Que se vão inertes açoitadas até lugar nenhum
Assim, vão minhas palavras, levadas pelo tempo.
Sem serem ouvidas, açoitada pela frieza de cada um
Palavras, como folhas de outono se vão sozinhas
Contando histórias que ninguém quer mais ouvir
Como se a frieza do outono lhes tirassem o calor
Como se não fosse mais preciso falar sobre o amor
Assim ficam as poesias, como um outono, sem cor
Porque se foram, como folhas, as palavras tristes
Não ouvidas, não sentidas, sem nenhum valor
Tomara, na primavera, as palavras se façam flores
Perfumem poesias, perfumem corações e o tempo
Que cada uma encontre na alma aconchego e alento
José João
30/08/2.025
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