segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O que seria do pranto sem a saudade?

Quanta luta! Foi difícil acalmar meu pranto
Quando soube do singular para sentimentos
Diziam que os abstratos seriam incontáveis
Difícil explicar que foi num outro momento

Gritava dizendo que saudades são diferentes
Que para cada uma tinha um tipo de pranto
E ele conhecia todas as imagináveis saudades
Dizia, cada saudade tem seu próprio encanto

Quem imaginou saudade apenas no singular?
Sentimentos não podem, diziam, sofrer flexão
Eu, o pranto, me dobro entre os olhos e o coração

Para toda eternidade vai caber um "s" na saudade,
Eu, o pranto, conheço cada uma delas, vivo assim.
Não é só uma palavra, é uma eternidade, não tem fim

José João
15/12/2.025

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