Toda sua bela roupagem caiu e, ele despido, se foi
Cantando uma canção triste, como se fosse um pranto
Se sentiu sem beleza, sem folhas, nu, e sem encanto
Folhas enfraquecidas, perdem a cor e se vão ao vento
Caindo no chão como se lágrimas que o outono chora
Os ramos, desalinhados, se vergam ao peso do vento
É tanta tristeza que se desprendem querendo ir embora
Triste outono. Se sacrifica para a vida outra vez florescer
Poda a si mesmo, perde a beleza, se desnuda, chora triste
Mas sabe que é preciso, perde as folhas para poder viver
Não sei se o outono sonha um céu risonho e quimeras,
Talvez até se faça triste endereço que ninguém procura
Mas, sem outono, será que um dia haveria primavera?
Cruz Filho
27/10/2.026

Em Portugal ainda estamos no Outono.
ResponderExcluirBelo poema
Saudações cordiais