sábado, 28 de janeiro de 2017

As duas faces de tua saudade.

...Me atento a ouvir quando a saudade te chama,
Até mesmo com o mais sutil de todos os silêncios,
Mas não importa, ouço o seu suave sussurro 
Em minha alma chamando teu nome, baixinho,.
Como se murmurasse uma oração, doce oração
A me deixar desperto para te buscar até mesmo
Dentro dos mais distantes sonhos que sonhei.
Te busco em todos os momentos que vivemos,
Em quase todos te vejo sorrindo, brincando
De ser minha poesia mais perfeita, tanto...
Que não a escrevi, apenas ... intensamente vivi.
E como tudo de nós dois, quer a vida, é para sempre,
Ainda hoje te vivo e já te levo para os amanhãs
Que ainda haverei de viver como se nada mais
Fosse preciso. As vezes, tua saudade vem sorrindo,
Me toma carinhosamente pela alma e me deixa
Flutuar em devaneios sonolentos... cheios de ti.
Outras vezes, quando minha carência te reclama,
E tua ausência enche o mundo de vazios, ela vem 
Em descabido furor, e me machuca, me toma 
Os olhos, derrama minhas lágrimas, e aos gritos...
Blasfema pela dor da falta de ti.


José João
28/01/2.017


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Minha história de todos os dias.

Como mentem! De mim e das poesias que escrevo!
Dizem que as faço num piscar de olhos. Mentira.
Rio-me até...em gargalhadas alegres, ou tristes,
Ou chorosas, gargalhadas de momento, as vezes
Até eu me confundo se são verdadeiras ou fingidas.
Minhas poesias não nascem num piscar de olhos,
Mas de cada pulsar de um coração que chora...
Saudades, dores, perdas, angustias e até remorsos.
São gritos, ou mesmo sussuros que minha alma, 
Em lágrimas, se deixa, sem nenhum pudor, chorar
E deixar que vejam sua triste aflição por ser só.
Minhas poesias, quem sabe, escrevo com anjos
Que por piedade choram comigo, sabendo ser tanta
Essa dor que não suportaria senti-la sozinho!!
Minhas poesias, não escrevo num piscar de olhos,
A não ser que cada um deles seja uma lágrima...
Porque cada uma é um verso, é um pedaço de mim
Que sai como eco de uma tristeza que se fez...
Desde muito...minha história de...todos os dias.


José João
26/01/2.017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Palavras que meus olhos sabem dizer

Desde muito, até já não lembro mais...
A vida permitiu que minha alma gritasse
Ao mundo com os olhos, como se falassem
E contassem toda a angustia que a ela aflige,
De cada olhar fez uma palavra, apenas algumas 
Ficaram para sempre. E hoje, meus olhos aflitos,
Em devaneios mórbidos, gritam solidão, tristeza,
Saudade e carência que não doeria tanto não fosse
A carência de mim mesmo, me esqueci do que fui.
A solidão, que meus olhos gritam em silêncio,
Se faz tão intensa que já não importa o lugar,
Onde estiver ela se faz toda, se faz viva...
Senhora de mim, a levar-me por caminhos vazios,
Sem marcas, onde o silêncio é o dono absoluto
Do tempo. E a tristeza! Esta nunca vem só,
Além de forçar meus olhos a fielmente traduzi-la, 
Me exigem lágrimas, para assim ela se fazer
Vaidosamente brilhante, querendo se tornar bela.
Ah! Não fosse a saudade, que chega correndo,
Lá de dentro de mim, trazendo um outro olhar
Para os olhos... que tristes, fingem ser um sorriso.


José João
17/01/2,017


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Eternamente nós dois

Para sempre, é o que diz o tempo, diz a vida...
Quando amar é deixar dentro de nós, dentro da alma,
Todos os momentos vividos. Te deixei toda
Dentro de mim, te fiz, desde meus mais belos sonhos,
Até a verdadeira razão de uma existência que, até agora,
Depois de tanto, ainda se alvoroça ao sentir tua saudade.
Me fiz servo desse sentir, e me entreguei, sem medos,
A essa louca insistência de ser teu, mesmo tão longe,
De sentir tua alma afagar a minha, em plena doação
De nós. Te fiz a melhor parte de mim e, ainda hoje,
Essa ansiedade de ser teu, mesmo sendo só saudade
Faz plena, cheia de ti, essa minha vontade de viver.
Quantas vezes meus olhos te gritaram, eu te amo,
Como se fosse a voz de minha alma te confessando
Minha maior verdade! Ficaste em volta de mim,
Ocupando todo o espaço, me perfumando o tempo,
Brincando de fazer eterno o infinito que nos fizemos.


José João
16/01/2.017

domingo, 15 de janeiro de 2017

Para onde foram as poesias?

Há muito não me chega nenhuma poesia,
Acho que se perderam por aí, se esconderam.
Quem sabe, dentro de sonhos que não são meus?
De saudades que nunca senti, ou talvez ainda...
Até tenham se cansado de minha solidão?
Sempre a mesma, as mesmas tristezas...angustias...
E os versos se foram... o papel em branco,
As mãos trêmulas, lágrimas hesitantes...
No pensamento um vazio... um não ser ninguém,
Nenhuma poesia, mesmo que fosse incompleta,
Que só dissesse um pedacinho de mim...nada!
Minha alma se desespera, exige gritar em versos
A dor que sente, me faz correr entre dicionários,
Buscar palavras que se façam lágrimas, que chorem
Nas linhas ou entrelinhas dos poemas a dor 
Que ela quer chorar. Mas eu, apenas sussurro um canto,
Sem melodia, sem começo, sem fim...sem mim.

José João
15/01/2.017

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Talvez o que procuro sou eu

Não  sei fazer poesia, só sei chorar versos,
Como fosse um pássaro preso, não gorjeia...
Apenas chora em notas tristes a dor que sente.
As vezes sou artesão, juntando prantos e saudades
Na tristeza de um sorrir fingido, tecendo nas entrelinhas
Histórias que finjo e até pensam não serem minhas,
As vezes sou artista, como um pobre solitário escultor, 
Esculpindo lágrimas num rosto que parece gritar de dor
Talvez uma dor de saudade, que até a alma chorou,
As vezes me sinto um pintor, desenhando num papel
Um pedaço de amor, ou um perfume de flor
Como se fosse magia, coisas de um sonhador
Que, coitado, sonha acordado alguns sonhos, 
Sonhos perdidos, que nunca ninguém sonhou.
As vezes me  sinto um louco, indo a lugar nenhum
Buscando em estradas vazias, olhar distante, perdido,
Como buscasse no tempo o que nem sabe onde perdeu,
Talvez, nessa minha loucura, o que procuro sou eu...


José João
06/01/2.017


Para sempre

Não tem como não ser pra sempre o que sinto,
O que me ensinaste sentir, como ensinaste sonhar,
Amar, viver os dias sem medo dos amanhãs,
Não tem como não ser pra sempre o que sinto,
Me fizeste aprender que viver é amar na plenitude
Da vida, sem limites, sem fronteiras, sem temores,
Brincar nos dias, colorir as horas e fazer o tempo
Parar nos momentos mais ternos e deixa-lo ali,
Na eternidade de cada instante que fizemos de vida.
Ah! Se não houvesse adeus, nem idas, nem distâncias,
Se não houvesse partidas, nem lágrimas, nem acenos!
Como nos sonhei... sem um antes e nenhum depois, 
Como se o sempre fosse de nós dois, apenas nosso.
Mas coisas da vida, o que nem sabemos explicar,
De repente nos deixa só, como se só a saudade
Fosse preciso pra fazer de sempre o que teve um fim
(só a saudade é preciso pra fazer de sempre
o que teve um fim)

José João
06/01/2.017


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A sorte de amar

A ti, te digo sem medo de dizê-lo,
Amar é também, creia-me, chorar
É sentir na alma uma dor diferente
Que dói, machuca o coração da gente.

Não que não se deva de todo amar
Viver sem que isso aconteça não é viver
Mas há de se ter sempre e bem guardar
Lágrimas, um dia se tem que precisar

Pelo que já senti, digo, sem medo de errar
Que uma saudade, mesmo tão dolorida
Vale a pena, por um lindo pedaço de vida

Digo, pelo que me foi permitido sentir
Que por todo resto da vida vale chorar
Se você, por um dia, tiver a sorte de amar

José João
05/01/2.017


Finalmente...uma saudade alegre

Finalmente uma saudade que não se fez dor...
Só se fez mesmo saudade, até brinca comigo,
Brincando de brincar com os sorrisos que ficaram,
Com as palavras, que até sorriam ao serem ditas,
E tão cheias de carinho que preferiram ficar,
Se fazem eco de momentos em que viver foi...
Tão viver, que alma, coração e saudade se juntam
Num festejar sem hora, sem tempo, mas se fazendo
De sempre, se fazendo de... para sempre.
Tudo ficou tão novo, uma alegria tão diferente
Que está em todos os lugares e, em cada um...
Um sorriso, nos corredores, atrás das portas,
Nas janelas, em todo lugar tem um sorriso
Espantando alegremente a gente. Finalmente
Uma saudade sem dor, sem lágrimas, nem prantos
Sem ontens tristes. Tudo  ficou diferente...
Até o ar, parece, ficou com um perfume novo,
As fores, lá fora, ainda agora se enfeitam vaidosas,
Querem eternizar o momento em que uma saudade,
Alegremente, só se fez mesmo saudade


José João
05/01/2.017



Minhas duas lágrimas

Chove lá fora, como se a natureza quisesse chorar
Toda a dor que sinto, como se soubesse da minha 
Carência de lágrimas, choradas por tantas outras dores,
Adeus, saudades que ficaram e nunca passam.
O vento, como se cantasse uma canção sem nome,
Como um balbuciar desconexo insiste em fazer-se
Minha voz chorando uma dor que é só minha...
É noite, é chuva, é vento, é tristeza, é solidão...
As lágrimas caem como fossem orações perdidas,
O pensamento se perde em vontades loucas,
Erra os caminhos, confunde-se com o tempo...
As vezes quer ir e nem sabe pra onde, apenas ir
Como se a dor não fosse junto. Outras vezes,
Incoerente, volta ao tempo como se não tivesse
Ficado dores que apenas estavam escondidas
Dentro da alma prontas para serem dor outra vez.
Abro a janela, o vento acaricia meu rosto,
A chuva, deitada na calçada, vai irreverente,
E.. de repente... uma lágrima pulas dos olhos...
E mais outra, e vão... se misturam com a chuva
Até onde irão? Minhas duas lágrimas...
Tão pequeninas, mas tão valentes levando com elas
Um pedaço de mim e... de minha alma....


José João
05/01/2.017

Essa tanta saudade de mim.

Por vezes, ainda choro quando me lembro de mim.
Quando me lembro de sonhos que nunca passaram 
De sonhos, se fizeram angustiantes segredos da alma,
Ficaram como tristes e mórbidas lembranças
Do que nunca pude viver, sentir ou fazer história.
Esses sonhos mortos se perpetuaram, se fizeram
De sempre, tão densos que não me permitem sonhar
Sonhos novos e os horizontes são sempre os mesmos,
Os caminho que a vida reserva são cheios dos temores,
Dos medos que aprendi sentir por ter sonhado
Sonhos que nunca vivi. A dor que me dói é tanta,
Que me permito chora-la, mesmo entre a multidão,
Sem medo do ridículo, apenas sentindo vergonha...
Pena de mim mesmo, pela saudade que sinto de mim.
Entre as tantas carências, entre as ausências,
Dentro da solidão que não escolhe hora pra chegar,
Entre o vazio e nada para pensar, me procuro...
As vezes volto no tempo a buscar-me, e sempre, 
Na volta, a saudade de mim mesmo...dói muito mais.


José João
05/01/2.017


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O provedor de lágrimas

Quanta dor ao peito aflige em triste angustia!
Quanto pranto, por tristeza, derramado!
Mas que seria da alma... muda e silenciosa
Não fosse, por sorte, o prazer de ter chorado?

Chorando um pranto, que mesmo triste ainda é belo
E nela, na alma, que bom a saudade ter ficado
Assim o tempo não se faz cruel carrasco
E da alma, o pranto, é prazer por ter amado

Por destino, o tempo para a alma, não é passageiro
Nem tão pouco a alma, para o tempo, é viajante
As duas existências se confundem e por tanto
De eterno, para a alma, também será o pranto

E eu, da alma, pequeno espaço a contentar-me
A ser somente provedor de lágrimas e de pranto
Que em soluços e tristes ais se vão ao tempo
Apagando lembranças do que um dia me foi encanto


José João
reedição (04/10/2.011)


sábado, 24 de dezembro de 2016

Poesia...um pedaço de nós



"Minha" poesia não tem cor, talvez tenha gosto,
Para alguns o gosto da dor, para outros de saudade,
"Minhas" poesias são versos de palavras soltas,
Livres, nem dono têm, são de todos, de reis,
De mendigos ... "minha" poesia apenas conta histórias,
Umas vividas outras sofridas, choradas, paridas
De saudades, de dores, de adeus, angustias...
Na verdade, "minha" poesia é promiscua, se entrega...
Sem pudor , para quem, com ela se parece.
"Minha" poesia, essa que me toma, se arranca de mim,
E vai como louca, e corre, e voa, se faz pedaços,
(as vezes só querem um verso) mas ela ri,
Nem se importa, as vezes um verso conta uma vida.
Muitas vezes as palavras dos versos caem no chão...
Como lágrimas, as palavras se fazem lágrimas
Para que a alma possa dizer sua dor, seu martírio...
E alma , quem não a tem? Se não tiver a poesia cria.
"Minha" poesia é um pedaço de todo mundo...
Do rei, do mendigo, do vagabundo...sem orgulho,
Porque ela é assim... simplesmente uma poesia.
Um pedaço de todos, um pedaço até de mim.


José João
23/12/2.016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Gorjeando prantos

A mim só me restou um canto triste
Como fosse um gorjeio sofrido
De um pássaro que moribundo
Chorava não mais poder voar,
Quebraram-lhe as assas, mataram-lhe
Os sonhos e o céu... onde tão perto chegou
Em volteios soltos, alegres, sem rumo,
Se fez agora distante mundo, beleza triste
Que não mais pode alcançar.
Qual pássaro no chão caído, gorjeando
Prantos tão doloridos, se fez a alma,
Lhe arrancaram os sonhos,
Lhe calaram os pensamentos, 
Estes, que como asas lhes permitiam, ir...
Ao longe, em distantes horizontes, 
Fazendo rotas para poder chegar
Onde lhe seria o céu, um coração,
Que em inocente cio pudesse amar.
Qual triste pássaro, coitado, 
Agora assim... tão distante do céu, 
Se parece com minha alma
Tendo os sonhos indo sem rumo, 
Quase mortos... perdidos... ao léu


José João
23/12/2.016


Feliz Natal

É Natal... os corações se abrem em risos, o mundo parece ter outra cor. A esperança por um mundo melhor brilha nos olhos daqueles que amam. Os pedidos ao bom velhinho são feitos, como se fazem para as estrelas cadentes. É Natal, há uma magia solta no ar que nos faz sonhar os mais belo sonhos, desenhamos o futuro como gostaríamos que fosse, e vamos nós a caminho dele, cheio de certezas que dias melhores virão, que as conquistas aconteçam, que a felicidade seja uma fiel companheira para todos nós nesse ano que parece vir sorrindo, cheios de coisas novas, coisas boas que desde já nos acalentam a alma. É o que desejo para todos. Mas também que os corações se abram e amem, que olhemos o próximo com amor, carinho, afeto e a vontade de vê-lo feliz. Que nos seja fácil dar um sorriso, um abraço, uma palavra de carinho ou até de conforto para quem dela precisar. Pedimos, queremos e desejamos tudo de bom, mas os desígnios de Deus vão muito além de nós, portanto, devemos plantar boas sementes para colher bons frutos. 
Espero que, neste Natal, a poesia entre em todos os corações, se faça uma Ave Maria que cheia de graça permita que a bondade, o amor, a esperança e as realizações se façam tantas que não sobre tempo para nenhuma tristeza e que, se prantos houverem, sejam alegres, risonhos, porque os sorrisos  das grandes conquistas, são lágrimas alegres a gritarem ao mundo. 
Que neste Natal os sinos toquem como se fossem orações divinas, cantadas por anjos que  beijarão cada um dos corações deixando em cada um...um mundo de felicidade. Que Deus abençoe a todos. São os votos de Poesias e Poemas.

José João
23/12/2.016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Brincando com o tempo

 Ontem me perdi brincando com o tempo,
Até o esquecimento se rendeu e conversamos os três
Sentados na raiz de um florido pé de flamboyant
Que nem existia mais (como disse, estava brincando
com o tempo) Tão boa a conversa que chegaram sonhos...
Tão antigos que até o esquecimento pensava
Que eu já os tivesse esquecido, acho que foi o tempo
Brincando de ser mágico e trazendo até saudades
Antigas que já havia chorado... há tanto tempo!
Conversamos sobre os adeus que ouvi, e surpreso,
Ouvi o florido flamboyant, dizer que. um dia,
Ele me viu, encostado nele, chorando um adeus
E com tantas lágrimas que lhe regou as raízes,
(achei um certo exagero) mas o tempo confirmou,
E até o esquecimento (as vezes omisso em casos
assim) disse que não havia me permitido esquecer,
E essa saudade, antes tão distante, se fez de ontem
E chorei com lágrimas novas.., ela outra vez.
Ontem, eu, o tempo, o esquecimento, a saudade,
E até o pé de flamboyant (que nem existe mais)
Falamos tantas coisas de mim, que hoje, a alma
Nem sabe mais por qual história chorar... 
Apenas chora.


José João
21/12/2.016

Essa tanta falta de ti!

Por quantos caminhos ainda terei que andar...
Quantos horizontes ainda terei que ver chorando
Sem chegar a lugar nenhum! Por não  ter como ir,
A não ser em pensamentos, onde penso que estás!
Quanto tempo ainda haverei de chorar sozinho?
Sabendo que existes sem saber onde te encontrar...
Sento, sozinho na beira do mundo, num canto
Qualquer da vida te esperando e, uma saudade
Descabida, de um angustiante sentir, machuca a alma
Que ajoelhada pede clemência para essa tanta dor. 
Lágrimas me caem no rosto gritando a carência
Que tua falta me faz, e essa tua eterna ausência
Me deixa apenas sonhos que tenho medo de sonhar.
Me perco em estradas sem rumo, sem margens,
Onde nem o eco dos meus soluços, e são muitos,
Me incentivam a ir, mas ficar... também é triste,
Onde quer que esteja, o vazio que deixas na alma
Me angustia e, a solidão se fazendo companhia,
Me leva, em silêncio, para dentro dessa saudade
Onde apenas sinto essa tanta falta de ti. 


José João
21/12/2.016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Tua saudade me alegra a alma.

Ah! Essa distância! Essa ausência tua!
Que me comprime até a alma, que ajoelhada,
E aos gritos, te chama, na ansiedade
De uma quase loucura que me toma todo.
Sento dentro da tarde, olhar vago num horizonte
Que nem sei a cor, perdido entre os nadas
Que povoam um pensamento mais triste que vazio
Clamando em orações que se vão perdidas
Sem eco, num sepulcral silêncio de deserto
Em que os murmúrios parecem soluços perdidos
Indo a esmo a lugar nenhum. Ah! Essa tua falta!
Quando foste me deixaste apenas a sombra de mim,
E confesso, sem pudor e sem medo dos prantos:
Sou tão carente de ti, sinto tanto tua ausência
Que tua saudade quando chega, traz euforia
Pra minha alma, traz alegria para as lágrimas
Que brincam soltas nos olhos, escrevendo
Teu nome carinhosamente em meu rosto.


José João
19/12/2.016



Talvez um dia...

Talvez um dia, quando o tempo se cansar
De te fazer essa tão dolorida saudade,
Quando as lágrimas choradas pela alma
Se fizerem poesias livres em meu rosto
Contado nossa história, em divinal doçura,
Ai me sentirei dono de uma saudade nova,
Verdadeiramente cheia de ti... de nós.
Estarei vivendo todos os sentimentos
Que deixaste vivos dentro de mim
Para que os sinta por nós dois, para sempre.
Vou me perder nos teus guardados que ficaram
Dentro da alma como relíquias divinas
Como histórias tecidas carinhosamente 
Que em tão pouco tempo se fizeram eternidade.
Quando essa saudade, que parece de ontem,
Não fizer mais dor, nem prantos, nem carência,
Quando todos os meus pensamentos se fizerem
Teus na mais plena entrega de um sentimento
Sem angustias e com uma saudade alegre,
Volto a viver outra vez... o que um dia vivi.

José João
19/12/2.015



terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Pedaços completos de mim

A vida me dividiu para me deixar completo,
Me fez em partes, completos pedaços de mim,
Uma parte de mim é saudade que grita um nome
Que se fez eco na alma e de lá nunca mais saiu.
Outra parte de mim é tristeza, que me chega
Aos olhos com lágrimas que brincam fingindo
Que estão contando uma história de amor.
A outra parte de mim é solidão, que em silêncio
Me leva em lugares onde nunca fui, me faz beijar
Lábios que nunca vi, me leva para horizontes
Distantes, sem caminhos, onde só vão pensamentos,
Os mais carentes, ou talvez os mais desesperados.
Outra parte de mim são os sonhos, coitados, caducos,
Perdidos no tempo, cabelos brancos e ainda juram
Que são sonhos que aconteceram e os guardei
Como relíquias, mas nunca se fizeram verdades.
A outra parte de mim sou eu... a menor parte,
Que nada seria não fosse ter amado tanto
Pra vida me dividir em pedaços completos de...
Sentimentos que me aliviam a dor de estar só.

José João
13/12/2.016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Meus fingidos legados

Em orações, que nem sei se são ouvidas,
Em solene contrição, joelhos postos ao chão
Peço com a humildade daqueles que sabem chorar
Que não me tire, Senhor, meu direito de sonhar

Que por mais dolorida, ou mais triste seja ainda
Deixa em mim essa saudade, mesmo em pranto
Que com ele a alma inunde o mundo, inunde tempo
Mas que o faça em mim, verdade a meu contento

Os sonhos que mesmo em lágrimas molhados 
Haverei ainda de sonhar e que não me seja negado
O direito de fingir que todos a mim foram legados

Por momentos que a alma tanto insiste ter vivido
E que nenhum em mim, jamais se faça o derradeiro
Pra que nunca ela saiba, o último ou o primeiro


José João
12/12/2.016

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Assim me fiz lágrimas

Não me fiz versos, me fiz lágrimas
Me escrevi em meu rosto minha dor
Não me fiz palavras me fiz pranto
Soluçando soluços como fossem canto

Não me fiz eu, me fiz o resto de mim 
Até brinquei de me enganar, de fingir
Fiz sorrisos que nuca soube sorrir
Mas tentei, como se soubesse mentir

Desenhei sonhos que nunca pude sonhar
Esculpi meu rosto em pedras de solidão
Amarrei a saudade numa nuvem a flutuar

Feito pipa de papel que chega perto do céu
Mas ela se foi se perdendo sem caminho, 
Me fiz versos pra poder chorar baixinho


José João
05/12/2.016


Apenas uma canção

Quero cantar, mesmo entre lágrimas, uma canção,
Em acordes que meus soluços sabem de cor,
Em melodias que minha alma aprendeu chorando
Com as tantas saudades ainda vivas e sentidas,
Com os vazios que ficaram depois dos adeus.
Quero cantar uma canção de versos completos,
Que digam a dor que a alma sente e sozinha chora,
Digam dos sonhos que se fizeram perdidos, sem volta.
Quero cantar uma canção como fosse uma oração...
Divina, que sai do coração como um eco triste,
Num desesperado grito, que até o silêncio se perde
Em prantos, soluçando palavras que não pode dizer.
Falar das histórias mais vividas, das dores mais doídas,
Dessas que doem desde os olhos até a alma,
Que passam por sobre o tempo, ironizam o esquecer,
E se fazem sempre, como se toda dor fosse de ontem.
Quero cantar uma canção e, se chorar... vou fingir
Que estou tentando um acorde que a tristeza...
Está me ensinando agora,


José João
05/12/2.016


sábado, 3 de dezembro de 2016

Hoje as lágrimas me traíram

Hoje minhas lágrimas estiveram cansadas,
Deitaram-se apáticas em meu rosto, sem brilho,
Sem força de chorarem a saudade que sentia.
Ficaram adormecidas como se estivessem 
Perdidas entre as dores que a alma chorava.
Nem os adeus mais doídos, trazidos do tempo,
Foram capazes de faze-las prantos avulso
Como sempre fazem quando a alma chora.
Não entendi minhas lágrimas, tudo estava
Como sempre, a solidão brincando de vazio,
A tristeza se desenhando em sorrisos fingidos,
A angustia me fazendo rezar orações que não sei,
Tudo como sempre, e as lágrimas... preguiçosas!
Os olhos pareciam se contorcer em silenciosos
Gritos que o olhar levava como eco perdido,
Num mórbido silêncio de um nada dizer...
Até os versos se fizeram pedaços inacabados
De poesias incompletas, rotas, secas.
Ainda bem que não precisam de lágrimas
Para contar da tristeza que a alma sente.

José João
03/12/2.016

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Nunca mais fiquei sozinho

Quando a solidão fazia festa em mim,
Quando calava meu pensamento e minha voz
Para fazer-se única... tudo era tão triste...
E eu... tão só, caminhando pelos vazios
De caminhos que se faziam apenas veredas,
Onde lugar nenhum era um lugar para chegar.
Apenas lembranças perdidas, sonhos mortos
E um gemido como se fosse um canto, iam comigo,
Cantarolando uma canção que nunca tinha fim,
Um dia, um anjo, desses anjos que do "nada"
Entram em nossa vida, se aninham na alma,
Fazem afagos, nos tomam pelas mãos
E carinhosamente nos ensinam a viver e amar.
Nos tiram o medo, nos lavam com o inocente
Prazer de nos fazer sempre mais amantes...
Mas depois... se vão, sem rastros, sem estradas
Mas ficam dentro de nós, não nos deixam...
E nunca mais me senti só, sempre esse anjo...
O que era solidão, hoje se faz saudade,
Não essa saudade triste que faz chorar...
Mas uma saudade risonha, que até as lágrimas
Enfeitam os olhos como crianças brincando
De ser feliz...

José João
02/12/2.016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ainda escuto aquele seu olhar

Havia uma estranha eloquência no seu olhar
Quando ela gritava, a plenos olhos: te amo,
Minha alma tremia em devaneios incontidos,
Meu coração, aos pulos, sem saber se conter,
Por vezes até chorava alegre. E as palavras...
Envergonhadas, se escondiam dentro de sussurros
Que nem precisávamos ouvir... nada diziam.
Até hoje, ouço no meu angustiante silêncio,
O grito do seu olhar, vejo ainda o inocente sorriso 
Que só seus olhos sabiam sorrir... e choro...
E minhas lágrimas, desenham sonhos em meu rosto,
Escrevem seu nome, brincam de me enganar
Fingindo, em meus lábios, que são seus beijos. 
Grito, com um mórbido silêncio dentro de mim,
Orações que não sei rezar, blasfêmias que aprendi
Com essa toda tristeza que tua ausência me impõe.
As vezes até rezo baixinho orações antigas,
Que aprendi quando estavas aqui, mas elas,
Coitadas, só serviam quando éramos apenas um,
Agora se perdem como se nem mais fossem orações.
Mas ainda hoje, é aquele olhar que ainda ouço
Me dizendo: te amo.

José João
28/11/2.016


Lágrimas... uma poesia sem palavras

Palavras! Tão poucas para tanta saudade!
De que valem se não sabem dizer a dor que se sente?
As vezes, a dor da saudade é tanta, que nem as lágrimas
Dizem o que a alma chora, e um silêncio cheio de angustia,
Falando baixinho, diz o que ela já não precisa mais ouvir,
Nesse vazio, em que solidão e tristeza se fazem vivas,
A alma tenta enganar-se, finge um sorriso que nem existe,
Se põe num vagar entre o nada e os sonhos que se foram,
E tudo fica sem razão, outra vez as palavras se escondem
Por serem poucas, por nada dizerem e, envergonhadas,
Se fazem mudas. Só o pensamento, feito louco, gritando
Desesperado, nomes que perdidos dentro de um adeus
Já nem se faziam mais saudade, mas uma tão louca carência
Faz que traga, sonhos caducos, sorrisos antigos,
Momentos que se foram a tanto tempo, só a loucura
Da carência para traze-los de volta, faze-los vivos
Dentro da gente... como se para viver fosse preciso
Chorar... em silêncio e... sem palavras...


José João
28/11/2.016


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Amar é não ter medo de chorar

Desde quando perdi o medo de chorar 
Perdi o medo de amar e de viver os amanhãs,
Me fiz livre para me entregar ao prazer de amar,
De deixar que a alma se entregue toda, nua e pura
Por apenas amar, e se faça intensamente viva.
Perdi o medo de me fazer amante, de sonhar
Os sonhos mais impossíveis, de gritar ao mundo:
Te amo, como se assim fosse respirar e viver.
Mas me dispus a fabricar lágrimas e guarda-las,
Carinhosamente, num canto escondido de mim,
Estão guardadas, saudades inteiras, sonhos...
(o amar tem dessas coisas, um dia pode também 
Ser triste) Por isso perdi o medo de chorar.
Se um dia houver um adeus que não queira dizer,
Tenho lágrimas guardadas para chorar, e sem medo
De chora-las, tenho saudades inteiras guardadas,
Basta nomeá-la, senti-la e deixa-la comodamente
Dentro de mim. E se a alma perguntar passiva,
- O que faremos hoje? Respondo apenas...
Temos uma saudade pra sentir e lágrimas pra chorar...
- Sem medo - isso também é amar.


José João
23/11/2.016

Era uma vez um sonho que...

Era uma vez, há muito tempo atrás, um sonho,
Um sonho desses que se sonha quando a carência
Toma conta da alma e a faz perder-se na tristeza
De todos os dias. E o sonho não se faz verdade,
Continua apenas esperança, e os dias passam...
O sonho vai envelhecendo, vai ficando caduco,
Os detalhes vão se perdendo, ficando esquecidos,
Lentamente cedendo lugar a uma mórbida tristeza,
E uma saudade, mais doída que qualquer saudade,
(por ser saudade do que não se viveu) toma conta
Da alma, a carência fica do tamanho dos dias,
Que lentos, como se não quisessem passar,
Como se estivessem esperando chegar a solidão,
Que vem sem pressa, por saber que a alma, triste,
Está aberta pra que ela entre, se aposse, tome conta
Dos pensamentos, se faça única dona do tempo.
Era um vez, há muito tempo atrás, um sonho
Que deixou de ser sonho, não porque aconteceu...
Mas porque se perdeu no tempo e nunca mais voltou.


José João
23/11/2.016


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Soneto do prazer de amar

Ainda vou amar e sempre e mais e tanto
Que amores passados se façam pedaços
Dos amores que ainda vou amar e viver
Como fosse a vida um eterno amanhecer

Vou me entregar todo e tanto que até o pranto
Se por acaso um dia em mim vier aos olhos
Hei chora-lo como fosse oração... um canto
Que ainda seja repleto de ternura e de encanto

Que a cada amor que hei de amar seja a saudade
Um livro de histórias que conte nas entrelinhas
Momentos que de sonhos se fizeram só verdade

Que a cada amar em mim se faça doce loucura
Para que todos os amores se façam o primeiro
E que não seja o último o meu amor derradeiro



José João
22/11/2.016

Dor para doer tem que ser...

Se há de ser dor, que doa como qualquer dor,
Que se sente, que se chora, e ela sem nada dizer,
Calada... dor que se preza só faz mesmo doer
E fica... desdenha das horas é o que sabe fazer

Mas dor, pra de verdade doer, há sempre de haver
Uma lágrima, uma saudade, até mesmo um pranto
Desses que enganam, entre ri, chorar e lembrar
Desses que é a alma que chora e... sentindo prazer

Louca a alma demente, num não saber incoerente
De sentir prazer numa dor que só ela sabe sentir
E fica parada, aos gritos, com um chorar indecente

Antes nua, agora se veste, sem querer se vestir
Com lágrimas bordadas de uma tristeza carente,
Com um sonho perdido de uma lembrança ausente


José João
22/11/2.016



terça-feira, 15 de novembro de 2016

As vezes os versos falam por mim

Porquê me perco ao tempo? A mim pergunto,
Fazendo versos de saudades tão doídas?
Fazendo poemas sem que neles nada fale
A não ser de tristezas, e dores tão sentidas?

A mim pergunto e não vem qualquer resposta
Só exclamações que também nada me dizem
Versos secos porque as lágrimas se foram
Com os sonhos, que já há muito se perderam

Me vejo sempre juntando saudades e adeus
Pedaços de mim remendados pelo pranto
Que não choro mas que a alma faz de canto

Não sei de onde vem dor assim tão doída
Que até os versos, talvez por pena, não sei
Gritam por mim coisas que nunca falei


José João
15/11/2.016


sábado, 12 de novembro de 2016

Minha alma...uma criança sonhando.

Lágrimas, pensamentos, sonhos, todos saem
Em desesperado procurar, por ruas, entre canteiros,
Pelas esquinas do tempo, alguém de quem não sei,
E nem onde está, mas que deixa essa saudade
Dolorida, tão difícil de sentir que o pranto,
Se fazendo de oração, reza um nome que não sabe
Dizer, apenas deixa que o silêncio, sussurrando, diga.
Não sei se partiu ou nunca chegou, não sei do tempo,
Nem quem escreveu essa história e se um dia aconteceu,
Mas a alma sente e manda os sonhos buscarem momentos,
Fragmentos, que façam lembrar o que uma saudade
Descabida diz que um dia foi verdade e fica insistindo
Que até um vazio se faça tanto e a alma chore
Como se fosse verdadeira a dor que sente, e grita,
E se angustia, como se tudo tivesse sido um dia.
Pedaços de canções parecem vir também não sei de onde,
Melodias que nem sei se existem, se fazem vivas,
Poesias incompletas me fazem declamar a esmo
Um sentir que não sei se sinto ou se sonho...
Mas tudo, as vezes é tão real... que acho minha loucura
Coerente e minha alma ...uma criança sonhando...


José João
12/11/2.016


Minha outra oração

A ti, te peço de joelhos, entre as tantas lágrimas
Que ainda me permites chorar, ao me fazer saber
Que ainda posso amar, como se amar fosse viver.
Ainda que a dor da solidão, que aos gritos me tortura,
Me diga que não acredite que me possas ouvir...
Me diga que para tanta dor, só as blasfêmias aplacam,
Mas minha alma, embora tão só e tão carente,
Ajoelha-se ao tempo em orações que a angustia
Ensinou rezar, passiva e solene, ergue os olhos,
Te abre os braços e pede: Me faz que a solidão se vá,
Que essa tortura do vazio também e não deixem rastros.
A ti te peço ouvir-me, faz que essa saudade doa menos,
Que outros caminhos tragam de horizontes ou do tempo
Coisas novas pra sentir, sorrisos novos pra sorrir,
Olhares que nunca vi, que mesmo falando idiomas
Que não conheço me façam entender de amar outra vez.
Se minhas orações chegarem todas desencontradas,
Entrecortadas com soluços, em fragmentos inaudíveis,
Por favor olha a suplica dos meus olhos, nas lágrimas,
Que minha alma chora como fervorosas orações...
...Por favor.

José João
12/11/2.016



Um sonho que tentei sonhar

Desenhei um sonho pra mim, cheio de cores e luzes,
Fiz tudo a beira da perfeição, ornamentei meu sonho
Com flores primaveris, pedi aos anjos um fundo musical,
Tão angelical quanto divino... busquei beijos inocentes,
Olhares que se davam na imensidão de uma entrega
Tão intensa que a razão se perdia em inocente loucura.
Refiz caminhos, horizontes, refiz até o eco do meu grito
Para se fazer oração pedindo eternidade para o momento.
No meu sonho, me despi de todas as saudades antigas,
Chorei todas as lágrimas que poderiam me surpreender
Chorando adeus antigos que não queria mais lembrar.
Me fiz nu de mim mesmo num renascer sem medo,
No meu sonho, trazia um bornal de beijos novos,
Poesias para serem ditas em momentos especiais,
Carícias que a mais doce e suave brisa me ensinou,
Acreditem, até um eu te amo com um sussurro 
Que nunca havia feito antes, trouxe comigo, tudo novo
Como se não tivesse havido um antes. Ah! Meu sonho!
De repente, como se a noite despertasse aos gritos,
Meu sonho se espantou, se foi por entre as sombras,
E... fiquei dentro do vazio que ele deixou.

José joão
12/11/2.016


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Nem as lágrimas dizem o que sinto

Um dia meus sentimento sorriram como sorriem
As crianças... por apenas serem felizes.
Um dia, brinquei de brincar com o tempo,
Percorria horas e horas com o mesmo sorriso,
Os dias se faziam quase iguais, e só não eram
Porque cada um se esmerava em me fazer mais feliz.
Plena e constante primavera perfumando a vida,
A Brisa, cantando canções desconhecidas...
Tão terna que se parecia com o abraço dela,
Que, sem palavras, só com meigos e eloquentes
Olhares me faziam tremer quando diziam, te amo.
Uma história nossa, que ninguém nunca entenderia
Não fosse o destino com a mania de por ponto final
No que é belo (histórias de amor infinito nunca
são entendidas, pois em toda história é só no final 
que se entende tudo que foi dito) E a nossa...
Se fez uma poesia incompleta, tantas coisas
Ficaram caladas dentro de nós, sem tempo
De serem ditas, tanto, que nem as lágrimas
Conseguem dize-las agora.

José João
11/11/2.016


terça-feira, 8 de novembro de 2016

As vezes pareço comigo mesmo (rsrsrs)

As vezes me pareço tão criança
Por brincar de esperança...
De crescer e ser feliz.
As vezes me pareço um menino
Brincando de traçar o seu destino
Pensando que ainda pode ser feliz.
As vezes me pareço adolescente,
Que traça sua vida livremente
Sonhando que ainda pode ser feliz.
As vezes me pareço ...
Um rapaz de trinta anos,
Que parece ter sofrido alguns enganos
Mas que pensa ainda pode ser feliz.
As vezes me pareço um senhor...
De cinquenta ou sessenta
Que por vezes se lamenta...
Lembrando tudo que não fez.
As vezes me pareço até comigo,
Com sonhos mortos e até já esquecidos,
Dizendo que viver...
É melhor que ser feliz.

José João
08/11/2.016 (publicação)
30/09/2.000


Hoje...sou apenas o papel

A poesia se recusou, literalmente, a se deitar
Sobre o papel... que ficou pálido,
Branco, vazio, sem dizer nada,
Como se nada devesse ser dito,
Mas ficava ele ali... deitado,
Deitado sobre a mesa...passivo, aparvalhado
E a poesia escondida, não se sabe onde.
Se fazia muda, como se falar fosse pecado,
E o papel, sem nenhuma poesia, ficava nu,
Como se a nudez fosse um grito,
...Que a poesia não quis gritar...
Se deixava ficar vazio, calado...
Se deixava ficar apenas papel... e eu
Que não tinha nada a ver com a poesia,
(Nem com o vazio)
Que não tinha nada a ver com inspiração,
Que não tinha nada a ver
Se a poesia se escondia ou era muda,
Se a poesia não preencheu o vazio...
Que culpa tenho se o papel ficou nu?
Tomara o pepel encontre alguém
Para lhe vestir de poesia...
Porque hoje não estou poeta,
Porque hoje não sou poesia...
Porque hoje ...sou apenas o papel!

José João
08/11/2.016 (publicada)
11/05/2.004

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Esse meu silêncio que fala tanto!!

Eu e meu silêncio, sentados entre a tarde e um vazio
Que se estendia infindo pelo tempo até no horizonte
Que brincava de trazer sonhos que nem sonhados foram.
Calados, porque a voz nem sempre é preciso pra se falar
Ainda mais quando falamos de saudade, de ausência,
Falamos de coisas que só mesmo o silêncio entende...
Até as lágrimas que vêem só ele entende, nos olha
E nada diz, como se ele, por si, já fosse nossa voz.
Buscamos sonhos antigos, risos caducos de velhos,
Que nem lembrava mais, perdidos no esquecimento,
Lágrimas antigas viriam se já não as tivesse chorado,
Mas os olhos insistiam em chorar com lágrimas novas
A dor de tanto tempo, que veio de carona com um adeus
Que pensei, nem doesse mais, tivesse ficado no tempo
Perdido como pedaços de histórias que a alma esqueceu.
Mas o silêncio... sempre se faz mais forte, pára tudo,
Rebusca nos mais escondidos "cantos" da alma,
Saudades escondidas, lágrimas antigas, que se esconderam
Por achar sempre que nem uma dor lhes valia a pena vir,
Até poesias inacabadas o silêncio traz e  brinca com elas
Que as vezes voltam completas como se a história
Tivesse sido mudada. Ah! Esse meu silêncio...
Que não se cala nunca!!


José João
03/11/2.016