A
última flor do Lácio, inculta e bela. E a flor...
Se
fez forte, se fez altiva e, talvez ... a mais bela,
Do
vulgar passou a ser, do saber, uma larga janela
Caminha pelo mundo brincando de fazer história,
De
fazer-se quase sem tradução, tão rica lhe fizeram!
E
se faz um buquê de palavras, única nessa condição
Que
brinca nos dicionários por não lhe haver tradução
E a flor do Lácio, mesmo inculta mas sonora e bela
É
a única que diz ao mundo o sentir de uma verdade
Que
no mundo, toda alma sente, mas apenas ela
Tem
a palavra única de dizer que isso é... saudade
Agora, chegam da luz da ignorância, pobres parvos,
Que,
por natureza, são ignavos e indolentes seres
Se
vestem de trapos literários de uma estupidez gritante
De
quem, por doutrinação, que matar uma língua pujante
Que
se há de fazer ante tão grande e pesado fardo
Que
tanto pesa nos ombros dos verdadeiros literatos?
Estarão
em estertores aqueles que tanto nos ensinaram
E
que honrosamente esse belo legado a nós deixaram?
Que
a última flor do Lácio, inculta e bela, permaneça
Luz, a fazer-se em belas, ternas e gentis poesias,
Que
os incultos se dobrem à vontade dessa gigante
E
que sucumbam os disparates desses tantos ignorantes.
José João
30/05/2.026
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