Até a saudade se cala por ser tão pouco o que se guardou tanto
A alma, por vezes se engana, assim confunde amor com paixão,
Aí o tempo brinca de passar lento, de enlouquecer o coração
A lentidão do tempo não deixa as lembranças irem embora,
A alma jura que era amor até quando desperta e se vê sozinha
Mas, sem dor, sem saudade, sem detalhes, surpresa, pergunta:
Como não se sente sozinha? Se até prantos chorou... e agora?
Se senta só, mas sem sentir solidão, busca no tempo a razão,
Jura que era amar para sempre, em vez de dor se sente livre,
Um sorriso lhe alegra, e um adeus estranho lhe é dito sem dor
Sonhos novos pintam os amanhãs com pinceladas cor de amor
Tudo fica mais alegre! A alma voa na liberdade de novo sonhar,
Como se estivesse na primaveras e cada dia um botão a se abrir,
A se fazer flor, a inundar o tempo com um perfume diferente,
Como se nada mais fosse preciso... só o amor sempre presente
Cruz Filho
30/10/2.026

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