quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

As vezes minto, outras finjo e não minto. rsrs

 Não acredite se digo que te amo, pode até ser verdade, mas...
Será que a alma sabe desse sentir? Ou só eu dele sei?
Não que eu seja um fingidor, que saiba mentir o que sinto
E até o que não  sinto, mas juro que sinto e... não minto

Mas acredite se digo que te amo, pode até ser verdade, mas...
E se a alma sabe desse sentir? Ou eu que dele não sei?
Vá que eu não seja um fingidor, que não minto o que sinto
E até o que não sinto, mas juro que não sinto e... minto/

Não dizem que poeta é fingidor, finge até a dor que sente?
E se eu não for poeta? Como vou fingir a dor que sinto?
E se eu for um poeta? Como fingir a dor que não sinto?

Será que seria melhor ser poeta e fingir a dor que sinto?
Ou melhor, não ser poeta e chorar, deveras, a dor que sinto?
Mas sendo ou não poeta, fingindo ou não eu... não minto

José João
01/01/2.026

Deus... seus filhos Te chamam

 Deus! Acho que minhas palavras se perdem por aí.
Não fazem mais eco nos tantos corações vazios,
Desprovidos de Ti, Senhor, até mesmo por opção.
Quantos hoje se perdem por, a Ti, dizerem não?!

Orações que ensinaste ... não são mais rezadas, 
Ficaram esquecidas, perdidas dentro de cada um.
Dos teus ensinamentos, Deus, hoje, ironizam, riem
Brincam com teu nome, Te desafiam, dão rizadas

Que podemos, além de rezar e ter ações verdadeiras?
Que podemos fazer? Deus, estão matando teus filhos...
Cruelmente, sem piedade, estão enterrando-os vivos.
Senhor, por apenas louvar o tem nome, é o motivo

Aqueles a quem fizeste de Tua imagem e semelhança,
Te viram as costas. Vaidosos. De Ti, querem ser maior 
Querem mudar o que criaste, desfazer o que fizeste
Como se o Senhor, a nós não tivesse deixado herança

Deus, aumenta em mim tudo o que me aproximar de Ti.
Ensina-me a rezar, me ensina a Te ouvir, a Te seguir
Dá-me  força, para lutar, se for preciso, pelo teu nome
Que tua luz me guie os passos e seja Tu meu sobrenome

Não é oração, é um desabafo, é um desesperado clamor,
Que ouças nossas orações e nos faça sermos ouvidos
Que nos dês coragem, expulsa de nós qualquer medo
Para que te sintamos, Deus, com todos os nossos sentidos

José João
01/01/2.025

O silêncio... nem sempre é ausência

 Sentado, na beira da tarde, fico conversando com o tempo.
Passamos horas a conversar, só nós, num gostoso silêncio
Ele traz coisas que havia esquecido, já quase perdidos
Por vezes diz o que, por mim, havia passado despercebido

As vezes, penso, me acham louco por conversar sozinho
Não sabem que o tempo, vestido de saudade, é companhia,
Também não sabem que o silêncio nem sempre é ausência
O silêncio é tão suave... tem a perfeição de uma sinfonia

Com o silêncio, escuto a alma a me contar suas histórias,
A brisa suave, a me roçar o rosto, como fosse carícias,
Sem precisar de palavras, irônicas e cheias de malícias

A mim, o silêncio, sempre quieto, não quer dizer ausência
Ele apenas emudece para que a vida  diga o que é preciso,
Nem sempre estar só, em silêncio, ouvindo a alma é carência

José João
01/01/2.025

Tu em mim... és maior que eu

Amo-te tanto... até esqueço de viver e não me assusto
Porque haveria de querer minha alma se ela já é tua?
Meus sonhos! Para que os quero se sonho com os teus?
Palavras para dizer tanto, não as tenho, são poucas e cruas.

Tu estás em todos os sonhos que me fazes sonhar contigo
Em todas as saudades que sinto a derramar-me todo em ti
Na brisa, que passa cantando teu nome, tem teu perfume
Gritando a lembrar de tudo, como se esquecesse o que vivi

Para ti, tenho que buscar palavras se não o fizer, não digo...
Quem dera pudesse encompridar o tempo, do hoje e amanhã
Fazer apenas um dia, mas que passasse lento, cantando alegria

Não essa de risos soltos que se mostram no rosto e nada dizem
Mas aquela em que alma se faz casta, pura, indecente e nua
Mas imaculada e bela. Como fosse um anjo brincando na rua

José João
01/01/2.025