segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A liberdade da poesia



A liberdade me proibiu
Limitar os versos que escrevo
Disse que a métrica é fria,
E os versos agora livres
Voaram tão alto que os perdi
Deixaram se ser meus,
Se entregaram devassamente
Ao mundo e fizeram voz,
Gritavam sua liberdade
Na poesia clara e completa,
E a poesia feita de versos
Curtos ou versos longos
Não deixou de ser poesia.
O pensamento gritava solto
Sem medo do começo
Ou do fim do verso,
E a poesia como se tivesse
Uma roupa nova
Não se preocupou com a elegância
Queria apenas ser verdadeira
E os versos ficaram como as pessoas
Altas, baixas, gordas, magras.
Negras, brancas ficaram assim,
Como  o mundo é feito,
Mas sem contradição, sempre sensível,
Doce, terna, assim como o mundo não é feito.
Quem sabe um dia os homens tenham
A liberdade dos versos sem métrica?
E a ternura da poesia completa ?

José João

2 comentários:

  1. Boa noite, João.
    A poesia tem de ser livre, sempre.
    O que vai ao nosso coração é o que conta de fato.
    A poesia tem várias formas e isso é interessante, pois toca o coração das pessoas de formas diversas.
    Tenha uma semana de paz.
    Beijos na alma.

    ResponderExcluir
  2. Boa noite, João.
    A poesia tem de ser livre, sempre.
    O que vai ao nosso coração é o que conta de fato.
    A poesia tem várias formas e isso é interessante, pois toca o coração das pessoas de formas diversas.
    Tenha uma semana de paz.
    Beijos na alma.

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