, chega passiva, terna a nos lembrar

Que existem dores piores e bem maiores até
Dores que ninguém, nenhuma alma pode contar
É aquela dor infinita de quem nunca soube amar.


José João
28/10/2.012



sábado, 27 de outubro de 2012

Mais um presente para o Poesias e poemas







Informações sobre o SELO/PRÊMIO
O Prêmio Dardos foi criado pelo escritor 
espanhol Alberto Zambade.




No ano de 2008 concedeu no seu blog Legendas de 
"EL Pequeño Dardo" o primeiro Prêmio Dardos a
quinze blogs selecionados por ele. Ao divulgar o
prêmio, Zambade solicitou aos blogs premiados que
também indicassem outros blogs ou sites considerados
merecedores do prêmio. Assim a Premiação se espalhou 

pela Internet.

Cada ganhador do selo deve continuar a fazer
premiação (se quiser, é claro) aos blogs que por
ele considerar merecedor, seguindo as regras a
pedido do criador do selo:
1. Exibir a imagem do selo em seu blog.
2. Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação.
3. Escolher outros quinze blogs a quem entregar
o prêmio dardos.
4. Avisar os escolhidos.


Este selo que muito me alegra e com o qual fui agraciado
foi um presente do meu amigo Renato Ramos, do Espaço
Muito obrigado amigo e parabéns por seu trabalho.


Segue abaixo a lista de blogs que presentearei com o selo:


José João
26/10/2012






Duplamente presenteado!





O Poesias  e  poemas  teve  a  grata  satisfação  de  ser 
duplamente presenteado com  este selo que é passado
entre os  blogs como forma  de  amizade  e  carinho.  E
duas  pessoas muito especiais acharam  que  este  blog
é  merecedor deste mimo. Porém quem o  recebe  tem 
que  cumprir 3  regras:  agradecer  a quem deu o selo; 
citar 7 (sete)  atividades que  gosto realizar  e;  indicar
15 blogs para receber  também o selo. Então vamos:

1) Agradecer a quem enviou

Ao Pedro Pugliese e à Nádia Santos meus agradecimentos
por esta bela demonstração de carinho, e por me sentirem 
merecedor  deste  selinho, que pra mim, é muito mais que
isso, é uma homenagem que vou guardar no coração. 
OBRIGADO. Amigos e mais.
     
2) Sete atividades que gosto de realizar:

- Escrever poesia
- Ler
- Pesquisar na internet
- Cinema e teatro
- Música
- sala de aula (professor)
- Praia

3) Segue abaixo os 15 blogs que quero presentear

http://poesiasesonetos.blogspot.com.br/
http://mundinhodosversos.blogspot.com.br/
http://particularidadeseafins.blogspot.com.br/
http://sandra-sentidos.blogspot.com.br/
http://crazy40blog.blogspot.com.br/
http://poesiacomemocoes.blogspot.com.br/
http://drauziomilagres.blogspot.com.br/
http://contosdarosa.blogspot.com.br/
http://vilmapiva.blogspot.com.br/
http://louborghetti.blogspot.com.br/
http://amigosespiritasonline.blogspot.com.br/
http://rosasdeveronica.blogspot.com.br/
http://paulotamburro.blogspot.com.br/
http://catiabossopoesias.blogspot.com.br/
http://qualeadehoje.blogspot.com.br/


José João

Link dos amigos que me presentearam:
Nádia Santos: http://poesiasesonetos.blogspot.com.br/
Pedro Pugliese: http://poramorr.blogspot.com.br/


O perfume dela


Teu perfume tomou o vazio que tua ausência deixou
Se fez de ti e ocupou todos os momentos e espaços
Se deixou ficar entre coxas, fronhas, lençóis e sonhos
Mas meus pensamentos vão seguindo os teus passos

Minha alma, no tempo se engana, e sem perceber
Jura tua presença no doce delírio de seu parecer
Na casa tomada por todo teu jeito de estar e de ser
No terno perfume que nunca na vida se pode esquecer

Portas, janelas abertas, a brisa em volteios a invejar,
No jardim, as flores pendidas nos galhos a procurar
Que terno perfume! Quem poderia ao mundo entregar?

Na casa, ainda que vazia,  a solidão não podia entrar
Por que no doce perfume, ela ainda insistia em  ficar
Solidão? Talvez um dia quando o cheiro dela passar.


José João
27/10/2.012



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Meus olhos sem os teus...


Caminhaste por caminhos que não pude seguir,
Nem sequer deixaste rastros, mas levaste tudo
Foram contigo os sorrisos, sonhos, momentos
Deixaste apenas dor, dentro de um silêncio mudo

A saudade fica gritando solta dentro do peito,
A solidão se faz espaço pleno dentro do vazio
Os pensamentos correm como crianças perdidas.
Onde angustia e tristeza se cruzam num fecundo cio

Prantos como chuva de lágrimas caem dos olhos
Que se esforçam por ver o que não pode ser visto
E assim sem nem me olhar já não sei se existo

Quem sabe nos teus olhos ainda esteja o adeus
Que meus olhos, ainda hoje, insistem em  lembrar?
Que adiantam os meus, se os teus não posso olhar?


José João
26/10/2.012





Apenas tu



Teus olhos uma poesia de alegria infinda
A dizer-me coisas que nunca ouvi, ou li
A contar-me histórias de lugares distantes
De amores ou saudades que nunca senti

A refletirem coloridos horizontes multicores
Sobre mares, sobre trilhas no céu suspensas
A fazer-se saudade em corações que choram,
Que buscam no tempo o sabor de tua presença

Sorriso que distante me sorri sem que eu veja
Mas sinto na alma a doce melodia desse sorrir
A contar-me da saudade que sinto ao te sentir

Nas lembranças, nos sonhos onde sempre estás
Povoando os pensamentos, e neles se acomodar
Como se fosses única, onde apenas tu pode estar.


José João
26?10/2.012




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Faz uma poesia pra mim.


Faz uma poesia pra mim. Nunca ninguém fez.
Faz uma poesia pra mim. Qualquer poesia...
Que fale de qualquer coisa, de um grande amor,
De um sonho, de uma flor que nasceu em teu jardim,
De um passarinho que cantou em tua janela.
Fala até mesmo de um beijo que nunca deste,
De um sonho que não sonhaste. Fala qualquer coisa,
Desde que seja uma poesia pra mim.
Se não queres fazer, pega aquela poesia antiga,
Que não sabes por que ou pra quem escreveste,
Muda só o titulo e mente que é minha...
Que foi pra mim que fizeste, faz uma poesia.
Não precisa que tenha rima, que seja completa,
Basta apenas ser uma poesia.
Nunca achaste uma poesia inacabada,
Num papel rolando no chão? Se achaste
Não me diz, me dá essa poesia pra mim
Vou até fingir que fizeste com tanto carinho
Que vou guarda-la para sempre, e todas a noites
Vou ler cada verso, cada palavra, olhando a noite
Bem dentro dos olhos e sorrir gritando:
Essa poesia foi feita pra mim. Vou gritar
Tão alto dentro do meu pensamento
Que até minha alma vai acreditar no meu grito,
E quem sabe até ela sorria feliz?
Faz uma poesia pra mim...por favor


José João
25/10/2.012



A estrela dos amantes


Muito distante, além de qualquer infinito,
Há uma estrela feita de perfeitos diamantes
Dizem que são especiais  por tão brilhantes
É uma estrela feita com lágrimas dos amantes

Dizem que lá a saudade é escrita em nuvens
Que prantos e orvalho se juntam em poesias
Que dos olhos nascem lindos versos coloridos
E que suspiros se fazem de soluços atrevidos

Lá, onde só amantes podem ver, podem sentir
O gosto da saudade, de um adeus, da solidão
E aquela dor doída que faz sangrar um coração

Nessa estrela não tem hora, por não ter tempo
Mas tudo é lindo, terna estrela, meiga e cativante
Feita com as lágrimas de poetas e de amantes


José João
25/10/2.012














quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Criar versos? A alma cria


Criar versos?! Que a alma crie, eu crio prantos
Para que os versos da alma se façam encantos
Crio lágrimas para que as histórias se façam vivas
E deixo que elas, às poesias, se tornem cativas

Deixo que lágrimas e prantos se façam ao mundo
Aquarelas pintadas com a cor de sonhos perdidos
Tela divina desenhada no tempo por dores vividas.
Que os versos da alma contem essas dores sentidas...

Alma e poesias, versos e lágrimas, eu e os prantos
Alma que cria seus versos, talvez por tão carente
Eu que choro meus prantos por apenas ser gente

Ah! Esses versos! Essas poesias! Essa minha alma!
Fazem dos meus olhos fábricas de tantos prantos
Como se estes fossem acordes de um triste canto


José João
24/10/2.012





É de chorar que preciso


Não canto, calo, o silêncio me engoliu a voz.
A vida! Um quadro turvo como uma tarde sem luz
Por forte chuva que a ela deixa como breve noite
Ou como tristes olhos que a chorar a tristeza induz

Tudo é nada, como eu, nada sou do que um dia fui
E se tudo tive agora nada tenho por ter a tudo perdido,
Esperanças, desejos, sonhos, estes até já vividos
Mas pelo tempo, em tantos pedaços, foram rompidos

Assim, a mim pergunto, do que ainda vou precisar?
Se tenho dores, tenho saudades e prantos para chorar
Na verdade, nesse tanto vazio, mais nada eu quero
E sem que queira me vem a dor que pra sempre espero

Por tantas perdas haverá quem diga o que não sei?
O que me falta? Sem rancor, até ao mundo eu digo
Não quero nada, e  mais nada  tenho para querer
Na verdade, creiam, é de chorar o que mais preciso


José João
24/10/2.012









Caminhos perdidos


Tão perdido era o caminho que os rastros morreram
Estrada vazia, sem trilhas para  voltar, só pude seguir
Perdido no tempo, perdido de mim, chorava sozinho,
Os passos cansados tropeçam no nada mas tinha de ir

Dor, cativeiro, solidão.Vontade louca de correr e gritar
Mas no corpo cansado o silêncio engolia o que ia falar
E o pensamento! Este voando e aflito tomava de mim
Os momentos, que um dia vividos, me faziam sonhar

Mas que sonhos! Todos morreram quando iam nascer
Numa angustia qual perda de um filho que se vê morrer,
O vazio se faz um universo, que tão mau se torna cruel
Que tira a vontade, por menor que seja, de querer viver

No vazio da angustia, com a morte dos sonhos, que fazer?
Com a solidão, que ardilosa, se faz de tão companheira
Até canta em silêncio, um canto sutil de pranto que diz:
Que toda essa lágrima, desde sempre, é pra vida inteira


José João
24/10/2.012





segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sonhos, apenas sonhos


Sonhei. Tive a coragem de sonhar, ousei sonhar
Todos os sonhos que minha alma quis, os mais bonitos.
Sonhei flores, jardins, sonhei estrelas, até cadentes
Sonhei cores, arco-iris, sonhos de momentos infinitos

Te fiz flor no meu jardim dos sonhos, te fiz princesa
Nos palácios de rubis, esmeraldas, safiras, todas belas
E tu, meu sonho, mais bela que todas, reinando única
Como fada colorida num mundo mágico de aquarela

Parei rios para lavarem teus pés, fiz tranças de nuvens
Enfeitei teus cabelos, subi montes para gritar teu nome
Queria reza-lo como oração bem mais perto do céu
E brinquei como vento esvoaçando teus cabelos ao léu

Rainha, princesa, dona de mim. Sonhei todos os sonhos
Que pude sonhar contigo, brinquei de magia com a lua
Busquei querubins, fadas madrinhas, até anjos busquei,
E te fiz de todos os sonhos o sonho mais lindo que sonhei

Te sonhei nas noites enluaradas, te sonhei nas madrugadas,
Te sonhei entre astros multicoloridos brincando de voar
Te sonhei em todos os meus sonhos, neles te fiz divina
Apenas hoje aprendi que sonhar assim também faz chorar.


José João
22/10/2.012



E quando eu quiser chorar?


As vezes me vêm versos de dores  que não senti
Vêm prantos e saudades de amores que não vivi
Talvez seja da alma essas lágrimas choradas
De momentos perdidos de histórias inacabadas

Me ponho em sonhos que não vão acontecer
Deles faço que sejam vontade de querer viver
Até me entrego cegamente, tento me convencer
Que um dia, doce verdade, eles possam vir a ser

Talvez minha alma sinta saudade do que não sei
E com meus olhos ela se entregue toda ao pranto
Fazendo deles assim, janela para tanto encanto

Enquanto não sei por que minha alma chora tanto
E até quando ela vai aos meus olhos ocupar
Me preocupa. E um dia quando eu quiser chorar?


José João
21/10/2.012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A solidão assim dói menos


A solidão já não dói tanto quanto doeu um dia
Agora, somos só nós dois, um casal. Eu e ela
Não aquela solidão doída quando eramos três
Que nada se dizia e queria-se saber os porquês.

Angustiante, o silêncio como respostas mudas
Os nadas se faziam espaço ocupando o tempo
Que se perdia dentro de olhares secos, vazios
Como se a presença fosse ao outro um tormento

Agora sei que a solidão está bem aqui comigo
Posso falar, gritar, sem ter medo de ser ouvido
E nem me sentir, embora presente, esquecido

Eu e a solidão não temos segredos guardados
Já não preciso me esconder triste pelos cantos
Agora posso, na frente dela, chorar meus prantos


José João
18/10/2.012





Pesadelo de tua ausência


Noite, tua ausência dói tanto
Que nem entro no quarto.
Deito no sofá da sala...olhar perdido
Procurando desenhos no espaço vazio.
Apago a luz, como se me escondesse
Deixo o pensamento fugir para a rotina do dia,
Mas tu não deixas. Vens e ficas.
Acendo a luz, levanto, ando na sala
Como um fantasma que se perdeu
Dentro da própria noite.
Ligo o rádio, fico brincando de passar
Entre as estações. As musicas falam teu nome.
Nervoso, apago a luz, sento, agora no chão,
Deito a cabeça no sofá e... não tem jeito...
Choro. Tua ausência dói muito,
E a alma para enganar a dor vai buscar momentos,
Buscar sonhos que sonhamos juntos...
Aí o pranto grita alucinado,
Na noite que não quer passar. Fecho os olhos
Sem dormir. Parece tão depressa...
Mas o sol entrou pela cortina, me chama,
Olho para os lados sinto o pesadelo
De tua ausência. Hoje não vou trabalhar
Vou sair para qualquer lugar.
Preciso de um lugar diferente para chorar.


José João
18/10/2.012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Poesias inacabadas


Quantas poesias inacabadas, versos incompletos
Pedaços de poesia sem rimas, palavras soltas
Lágrimas pela metade, prantos ainda no rosto
Até uma que conta o sabor de um beijo sem gosto

Pedaços de papel, de alma, pedaços de versos
Pedaços de dores rascunhadas, rabiscadas
Algumas toda sentida, outras só começadas
Muitas esquecidas, outras até hoje choradas

Poesias incompletas, histórias mal terminadas
Talvez tenha sido medo de contar o que não fiz
Outras o pranto me impôs deixa-las inacabadas

Mesmo pela metade sentida foram verdades vividas
Mesmo com versos sem rimas e tantas palavras rotas
Eram tão verdadeiras que nunca puderam ser soltas

- Minhas poesias inacabadas foram momentos,
pedaços de vida que nunca soube contar -


José João
17/10/2.012

Versos molhados


Minha poesia se deitou no frio da madrugada
E se deixou ficar. Molhando os versos com o orvalho,
Lágrimas da noite, que comigo chorava,
Meu pranto, com o orvalho, se misturava e ficava
Com o perfume da noite e a  beleza do silêncio,
Se ouvia até a dor dentro do peito sussurrando
Que queria mais saudade para se fazer maior.
E a poesia se fazia verso a verso por cada lágrima
Que a solidão silenciosamente fazia a alma chorar.
As palavras, todas também molhadas, se faziam
Pedaços de sonhos ou histórias esquecidas, perdidas
Sem se saber de que adeus era aquela dor...
Foram tantos adeus, que as dores se confundiam,
Mas já não importava mais, qualquer adeus
Podia ser chorado por qualquer pranto, tanto fazia
A dor era sempre a mesma.
A tristeza também se fazia de apenas uma,
E até se confundia, muitas vezes me surpreendi
Chamando a tristeza de viver, como se a vida
Fosse os momentos que a noite permitia sentir
Com todo aquela  preguiça de passar...
Aquela vontade de ficar...e na minha alma
Toda aquela vontade de...chorar.


José João
17/10/2.012






terça-feira, 16 de outubro de 2012

Chorando sem chorar

Canto para esconder o que vai dentro de mim
Faço poesias, elas fingem alheias a dor que sinto
Escrevo sonhos que nem sei se ainda vou sonhar
Nos meus versos, até para as verdades... eu minto

Não sei se sou poeta, talvez apenas um fingidor
Que ri alegre, chorando uma saudade triste
Que canta ao tempo fingindo cantar um amor
Mas bem sabe, na alma, é só tristeza que existe

Rio as gargalhadas dos prantos que vou chorar
Se me vem um pranto triste faço pose no olhar
Faço que ele se sinta um ator a se apresentar

Acho, foi apenas uma vez, não sei, faz tanto tempo
Uma dor doeu tanto que a alma se pôs a gritar
Desde esse dia jurei nunca mais chorando... chorar.


José João
16/10/2.012



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Palavras e só


Meus sonhos! Quantos não foram trocados
Por pequenas ilusões! Por promessas vãs
Que iludiram minha alma, talvez carente
Que acreditou, e se entregou cegamente.

Quantos sonhos foram trocados por palavras
Soltas! Ditas apenas para que fossem ouvidas,
Palavras que nunca foram ditas com a alma
Mas me fizeram eco, foram ouvidas e sentidas

Quantos sonhos em mim já nasceram mortos
Sem que soubesse. Eram mentiras o que ouvia
Eram palavras vazias. Talvez até fossem ironias

Que a alma, por carente, ouvia, sorria acreditando
Fazia o coração pulsar mais forte por estar amando
Coitado! Aquelas palavras só estavam enganando.


José João
15/10/2.012


domingo, 14 de outubro de 2012

Brincando de tempo e vida


A vida! Sempre brincando com pequenos pedaços
Do tempo, que se arrastam desde o amor até o adeus
Para o amor passam logo, rápidos, como flecha ligeira
Para o adeus se fazem lentos, se fazem uma vida inteira.

Vida e tempo brincam juntos fazendo lágrimas e sorrisos
Como se brincassem de mal-me-quer-bem-me-quer
Enquanto sorriso e dor, pacientes esperam que termine
Em bem-me-quer, mas tem que haver um mal-me-quer

Para este, o pranto corre dos olhos à alma, sem estradas
Indo apenas pelas dores que procuram correr soltas, livres
Chamando a solidão que põe a vida no vazio dos nadas

Assim tudo se transforma em pesadelos. Adeus encantos
E os momentos, os pequenos pedaços de tempo vividos
Se fazem angustia, presentes nos olhos como tristes prantos


José João
14/10/2.012


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Palavras são tão poucas


Sonhos perdidos, lágrimas derramadas, soluços.
Palavras sussurradas, ditas para ninguém ouvir
Já não precisavam ser ouvidas, eram sentidas.
Nos olhos como dores, na alma como feridas

Os olhos brilhavam em prantos, os olhares fugiam,
Lágrimas deslizavam silenciosas e sutis pela face
Nada mais precisava ser dito, o silêncio falava,
Gritava aquele adeus que até na alma ecoava

Mãos trêmulas, pensamentos que nada diziam,
Os lábios tremiam entre falar, chorar ou dizer
Mas nada era para ser dito naquele acontecer

Para que palavras agora? Seriam tão poucas
Deixariam o adeus mais adeus e a dor mais doída
Melhor deixar ser o silêncio, a voz da despedida


José João
12/10/2.012





Onde estão as gavetas mágicas?




Onde estão os poetas e suas gavetas mágicas
Onde guardam sonhos, ilusões, e até histórias...
Muitas vezes acontecidas ou contadas, outras até fingidas?
Onde estão os poetas que abrem portas,  porteiras e portões
Com um simples toque de magia de seus corações?
Abrem baús nos velhos sotões e ressuscitam risos,
Fazem de ontem histórias há tanto tempo vividas
Brincam de chorar hoje, lágrimas no tempo perdidas,
Até trazem sonhos que nunca foram sonhados,
Revivem  beijos que nunca foram trocados...
Onde estão os poetas de inocentes heresias
Que deixam a noite nua fazendo amor com a lua
Nas linhas mais ingênuas de suas poesias?
Onde estão as gavetas mágicas dos poetas?
Que fazem versos imperfeitos e sem rimas
Na poesia em que as rimas são mais perfeitas e completas?
Onde estão esses poetas fazedores de ilusões
Que iludem a si mesmos, às suas almas e corações
Pedindo de joelhos, contritos, em novas orações
Que alguém encha de amor seus poéticos corações?
Onde estão esses poetas, onde será que estão?
Se aparecer algum, anjos tocarão suas divinas trombetas
E como num passe de mágica... esse som
O poeta guardará em suas mágicas gavetas.


José João
12/10/2012

Um amor inifinito


As lágrimas molharam os versos guardados dentro da alma,
As palavras ficaram pesadas, sem liberdade, sem poder voar
As letras se confundiram nas sílabas e ficaram todas mudas
E a poesia, por vergonha, se esconde no silêncio sem falar

Assim minha voz emudeceu, perdi a história que queria contar
O pranto se fez mais forte, se fez verdade, se fez de vida
A contar, por si, momentos que queria fossem feitos poesias
Será, para os homens, amor infinito, Deus faz que seja heresia?

Os versos guardados dentro da alma que as lágrimas molharam
Contavam de um amor que o céu teve de crescer para cobri-lo
Tão grande que fiz meu coração de universo pra poder senti-lo

Um amor assim, história assim, quem no mundo iria acreditar?
Talvez por isso minhas lágrimas molharam o versos guardados
Ou talvez, quem sabe, tão linda história não fosse para contar?


José João
12/10/2.012




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Me perdi com tua ausência



Me perdi no vazio que tua ausência deixou,
Me perdi no silêncio do nada que me toma,
Sigo por estradas sem chão, e até já não sei
O que busco, talvez  sonhos que não sonhei

Me deixo levar pelo nada, indo sem direção,
Apenas indo em frente, com passos bêbados,
Mãos tremulas, voz reticente e sonhos mortos
Sussurrando demente, pedaços de uma oração

Que a solidão por pura ironia  me ensinou rezar
Quando o vazio de dentro de mim  faz o mundo
Abrir-se em fendas, fazer-se buraco sem fundo

Me perdi entre as tantas perdas, que meus olhos
Se fecham buscando sonhos e vêm os prantos
Vindo do fundo da alma como se fossem cantos


José João
11/10/2